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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Educação Sexual em ambiente escolar


"Modelos alternativos para a educação para a sexualidade" é o tema de um encontro de professores, educadores e público em geral.
No dia 9 de Outubro, às 14h30, no Centro de Novas Oportunidades da Santa Casa da Misericórdia de Albufeira.
Organiza a Federação Portuguesa pela Vida, em conjunto com a Plataforma Algarve pela Vida.
O painel dará a conhecer várias iniciativas, tais como as da Plataforma Resistência Nacional, Programa "Protege o teu coração", "Educação da sexualidade em meio escolar; um treino de competências individuais" da autoria da profª Teresa Tomé Ribeiro, entre outras.
Após um coffee break, haverá espaço para debate e partilha de experiências.
Inscrições para o meu e-mail pessoal mrc71@mail.telepac.pt

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Um dos meus vídeos preferidos da Foundation for a better Life

Uma história parecida aconteceu há uns anos atrás, na minha antiga paróquia da Igreja dos Anjos, em Lisboa, quando um menino de uns 2/3 anos escapou dos pais e subiu para o altar no meio da Missa. O antigo prior, o saudoso Pe. João Sousa, disse aos pais para não o irem buscar e, ao invés, perguntou ao menino se queria assistir à Missa dali ao que o rapaz respondeu logo que sim. Depois, passou o resto da missa como se de um acólito se tratasse e o Pe. João ía-lhe explicando em voz alta o que estava a fazer.

Foi muito giro porque nesse dia, o evangelho, falava-nos do encontro entre Natanael (Jo 1.47) e Jesus onde Este elogiava a frontalidade e a autenticidade do primeiro. O Padre João aproveitou para, no final da Missa, dizer-nos que aquele menino tinha mostrado a todos o que era ser como Natanael.

O encontro entre Jesus e Natanael que se leu nesse dia era este:


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Educação sexual à la carte

Numa altura em que a educação sexual obrigatória provoca polémica, aqui fica o exemplo de uma escola do estado da Carolina do Norte onde se dão a escolher aos pais 3 opções: não ter educação sexual, ter educação sexual compreensiva ou educação sexual pró-abstinência.
Este projecto-piloto tem ainda 2 originalidades:

- Os pais podem optar por ter os filhos num determinado curriculum, durante um ano lectivo, e no ano lectivo seguinte, optar por ter o outro.

- Mesmo no curriculum de educação sexual compreensiva, temas polémicos como aborto e homossexualidade, ainda que sejam explicados, não são objecto de qualquer tomada de posição ou interpretação valorativa que é remetida para os pais.



quinta-feira, 27 de maio de 2010

Bookcrossing com Faro 1540


Texto enviado por e-mail pelo meu amigo Bruno Lage, presidente da Faro 1540:


Tal como já tinha sido referido, a associação “FARO 1540” está a dinamizar o bookcrossing no concelho da capital algarvia.
Recorde-se que Faro apesar de ser uma cidade universitária e capital de uma das principais regiões do país, não tinha este movimento bem enraizado apesar de Portugal ser dos países europeus onde este movimento tem maior expressão sobretudo nas cidades de Lisboa e Porto.
Esta realidade levou a “FARO 1540” a considerar mais oportuno que numa 1ª fase, fosse promovido a difusão deste conceito por intermédio de Crossing Zones ou Zonas Oficiais de Libertação (ZOL), onde todos os cidadãos poderão levantar e depositar os livros e publicações, em vez de serem libertados livros aleatoriamente em cafés, bancos de jardins e escolas como habitualmente acontece.
Assim, com o lançamento do projecto dinamizado pela “FARO 1540”, vão ser libertadas nos próximos dias perto de duzentas publicações pelas 12 entidades que se associaram a este projecto e que vão fazer de Faro, de acordo com as informações contidas no site Bookcrossing Portugal, a maior cidade do país em número de ZOL´s.
As Zonas Oficias de Libertação aderentes, todas elas identificadas pelo cartaz ZOL, nesta primeira fase foram: Associação de Solidariedade Social dos Professores (Delegação do Algarve), Biblioteca António Ramos Rosa, Bibliotecas da Universidade do Algarve (Gambelas e Penha), Centro Azul (Praia de Faro), Escola Secundária João de Deus, Espaço C, Espaço Internet (Sto António do Alto), Faro 1540, Hagabê Informática (Loja Faro), Nordik Bar e Sociedade Recreativa Artística Farense (“Os Artistas”).
Espera-se que este movimento seja “realimentado” a partir de hoje pelos diversos leitores (bookcrossers) e também pelas ZOL aderentes a este projecto, garantindo assim, que exista sempre disponível um conjunto razoável de publicações e livros que poderão circular entre diversos bookcrossers em vez de estarem parados e esquecidos em estantes.
A “FARO 1540” apela a todos os cidadãos que continuem a doar livros a esta associação, que depois de registar e etiquetar as referidas publicações no site bookcrossing.com serão posteriormente libertadas pelas ZOL farenses, passando a fazer parte integrante desta “biblioteca mundial” e a estar ao dispor de milhares de bookcrossers.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Paulo Otero e a nova corrente da jurisprudência constitucional

