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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Centro Interpretativo de Aljubarrota

Nestas férias, estive no Centro Interpretativo de Aljubarrota que tinha, desde há muito, curiosidade em visitar.

O Centro exibe um filme de cerca de 20 minutos sobre o contexto, os preparativos da batalha e a própria batalha em si.
O filme feito e produzido em Portugal está muito bem feito, com particular destaque para a reconstituição de Lisboa, em computador, na época de 1383 com as muralhas Fernandinas a cobrir toda a zona onde fica hoje os restauradores.
Na cena da batalha, fica-se a compreender a razão pela qual alguns dos portugueses encarregues da logística e que se encontravam na retaguarda optaram por desertar:
- a configuração das tropas castelhanas em, pelo menos, 3 linhas, era verdadeiramente impressionante.
Repare-se que (segundo o filme), até ao final da batalha, quando os portugueses já a tinham ganho ainda estavam a chegar tropas castelhanas que procuravam contornar a retaguarda portuguesa.

Da exposição que se segue ao filme, fica-nos a constatação do horror das batalhas medievais, pela violência dos golpes.
Fiquei um pouco chocado com a conclusão a que os exames aos ossos encontrados chegaram no que diz respeito às marcas de mordidas de animais apresentadas, o que significa que os corpos ficaram ao ar livre abandonados por semanas, meses ou até anos

domingo, 4 de setembro de 2011

Castelo de S.Jorge


A cultura e arqueologia da Câmara Municipal de Lisboa estão de parabéns.

As escavações e consequente requalificação do castelo de S.Jorge, em Lisboa foram um sucesso.

Finalmente ir ao Castelo de S.Jorge não é só ir ver a bonita paisagem sobre Lisboa, mas também visitar o interior do Castelo antigo (Castelejo), do novo núcleo arqueológico com descobertas de um espaço urbano árabe e da Idade do Ferro e ainda um núcleo museológico muito interessante com fotografias do Castelo durante a demolição das habitações oitocentistas que existiam no seu interior, pedaços de cerâmica, moedas, etc.. das várias épocas que atravessaram o castelo.

Ao lado da parte velha do Castelo, existia o chamado Palácio da Alcáçova onde, desde D. Afonso Henriques até D.João V, os reis passavam parte do seu tempo.
Esse Palácio que, agora, se situa na zona do café, restaurante e museu do Castelo de S.Jorge, assistiu ao nascimento e morte de vários reis.
Embora, ao longo da história, tenha partilhado a preferência dos monarcas portugueses com outros palácios de Lisboa (tais como o Palácio de A-S.Martinho, da Ribeira- onde fica hoje uma das torres do Terreiro do Paço e do Palácio de Santos-o-Velho- hoje Embaixada de França, entre outros), mantém-se como referência e tradição do que foi palácio real de Lisboa.

Vale a pena visitar.

Entretanto, depois ou antes da visita, os visitantes pode comer em algum dos restaurantes e tasquinhas que circundam o Castelo e onde, em geral, se come bastante bem. Destaco, entre outros, o Café Galeria "Verdeperto", na rua do Chapitó, da Costa do Castelo, nº26, com a vantagem de lá ter aberto recentemente um parque de estacionamento mesmo nas traseiras do Largo do Caldas (onde fica a sede do CDS/PP), o que facilita a vida a quem queira lá ir.
P.S.- Tenho dúvidas que seja mesmo necessário manter uma empresa municipalizada só para a área da Cultura, na Câmara de Lisboa, a EGEAC. Em face da contenção de despesas, acredito que uma boa divisão de cultura faria exactamente o mesmo papel, com menores gastos e maior aproveitamento e optimização dos recursos humanos.

sábado, 3 de setembro de 2011

Justiça e Misericórdia

Já dizia alguém que a Justiça deve ser sempre temperada com o doce e suave sabor da Misericórdia.

Veja-se aqui um pequeno e interessante trabalho sobre "Justiça e Misericórdia(s)" no tempo de D. Manuel I

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Processo dos Távoras

Por curiosidade, no outro dia, encontrei uma tese de doutoramento deste ano de uma brasileira sobre o processo dos Távoras.



