quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Revolução ou esperar bater no fundo ?


A crise económica e financeira que está a afectar a Europa e os Estados Unidos não auguram nada de bom. A Democracia, tal como está configurada nesses países, apresenta disfunções de funcionamento que degeneraram em crise social e económica.
No caso de Portugal, anteve-se o fim da III República- Uma República onde o nível de vida subiu, em simultâneo com a o aumento das dívidas das famílias e do Estado para agora termos de retroceder nos hábitos do novo riquismo e do esbanjamento de recursos. As pessoas, os caciques e os parasitas do sistema resistem porque não querem perder privilégios. A III República fracassou na Justiça e na Educação, onde imperam a desordem e a bandalheira, o laxismo e a ausência do sentido de responsabilidade; fracassou na regulação dos media que dominam o nosso espírito e criam cidadãos frouxos, pusilânimes e sem reação. À excepção de Cavaco Silva ou Mário Soares, os partidos políticos não souberam captar pessoas com espírito lúcido que aliem a prudência à competência. Os líderes que tivemos ou vamos tendo ou têm marketing politico a mais e competência a menos ou têm competência, mas sofrem de má imagem mediática. Nos Estados Unidos, as pessoas acordam do sonho Obama e vêem que, afinal, tudo foi um logro, o espelho de uma esquerda demagógica que gosta de vender ilusões e mentiras, à semelhança do que se passa aqui, com o PS de Sócrates.
Para dar um murro na mesa, não basta as coisas estarem mal, é necessário que exista reação, mas como a esmagadora maioria da população está adormecida e preocupada apenas com o seu umbigo e o pagamento das despesas do fim do mês não há condições para revoluções. Por isso, só haverá reação quando se entrar no colapso. Para lá caminhamos. É só uma questão de tempo. Nessa altura, teremos, então, que reagir. Terá de haver, então, uma ruptura ou por via militar ou por via popular. Haverá que recorrer a um colégio de notáveis que não esteja dependente dos caciquismos de partido ou de oportunismos de grupos de pressão. As medidas a adoptar exigirão cortes radicais e alterações do estilo de vida pessoal, mas também a nível global. É que não bastará a reação dos povos, terá de haver também uma reação ao nível da União Europeia e dos G-7. E, para que isso aconteça, terá que se bater mesmo, mesmo no fundo. Temos que esperar que este Estado em coma, morra de vez.
Ter-se-à, então, que procurar novos modelos de desenvolvimento, sendo certo que, neste momento, o modelo que, em termos práticos, demonstra maior eficácia e poderio é o chinés- um sistema baseado num estado fortemente centralizado e autoritário, com uma fraca assunção dos direitos sociais e políticos e onde se aproveita o elevado número populacional em favor da dinamização da economia.
Teremos, então, que escolher entre o caos, a revolução, um novo D.Sebastião ou o novo modelo do tipo chinês .
Venha o Diabo e escolha...

Artigo publicado na edição de Novembro do jornal regional "Notícias de S.Brás"

A neutralidade

Os lugares mais quentes do Inferno estão reservados para aqueles que, em tempos de crise moral, mantêm a sua neutralidade

Dante Alighieri (1265-1321)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Do escondido

Falava eu, há poucos dias, aqui de déficit escondido e da consciência que o governo ps tem de que o déficit é muito maior do que está declarado....


.... e agora veja-se esta notícia de hoje do Público

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Contra a obrigatoriedade da educação sexual nas escolas

Há pais que não ligam à educação dos filhos e, muito menos, ligam à educação sexual dos filhos.

Outros pais (talvez minoritários, mas existem) ligam muito à educação dos seus filhos e também à sua educação sexual.
Estes pais querem ser protagonistas da educação dos filhos e, por isso, não querem que os seus filhos sejam tratados da mesma forma que o são os filhos dos pais que não ligam à educação dos seus filhos.

Por isso, o Estado tem de respeitar o direito e a liberdade de educação deste segundo grupo de pais.
Daí surgiu a Plataforma Resistência Nacional da qual faço parte e cuja apresentação aqui deixo, nas palavras de António Pinheiro Torres, advogado, ex-deputado e actual membro da direcção da Federação Portuguesa pela Vida.


domingo, 31 de outubro de 2010

"Buracão" ou "mega-buracão"

O facto de Teixeira dos Santos ter já dado a entender que o acordo com o PSD irá muito provavelmente obrigar a um PEC 4, com eventuais novos aumentos de impostos, indicia que, na realidade o "buracão" de que falava Eduardo Catroga poderá ser muito superior ao que foi, em contra-vontade, exibido aos negociadores.
É que só o Governo é que sabe, com toda a certeza e em toda a sua plenitude, o alcance e as consequências dos disparates que andóu a fazer ou a permitir que se fizessem.
Não nos iludamos, tudo indica que o "buracão" será, na realidade, um "mega-buracão" e a estratégia do PS é ir revelando a verdade em suaves prestações de forma a minorar o impacto negativo em termos de popularidade.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Sobre o teatro, circo ou a m... em que a política se tornou


Sobre as jogadas palacianas, os jogos de bastidores, o baixo nível, os truques de marketing político e outros quejandos, um post frontal do Miguel Camelo, aqui

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Algarve pela Vida na rubrica "Sites e Blogues" da Rádio Renascença

O blogue colectivo de que faço parte "Plataforma Algarve pela Vida" foi objecto de destaque na rubrica "Sites e Blogues" da Rádio Renascença.