(Clique para aumentar)
Ainda o diploma que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo não foi promulgado e, na área da educação, já se começam a fazer sentir os Torquemadas da Inquisição pró-gay.


Trata-se de uma reacção já esperada, à semelhança do que tem vindo a acontecer em vários estados dos EUA que legalizaram o CPMS.


Neste caso, essa histeria aborda a questão pela negativa, isto é, trata-se de criticar a alegada "homofobia" de um professor de Direito Constitucional.
No futuro, a dita histeria abordará a questão pela positiva, isto é, pela imposição da ideologia pró-gay aos alunos de todas as escolas.


De facto, este teste do 1º ano da Faculdade de Direito de Lisboa da autoria do Prof. Paulo Otero tem vindo a causar grande polémica, tal como se pode constatar aqui e aqui.
Como alega o prof. Paulo Otero, para ele, o que está em causar é única e simplesmente testar a capacidade argumentativa do aluno.


Para mim, porém, as questões abordadas pelo Prof. Paulo Otero no seu teste parecem-me muito pertinentes e oportunas.


Se olharmos para a fundamentação dos 2 últimos acórdãos do Tribunal Constitucional em matérias fracturantes com a lei da IVG e o CPMS pode-se constatar que o mesmo consagra um clara subordinação do Direito aos interesses, ao pragmatismo e ao relativismo próprios de uma sociedade dita “pluralista”.


Segundo a recente jurisprudência do TC, a Constituição (ao contrário do que era defendido pelos Profs. Paulo Oteiro, Jorge Miranda e Freitas do Amaral) não consagra a priori conceitos, não impõe a imutabilidade de institutos jurídicos milenares, antes adapta-se ao desejo, à vontade e à liberdade subjectiva de cada um.

A este propósito, é interessante ver que o último acórdão do TC fala inclusive na consagração de um novo tipo de direito a que chamou o “Direito Soft”, onde tudo é permitido desde que não se afecte a liberdade de outro que pense e actue de forma contrária daquele.

Neste novo enquadramento da recente jurisprudência constitucional, a meu ver, o teste do prof. Paulo Otero aborda 2 questões interessantes.
1) Qual o limite deste novo “Direito Soft”? Até onde é que a Constituição condicionada aos direitos subjectivos de cada indivíduo vai ? Permitirá a Constituição, entendida nesta perspectiva, o casamento entre um homem e um animal ? A resposta, como é óbvio, é negativa.
2) Já num nível próximo do limite, mas ainda dentro das novas possibilidades abertas por esta nova jurisprudência relativa do TC, encontra-se a questão do casamento poligâmico.
Aí, já parece que, nessa perspectiva subjectivista e de jurisprudência dos interesses, a constituição poderia eventualmente ser permissiva caso tal correspondesse a uma corrente social, cultural e religiosa, ainda que minoritária.


Se já nada é pré-concebido, se da Constituição, em matéria de costumes, já não se podem retirar definições, princípios ou até mesmo meras orientações, ainda que numa perspectiva de interpretação sistemática (isto é, entre os vários artigos da Constituição), logo, tudo se resumirá à maior ou menor capacidade argumentativa para defender e fazer consagrar os direitos decorrentes dos desejos individuais de cada cidadão.