Dizia-se que parte do processo se teria extraviado e, ao que parece, terá sido levada pelo rei D. João VI para o Brasil e por lá ficou.



A tese parece-me exaustiva e interessante até porque, no processo de revisão, são invocados vários argumentos jurídicos para repudiar o uso da tortura nos interrogatórios criminais.

Está disponível em pdf neste link

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Palácio dos Duques de Aveiro em Abiúl



A propósito deste meu post onde falei do Palácio dos Duques de Aveiro, em Abiúl, concelho de Pombal que foi parcialmente destruído como castigo do "atentado" contra o Rei, deixo aqui (a pedido de um leitor) 2 fotos:

- Um link com a foto do que resta de um dos nichos da capela.

- Foto da casa que foi reconstruída pela minha bisavó (e que, neste momento, eu e o meus irmãos temos à venda) com base nos alicerces e de partes das paredes do anterior palácio que se encontrava em ruinas e que serviu, antes, de armazém destinado a comércio.

- Deixo aqui também uma foto do terreiro que compunha o complexo do palácio de André de Sousa Coutinho que, mais tarde, por herança, como se disse integrou o vasto património dos Duques de Aveiro. O complexo do Palácio que tem origem no século XVI é aberto e fechado por arcos manuelinos que a delimitavam.

P.S.- Para mais fotos sobre Abiúl aqui fica outro link

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A tradição de serviço público na família de Maria José Nogueira Pinto

A recém-falecida Maria José Nogueira Pinto tem na sua família um historial de serviço ao país e a coisa pública.

Era descendente, por via de seu pai de Diniz de Melo e Castro, o 1º Conde das Galveias.

Heróis da guerra da restauração, vice-reis da Índia e do Brasil.

Já vem de família e Maria José Nogueira Pinto honrou ainda mais a sua ascendência, acrescentando-lhe novos feitos e um grande exemplo.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Site sobre património histórico português

O SIPA – Sistema de Informação para o Património Arquitectónico é um sistema de informação e documentação sobre património arquitectónico, urbanístico e paisagístico português e de origem ou matriz portuguesas gerido pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, I.P. (IHRU).

Contém informação detalhada sobre o nosso património histórico, tal como se pode ver, por exemplo, aqui.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Eu e o Beato João Paulo II

(Clique na imagem para aumentar)

Eu e o Beato João Paulo II, no estádio do Restelo, em Lisboa, no ano de 1991

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Mais sobre o Beato de Santa Maria (vulgo Nuno Álvares Pereira)


Blogue com textos sobre a biografia e com comentários sobre a vida e obra do Beato de Santa Maria (vulgo D. Nuno Álvares Pereira) , aqui

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Guerras da Restauração

Ao contrário do que aconteceu em 1383-1385 em que praticamente todas as batalhas foram ganhas pelos Portugueses, nas guerras da Restauração, tal não sucedeu. Nestas, existiram muitas vitórias, mas também algumas derrotas que nos obrigaram a cedências dolorosas de território a favor dos Espanhóis.

Blogue sobre património em ruínas

Ruin'Arte, com excelentes fotografias.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Como ser um bom político

Será que só se consegue ser um bom político se se seguir o conselho maquiavélico que Álvaro Pais dá ao Mestre de Avis:

"Senhor, dai aquilo que vosso não é, prometei o que não tendes; perdoai a quem vos não ofendeu.. e (isto) ser-vos-á de muito grande ajuda para levar vosso feito adiante"
E pior sucedido político o que segue o conselho de D. Nuno Álvares Pereira:
"Se para os chefes são maiores os privilégios, maiores deverão ser também as obrigações"

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Rasto de S. Nuno Álvares de Santa Maria


Para seguir o rasto de S. Nuno Álvares Pereira nos nossos dias, aqui ficam três sites:

- Fundação Batalha de Aljubarrota

- Museu Arqueológico do Carmo




domingo, 16 de janeiro de 2011

D. Fernando I

Penso que assim como devemos olhar para a nossa história e recordar e enaltecer os nossos heróis, políticos, reis ou outras individualidades que se destacaram, também devemos fazer o mesmo com os que nos envergonharam e desiludiram.