"O mundo para nós tornou-se novamente infinito no sentido de que não podemos negar a possilidade de se prestar a uma infinidade de interpretações"
in Nietzsche «Nosso novo infinito-
A Gaia Ciência»


Afinal de contas, não era isto que queriam ?

quarta-feira, 31 de março de 2010

Sebastião da Gama

Sebastião da Gama - Um dos meus autores preferidos.

A meu ver, ainda insuficientemente estudado e apreciado.

Aqui fica um estudo sobre a sua vida e obra para compensar este déficit.

Dele muito se pode aprender.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Vila Moleza



O nome Magnus Scheving talvez não vos diga muito. Se eu vos disser que é um Islandês, antigo campeão europa de ginástica aérobica, muito menos.
Mas se vos falar em Vila Moleza ou Lazy town, na sua versão original ou em Sporticus, então, talvez já vos diga algo mais.
Magnus Scheving é o autor e protagonista da série infantil Lazy Town ou Vila Moleza, na versão portuguesa. O seu objectivo, diz, é criar hábitos de vida saudável às crianças, sem cair em paternalismos.
Magnus Sxheving, actualmente com 45 anos, é também pai de 3 filhos e já avô de 1 neto. Para além das filmagens, Magnus corre o mundo, dá entrevistas, participa em workshops e conferências em universidades, falando das suas ideias originais: transformar as crianças, educando-as de forma divertida.
Neste mundo onde tudo é posto em causa e se relativiza, Magnus defende que, pelo menos, todas as crianças deveriam cumprir 7 objectivos: serem saudáveis e educados, sentirem segurança, não magoar as outras crianças, deitar cedo, lavar os dentes, não ser mesquinho e fazer exercício físico.
Para cumprir estes 7 objectivos, Magnus propõe 2 estratégias: Amor e Movimento. Como diz, Magnus numa entrevista, o amor leva ao movimento e o movimento alimenta o amor.
Numa intervenção no passado mês de Novembro, na Colômbia, para promover a versão latino-americana de “Lazy Town”, dizia Magnus, “O nosso trabalho como pais é guiar, que é muito distinto de dizer-lhes o que fazer. (...). Por isso falamos dos anos dourados que vão desde os 0 aos 7 anos que é quando as crianças observam tudo. É a época em que não fazem o que lhes pedimos, senão que imitam o que vêem. Agora, se eu não me sinto satisfeito com a forma como actuam os meus filhos aos 14 anos, foi porque fiz um péssimo trabalho até aos 7.”
Para ajudar a cumprir os objectivos de Magnus, a série “Vila Moleza” parece ter previsto tudo. Lá está Sporticus, protagonizado pelo próprio Magnus cuja missão é ajudar as crianças e a cidade; Robby Reles que é o vilão e tem como objectivo conquistar a cidade e promover a desordem. Depois há o presidente da Câmara da cidade e mais umas quantas crianças, que quase todas se caracterizam por uma enorme insegurança e até extrema ingenuidade, caso, por exemplo, da personagem Ziggy. No meio, está a Estefânia, a 3ª personagem em carne e osso, em conjunto com Sporticus e Robby Reles, já que todas as restantes personagens são protagonizadas por marionetes.
Destaque também para uma das crianças, chamada Pixel, que representa o típico jovem alienado pelas novas tecnologias e jogos de computador.
A série tem está em 120 países e já ganhou vários prémios. Infelizmente, a empresa de Magnus está com graves problemas financeiros, acumulando dívidas na ordem dos 15 milhões de euros e enfrenta inclusivé, já no próximo mês de Janeiro, uma acção judicial que poderá levar ao fim da série. Uma das razões pode ter a ver com elevado custo de cada episódio, 1 milhão de euros, cada, produzido com o recurso a inúmeros e dispendiosos efeitos especiais e técnicas de gravação digital. Apesar disso, Lazy Town ainda poderá dar muito a Magnus, em especial, se nos lembrarmos do merchandise, livros, jogos, etc..que a empresa de Magnus também promove. Em Portugal, por exemplo, a empresa de sapatos BEPPI é uma das que usa a marca “Lazy Town” para vender pantufas, botas, meias e outro tipo de vestuário.
Fico na dúvida se Magnus é um espertalhão interesseiro ou um ingénuo bem intencionado, mas a mensagem é francamente positiva e muito concreta. Veja-se, por exemplo, estas propostas para ocupar o tempo de férias.
Entretanto, em face do panorama, por vezes, horrível da programação infanto-juvenil, Vila Moleza é, de certo, uma das melhores séries a ver e a promover.







P.S.- Para além das pantufas “Lazy Town” com as caras da Estefânia e do Sporticus que cá, por casa, andam; fui, no outro dia, surpreendido, pelo meu filho de 6 anos, que, orgulhoso, comia uma maçã, dizendo que era uma alimento desportivo, Sporticus says.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Uma verdade inconveniente



Em matéria de educação sexual, uma das “verdades” que é muito moderno, sofisticado e politicamente correcto afirmar passa pela exaltação do preservativo.
Ser “moderno” implica defender a espontaneidade dos impulsos e instintos sexuais, desde que se use correctamente o preservativo.
Com base nestas “verdades modernas” financiam-se campanhas pagas com dinheiros públicos e defende-se a revolução sexual com base na protecção do preservativo.
Sucede que estas “verdades modernas” estão muito longe da realidade.
A esmagadora maioria dos homens e mulheres e, em particular, os jovens não gostam de usar preservativo. Consideram que não é prático, quebra a impulsividade e retira uma parte significativa do prazer.
A esta realidade há que acrescentar uma outra: muitas das relações sexuais de risco ocorrem no âmbito do consumo de alcóol ou de drogas. Apelar para o correcto uso do preservativo nestas condições é digno de gargalhada e só por motivos ideológicos é que se poderá entender o contrário.
Infelizmente, não oiço o Professor Daniel Sampaio ou a Associação de Planeamento Familiar falarem sobre estas questões.
O Brasil tem sido dos países que, graças a Lula e ao seu PT, mais tem apostado no preservativo como forma de combate por excelência das DST's e, em particular, da SIDA.
Não deixa, por isso, de ser muito interessante ler esta entrevista ao médico infectologista brasileiro David Uip, director do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo.
Da sua leitura, podemos concluir que se trata de uma pessoa que está no terreno e que, por isso, vê a questão da prevenção das DST's e da SIDA de forma pragmática e sem subordinação a ideologias de facilitismo barato.
Diz ele aquilo que qualquer pessoa que conhece o agir humano sabe, mas nem sempre se diz: A prevenção está na educação do impulso e da vontade, não está na mera informação acerca da prevenção.
O que determina o comportamento é o impulso”. E vai mais longe “O impulso é maior que o medo
E indica o caminho a seguir:
“Comportamento você não muda com campanha, com informação. Você tem uma chance com a educação continuada, desde a fase pré-adolescente”
Embora este médico advogue também o uso do preservativo para quem tem relações sexuais de risco, a sua mensagem final é bem elucidativa sobre o método mais eficaz e verdadeiro de educar para uma sexualidade sadia
A família precisa conversar. Mas trabalhamos muito, temos pouco tempo, o que cria distanciamento. Entendo que é difícil estabelecer uma forma de abordagem. Isso vai muito da maturidade do pai e da mãe, do convívio, da cumplicidade. Essa é a palavra-chave. Primeiro tem que aprender a conversar com o filho. E, antes, tem que aprender a ouvir. O grande truque é saber ouvir o que não está falado. Isso requer um treinamento. Humildade