Entre as figuras da nossa história mais negras, à cabeça, entre outros, destaca-se a figura de D. Fernando I.

Nem as coisas positivas que obteve, tais como a criação da Companhia das Naus, da Lei das Sesmarias ou das muralhas de Lisboa e Porto apagam os efeitos nefastos da sua conduta e personalidade.

Um homem fraco e cobarde que se deixou enfeitiçar pela sedução e pela luxúria. Um novo Herodes que trocou o seu povo e o seu país pelos caprichos da sua mulher. Uma mulher, D. Leonor Teles, que usava a sensualidade como forma de domínio.

E todo um país, uma nação e centenas, senão mesmo milhares, de pessoas sofreram e deram a vida por causa das hesitações, dos disparates e das imprudências deste rei menor.

A escravidão do seu corpo e dos seus instintos era tal que chegou à loucura de matar uma criança recém-nascida, filha da D. Leonor e do amante desta, o Conde Andeiro.

Que a história não se repita e que o seu mau exemplo nos interpele a todos.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Batalha de Valverde

Uma das batalhas menos faladas de S. Nuno Álvares Pereira é a batalha de Valverde.

Foi a sua última grande batalha, tendo depois participado apenas em alguns combates mais localizados.

Mas esta batalha é diferente por várias razões.

Primeiro, porque se tratava a bem dizer de uma manobra de diversão. Enquanto o Rei D. João I se dirigia a norte para libertar algumas localidades ainda sob o jugo castelhano, S. Nuno Álvares vai em direcção à Extremadura castelhana numa manobra de diversão mas, ao mesmo tempo, de contra-ataque ou se quisermos de ataque como forma de defesa.

Assim se compreende que ele tenha querido fazer-se notar, tendo inclusive enviado um emissário aos senhores da zona a informar previamente que iria fazer essa incursão militar.

Depois porque, enquanto que na batalha dos Atoleiros e de Aljubarrota é S. Nuno que escolhe o local da batalha, aqui ele acaba por ser surpreendido por uma emboscada que lhe é feita quando as suas tropas iniciam a travessia do Guadiana.
Na realidade, a posição das tropas castelhanas, a fazer fé deste vídeo feito pela Escola Prática de Infantaria e pelo Instituto Geográfico do Exército, era claramente a melhor uma vez que tinham armas de frente e em local mais elevado e também na retaguarda das colunas portuguesas.

Depois ainda porque sofreu muitas baixas (o próprio S. Nuno sofreu ferimentos), tudo levando a crer que iria perder a batalha, com a agravante de ter abandonado o local de batalha, a meio, para rezar (não sei bem como é que isto é possível, escapulir-se de uma batalha para ir rezar supostamente no meio de uns rochedos quando inclusive aquela zona da extremadura espanhola não me parece que seja montanhosa, mas sim relativamente plana).

Por fim, a sua vitória é um pouco batoteira já que, estando a perder a batalha, optou por atacar uma das frentes castelhanas, onde supostamente se encontrariam as bandeiras mais importantes, tendo o chefe dessa frente, o Mestre de Santiago, sido morto, ao cair do cavalo, o que terá provocado o desnorte das outras frentes que fugiram em debandada.

Segundo este vídeo, a batalha não se dá exactamente em Valverde de Mérida, mas sim entre a povoação de Don Alvaro e o rio Guadiana.


sábado, 1 de janeiro de 2011

Hildegarda de Bingen

As vantagens de termos um Papa como Bento XVI é que, alem da sua extraordinária cultura e sapiência geral, traz para a ribalta muita coisa sobre o catolicismo alemão.

Falamos quase sempre de Espanha ou Itália como referências do catolicismo, mas esquecemos que países como a alemanha, desde há séculos, viviam e comungavam desse mesmo catolicismo.