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

domingo, 8 de novembro de 2009

Crepúsculo


A Trilogia da autoria de Stephenie Meyer “Crepúsculo”, “Lua Nova” e “Amanhecer” têm feito as delícias das adolescentes. Trata-se de um fénomeno global de quase histeria colectiva que leva a comportamentos de verdadeira obsessão.
O que tem essa trilogia de tão especial que atraí tanto as adolescentes ? A questão tem o seu quê de interessante se levarmos em consideração que uma das características mais vincadas tanto da actual como das anteriores gerações de adolescentes residia precisamente no total e absoluto desinteresse seja pelo que for. Então porquê o interesse por estes livros ?
Uma das explicações reside na originalidade do argumento e no facto da autoria Stephenie Meyer demonstrar ser uma profunda conhecedora da psicologia feminina com todas as suas contradições e mudanças bruscas de disposição. Quanto ao argumento, os livros abordam a história de uma família de vampiros, os Cullen, que estão totalmente integrados na sociedade. Os mais velhos têm profissões e os mais novos frequentam a escola secundária da zona. Estes vampiros, ao contrário dos habituais, são vampiros bons já que apenas se alimentam de sangue de animais, o que não quer dizer que num momento de maior tentação não o possam fazer também relativamente aos humanos. E é neste contexto que surge a paixão entre um dos vampiros mais novos, Edward e uma adolescente vulnerável e solitária da terra, Bella, filha de pais divorciados.
Stephenie Meyer é uma cristã mormon e, por isso, muitos dos conceitos defendidos pelo cristianismo estão subjacentes no argumento dos seus livros. O conceito de família que se une, em volta de um objectivo comum, o de apoiar um dos seus membros em dificuldade “A minha família não é deste mundo, mas existe no outro, no seu mundo”. Veja-se por exemplo como os Cullen criam um circulo à roda de Bella, quando inesperadamente surgem 3 dos vampiros maus..Também está subjacente uma critica social, quando Edward, usando os seus poderes, diz a Bella que, naquele restaurante, à excepção de uma senhora que estava preocupada com o seu gato, todos os outros estão apenas preocupados com 2 valores: sexo e dinheiro. Destaque-se também a necessidade imperiosa que Edward tem e assume de viver a abstinência no seu namoro com Bella de forma a garantir que não lhe fará mal, transformando-a também em vampiro. Logo aqui, Edward é diferente dos outros. A maioria dos adolescentes procuram consumar o namoro, iniciando as relações sexuais com a sua namorada o mais rapidamente possível, chegando ao ponto de exigir isso como suposta prova de amor. Edward, pelo contrário, inspira e deleita-se com Bella (por ex. o ficar horas só a vê-la dormir), sem ter necessariamente que consumar essa sedução com um acto sexual; é uma possessão interior e platónica que reforça os laços entre ambos; uma espécie de erotismo sublimado.
A Edward é lhe pedido que se auto-controle, assim como a Frodo, do Senhor dos Anéis, é lhe pedido que não se deixe seduzir pelos poderes do anel. Em ambos o auto-controle é o caminho para a felicidade e só se atinge se se seguir o caminho do amor. No caso de Frodo, o amor pelos amigos e pelo seu povo, no caso de Edward, o amor por Bella. Amor esse que é o único caminho de salvação. Diz Bella, parafraseando uma expressão que igualmente se encontra no evangelho, “Para onde é que eu haveria de ir” senão para onde está o amor ? A paixão levada às últimas consequências, se necessário, à morte “Tu és, agora, a minha vida”, diz Bella, enquanto lhe oferece o pescoço para que ele a morda, ao que ele responde com um doce e suave beijo. A paixão é vivida como uma troca de vazios onde um vazio enche o vazio do outro e ao fazê-lo, enche em simultâneo o seu próprio vazio. Estas cenas lembraram-me também as músicas dos Tokio Hotel, “Heilig (amor sagrado) e Totgeliebt (amor de morte) ambas igualmente veneradas pelas adolescentes. E a conclusão que tiro disto tudo é que apesar do aspecto, por vezes, hirto, seco e vazio de alguns adolescentes reside, lá no fundo, um verdadeiro desejo de romantismo e idealismo e até de utopia que, nós, adultos, infelizmente já há muito tempo perdemos.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Um modelo razoável de educação sexual

No estado da "Carolina do Norte" aprovou-se recentemente uma lei da educação sexual que permite aos pais a escolha entre 3 opções:
- Os seus filhos terem aulas de educação sexual compreensiva.
- Os seus filhos terem aulas de educação sexual pró-abstinência.
- Os seus filhos não terem educação sexual.
Nas aulas de educação sexual compreensiva faz-se uma referência à abstinência mas desenvolve-se mais os outros métodos contraceptivos.
Nas aulas de educação sexual pró-abstinência faz-se também uma referência aos outros métodos contraceptivos mas coloca-se o assento tónico na promoção da abstinência.
Em nenhum dos dois tipos de aulas é permitida a referência valorativa quer relativamente à homossexualidade, quer relativamente ao aborto. Em ambos, remete-se para os pais a tomada de posição sobre ambos os temas.Ver aqui o depoimento de uma mãe e uma professora:

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Exemplo de uma aula de educação sexual

Testemunho do registo nº. 5, da lista de cidadãos retirada da Plataforma Resistência Nacional:

"Na escola de um dos meus filhos, do primeiro ciclo, obrigaram um rapaz e uma menina a depir-se e a deitar-se em papel de cenário. Depois os outros colegas desenharam o contorno dos corpos deles e completaram com boca, nariz, olhos... e orgãos genitais. Mais tarde imaginaram uma história em que eles começaram a nomorar até que um dia decidiram ter filhos. A professora colocou o rapaz em cima da rapariga para eles verem como era para ter filhos. A seguir a rapariga engravidou e todos os dias iam aumentando o tamanho do bebé na barriga da menina. No final chamaram uma enfermeira do Centro de Saúde para fazer o parto. Se não soubesse disto em primeira mão, não acreditaria! Mas um dia descobri esta experiência publicada numa revista. Se quiserem posso tentar encontrar a revista e mandar uma digitalização para verem como é verdade (...)"
Isto é mau demais para ser verdade....

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A importância das prioridades no ensino

Via Paulo Marcelo, do Cachimbo de Magritte

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Os professores da escola pública nas férias

Muitos professores do ensino público ficam muito ofendidos quando alguém lhes diz que são uma classe privilegiada e ainda mais se revoltam quando alguém defende a importância da sua avaliação.
Pois bem, o melhor exemplo desta situação de privilégio está nesta época de férias.
Muitos professores têm cerca de 3 meses de férias, iniciando na 2ª quinzena de Junho, mês de Julho, mês de Agosto até ao fim da 1ª quinzena de Setembro.
É que embora, tecnicamente não estejam de férias, desde que lhes não sejam atribuídas certas tarefas, ficam sem nada que fazer, ou seja, ficam.....de férias.
E alguns professores chegam, inclusivé, a ter 4 meses de férias, caso as suas escolas, por motivos de obras ou outros atrasem o início do ano lectivo.
A questão é que durante todo esse período os contribuintes estão a pagar os ordenados destes professores.Em alternativa, as escolas poderiam organizar programas de férias para os seus alunos ou promover, em cada grupo de ensino, a preparação das aulas e/ou de actividades para o próximo ano lectivo, ou qualquer outra coisa do género.Trata-se de uma questão de produtividade e de aproveitamento do tempo, sem prejuízo, claro, do direito dos professores às suas merecidas férias.Mas, convenhamos, 3 (ou 4 meses) de férias, é manifestamente excessivo !!!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Plataforma Resistência Nacional

É com muito orgulho e entusiasmo que me ofereci para, em regime de voluntariado, colaborar nas acções judiciais que serão intentadas contra o Estado em virtude desta iniciativa.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Movimento Resistência Portugal



COMUNICADO
IMPOSIÇÃO da inclusão OBRIGATÓRIA da educação sexual nas escolas!
[Projecto-Lei Projecto Lei 660/X (PS)]


Os cidadãos Portugueses, nomeadamente Pais com filhos em idade escolar, que em número significativo e em devido tempo fizeram chegar a sua voz à Assembleia da República colocam as questões abaixo às quais exigem respostas:

a) As escolas já fazem a explicação científica completa da reprodução humana. Mas aos políticos não basta. Agora o que querem é doutrinar os seus valores e a sua visão do homem;

b) Há mais de 300 modelos de educação sexual já testados, muito distintos nos objectivos e resultados. Não percebemos com que direito quer o parlamento português, entre os 300, impor 1 modelo único, uma espécie de “nacional-sexualismo” totalitário.

c) Queremos que nos dêem a prova científica de que “o” modelo “nacional-sexualista” já foi testado noutros países e deu os resultados pretendidos. Onde diminuiu o número de gravidezes adolescentes? Onde diminuiu o número de infecções sexuais?