O próprio Papa João Paulo II, na sua autobiografia, dizia ter ficado surpreendido quando, em Roma, se cruzou pela primeira vez com seminaristas alemães, porque a impressão que tinha desse país, pelo sofrimento causado nas duas grandes guerras não era positivo (ele não reconhece isto assim de forma tão expressa, mas está implícito nas suas palavras).

Ainda antes de Lutero ter reagido aos abusos dos clérigos com um cisma, na Alemanha católica há 1.000 anos atrás uma mulher ousou desafiar a hierarquia e a corrupção da Igreja católica, chamava-se Hildegarda de Bingen.
A sua vida e obra são muito ricas, tal como se pode ler aqui.
O Papa Bento XVI citou-a recentemente, num discurso à Cúria Romana e daí muita gente foi tentar saber mais sobre esta mulher.
Na Alemanha, está a ser recuperada e inclusive foi lançado um filme biográfico cujo trailer aqui deixo.



P.S.- Ainda sobre a Igreja Católica, este mês, se tudo correr bem, dar-se-à início à instalação do primeiro Ordinarato Católico-Anglicano, em Inglaterra, sendo que os primeiros passos já foram dados hoje mesmo. Assim, em Inglaterra, passarão a existir 3 Igrejas, a Anglicana, a Católica e este Ordinarato que será um misto das duas, mas com ligação a Roma.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Lisboa e castelos de Portugal e quejandos

Um blogue interessante contendo várias curiosidades sobre Lisboa, em particular, relativas ao período de ocupação romana.

E dois blogues, ambos do mesmo autor, um sobre Castelos de Portugal e outro sobre imóveis históricos, entre outros.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Máquinas do tempo


Na internet portuguesa, existem já vários motores de pesquisa de registos e arquivos históricos que são autenticas máquinas do tempo.


Através dessas máquinas, podemos viajar, com exactidão até tempos idos e todos os mortos dessa época como que ressuscitam, ganham de novo vida, cor e movimento e podem-se encontrar coisas muito curiosas sobre a nossa vida como povo, em geral, e sobre os nossos antepassados, em particular.


Ainda falta digitalizar muita coisa, mas, qualquer dia, sem sair de casa, conseguiremos todos reconstruir a árvore geneológica de cada um.


Destaco aqui alguns desses portais do tempo:


Arquivo parlamentar audiovisual, contendo ficheiros, que se podem descarregar para o nosso PC, com as intervenções de todos os deputados desde 1997 até hoje.


Torre do Tombo on line, contendo os principais documentos que fizeram a história de Portugal.


Portal Português dos Arquivos, contendo um motor de busca que faz uma pesquisa transversal sobre as bases de dados de todos os arquivos distritais. Infelizmente, a maior parte do material disponível ainda não está digitalizado.


Motor de busca da AR sobre actividade parlamentar que permite fazer buscas, desde 1820 até aos nossos dias, sobre a actividade parlamentar, com a vantagem da esmagadora maioria das actas e registos estarem dactilografados o que permite uma leitura mais fácil e acessível.


Motor de busca dos arquivos municipais de Lisboa, contendo extensa documentação escrita e fotográfica sobre Lisboa

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O 5 de Outubro desmistificado

Aqui, por um dos melhores historiadores da nossa actualidade, Rui Ramos.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Portugal na televisão


Depois do prof. Lagoa Henriques, com os seus programas televisivos "Portugal, Passado e Presente" (era um programa divinal, com intervenções fantásticas deste grande pedagogo recentemente falecido, infelizmente não encontrei nenhum episódio seu no You Tube) e "Lisboa revisitada" e de José Hermano Saraiva , com os seus "Horizontes da Memória" e a "A Alma e a Gente", eis que surge um novo e original programa sobre as cidades- sua história e cultura, desta vez na RTP-N, denominado "O Humor e a Cidade" de José de Pina.
Com uma história tão rica, com cidades com tanta coisa para contar, estes programas televisivos são uma autêntica pedrada no charco no mar de ignorância e indiferença que sufoca o país.