d) Queremos ver as actas da Comissão parlamentar que debateu esta lei para saber quais foram as provas científicas apresentadas.

e) Exigimos que cada deputado nos responda a estas perguntas: acha que educou bem os seus filhos? Acha que foi tão exemplar que tem o direito de impor as suas convicções aos outros?

f) Queremos saber que “impacto ético” se prevê que este modelo “nacional-sexualista” venha a ter.

g) Há pessoas que querem esse modelo para os seus filhos, e estão no seu direito. Mas têm o direito ao modelo e ainda o direito à prova de que este modelo foi sujeito a um controle de qualidade cientificamente sólido.

h) Há pessoas que não querem este modelo, e também estão no seu direito.

i) Rejeitaremos, até ao limite das nossas energias, a interdisciplinaridade do modelo “nacional-sexualista” pois é a forma de o tornar compulsivo e anti-democrático, e por sexualizar de forma obsessiva todo o tempo escolar.

j) Se nós quiséssemos dar preservativos e contraceptivos aos nossos filhos não faltariam caixas nas nossas casas; sabemos muito bem onde os podemos ir buscar e de graça. Srs deputados: não finjam que não percebem!

k) Esta lei de educação sexual humilha de novo os professores: considera-os uns “pais indignos” de educar sexualmente os próprios filhos; mas uns “professores hiper-habilitados” para educar sexualmente os filhos dos outros;

l) Rejeitamos o ataque cobarde do Governo aos professores: primeiro ata-os de pés e mãos e atira-os à água para avaliar o seu mérito natatório; agora, obriga-os a leccionar matérias que não dominam e que, na maioria, não subscrevem.

m) Os nossos filhos não são da sociedade nem da comunidade escolar. A educação dos filhos é um direito/dever dos pais que é indisponível: nem os pais podem prescindir dele nem o Estado lho pode retirar.

n) Esta lei da educação sexual é uma tirania ilegítima e não científica imposta às crianças;

o) Esta lei da educação sexual é uma intromissão intolerável na esfera de liberdade das famílias;

p) A Plataforma vai lançar nos próximos dias um vasto conjunto de iniciativas para implantar a resistência a nível nacional.
ABAIXO A TIRANIA
PELA LIBERDADE DE EDUCAÇÃO
PELA LIBERDADE DE PENSAMENTO
CONTRA O “NACIONAL-SEXUALISMO”
VIVA A RESISTÊNCIA
VIVA PORTUGAL
Portugal, 3 de Junho de 2009
Pela Plataforma,
Artur Mesquita Guimarães – V. N. Famalicão
Fernanda Neves Mendes – Leiria
Miguel Reis Cunha - Algarve
Tlm. 963 408 216
info@plataforma-rn.com
http://www.plataforma-rn.com/

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Educação Sexual prá frentex

Uma professora, deslumbrada com o projecto da Juventude Socialista, antecipou-se e começou já a dar aulas de educação sexual.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Competências sociais

Já que falamos de filmes, aqui deixo uma das minhas cenas preferidas que não me canso de ver e rever:

- A parte do filme Pay it forward (ou favores em cadeia) em que um professor de estudos sociais tenta mobilizar os seus alunos para o activismo cívico, através de um trabalho de casa original.

Esta cena é muito actual e tem muito a ver com a juventude actual que é uma juventude muito perdida e sem objectivos na vida.

Dizia uma psicóloga há uns tempos atrás, a propósito da cena do telemóvel da Escola Carolina Micaelis, que os jovens olham para o mundo e para os adultos e não gostam do que vêem e, por isso, não estão motivados para nada; nada os motiva.

A minha mulher, há uns anos atrás, era responsável por uma turma de curriculos alternativos, precisamente composta de jovens inteligentes, mas completamente desmotivados e uma das coisas que procurava desenvolver eram as chamadas "competências sociais", isto é, que eles se apercebam do contributo que podem dar para os outros e das vantagens que os outros lhes podem dar.

E fazia-o através de jogos muito simples onde se evidenciava as vantagens do trabalho em grupo- um possível caminho para ressuscitar a " verdadeira juventude" que existe no fundo destes velhos jovens.