Quem quiser, pode "ouver" neste link

P.S.- Já agora destaco também na mesma rubrica um site onde se podem, em directo e em tempo real, ouvir sons de zonas diferentes do fundo do mar, aqui.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Apoio à Ajuda de Berço


(Clique para aumentar)

Tsunami 2: ad futuram rei memoriam

O Tsunami que nos espera, aqui

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A originalidade dos cristãos novos

Uma das coisas que mais aprecio em muitos dos "cristãos novos", isto é, pessoas que se converteram ou reconverteram tardiamente ao cristianismo reside na originalidade com que vêem os fundamentos desta religião.

Se olharmos para pessoas como C.S.Lewis, Chesterton, Cardeal Newman (no Reino Unido) ou actualmente Zita Seabra, António Pinto Leite ou Luis Miguel Cintra, constatamos que, sem afectarem a ortodoxia da espinha dorsal do Cristianismo, "reinventam-no" e "reinterpretam-no" em novos moldes originais, criativos, abrindo novas perspectivas e acendendo novas luzes àquilo que, por vezes, pode parecer caduco, velho e ultrapassado.

No caso particular, de Luis Miguel Cintra, não é só a sua visão pessoal da Bíblia e de alguns livros sagradas, uma visão enriquecida pela sua sensibilidade artística, e que se pode ler aqui.

No caso de Luis Miguel Cintra, basta tão somente que se limite a ler a própria Bíblia para que o simples som que ecoa da sua boca soe já a original, novo e diferente por mais chato ou "secante" que a letra do texto possa, à partida, parecer.

Vejam lá se não tenho razão:



Luís Miguel Cintra lê o Livro do Apocalipse from Pastoral da Cultura on Vimeo.

O amor e os corvos do telhado


"O amor por uma pessoa deve incluir os corvos do seu telhado"


Provérbio Chinês

sábado, 23 de outubro de 2010

Toy story 3



Diz quem viu os 3 Toy Stories que este 3º e último é, de longe, o melhor desta saga.
Melhor não só pela qualidade da animação e dos efeitos especiais, mas melhor sobretudo pela riqueza do seu argumento e pela maior densidade psicológica das personagens, incluindo do vilão, um aparentemente inofensivo ursinho de peluche.
A questão é esta: Andy, o dono dos brinquedos cresceu, prepara-se para ir à Universidade e tem que tomar uma decisão sobre o destino dos seus brinquedos de criança.
O filme começa com um feed-back. Somos transportados para o mundo da imaginação de Andy, enquanto criança, e mergulhamos num mundo de fantasia, suspense e muita, muita acção que têm como protagonistas principais os seus brinquedos e a enorme criatividade da sua cabeça.
Estudos confirmam que o principal e mais importante trabalho das crianças é...brincar.
Ao brincar, a criança desenvolve competências, estimula a imaginação, a criatividade, mas também a capacidade de abstração e de criação de histórias, enredos e narrativas.
Embora haja quem diga que os jogos de computador também podem ser intelectualmente enriquecedores, nada será melhor para uma criança do que ter 2 ou 3 brinquedos à frente e inventar ex nihilo uma história igual àquela que o Andy inventou no início desta 2ª sequela do Toy Story.
No final, antes de entrar para o carro que o levará para a Universidade e posteriormente para a entrada no mercado de trabalho, Andy acena e agradece aos brinquedos da sua vida.
Na realidade, foi por eles e com eles que Andy conseguiu crescer e chegar à Universidade.
O filme enaltece igualmente a importância da familia, da amizade e da solidariedade, mesmo para com os que nos querem mal, bem como o valor do casamento bissexual e da fidelidade conjugal, através dos vários "gags" da senhora e do senhor batata.
Destaco também dois momentos particularmente hilariantes: Um, quando o BuzzLightyear acidentalmente fica com a fala castelhana e o outro, as relações tensas, meio patéticas, mas no final bem sucedidas, entre a boneca Barbie e o boneco Ken.
A este propósito, via o blogue Educação + Media, encontrei este vídeo que também fala sobre a importância do brincar e de nós, pais, arranjarmos tempo para poder brincarcom eles.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Reduzir despesas

Nas páginas 12 a 19 deste relatório, mais propostas para a redução de despesas públicas.
Só falta mesmo força de vontade* para aplicar as medidas de redução de despesas/clientelismos/"chulos" nas palavras de Alberto João Jardim
*- O tal "pudim" que eu falo no título deste blogue

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Simpsons


Encontrei um site onde se podem ver online vários episódios de séries de desenhos animados.

Encontrei também o episódio dos Simpsons que, nestes últimos dias, tem sido alvo de comentário e polémica, devido ao artigo do Observatore Romano.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Água para o Botswana

[link abaixo do texto, é só introduzir email e nome]

"Water is one of the most basic human needs. It's a crucial requirement for survival both in terms of one's physical health, and for some, their livelihood. Agriculturally-based societies rely on water to maintain their crops and harvests.
In July, bushmen from the Kalahari region of Botswana were denied rights to water. A judge ruled they do not have the freedom to drill for water on their land. The Botswana government has for years tried to push the bushmen out of this territory, and this ruling is yet another attempt at unjustly removing them from their home.
The Botswana bushmen have been suffering without proper access to water for years now. Removing their rights to this fundamental necessity is plain wrong. Write to UN Secretary General Ban Ki-moon asking him to intervene and give the Botswana bushmen back their right to water."

http://www.thehungersite.com/clickToGive/campaign.faces?siteId=1&campaign=BotswanaBushmen
(Via Inês Meneses)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Supervisão fraca

Tenho, já por várias vezes, destacado, aqui neste blogue, a importância da existência de entidades de supervisão fortes, independentes e eficazes.
Para mim, esta é até mesmo uma das condições sine qua non de uma Democracia que se pretende sadia e equilibrada.
Infelizmente, continua a não acontecer, tal como se pode ver aqui.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Da imaturidade masculina




Destes adjectivos destaco a parte do imaturo que se aplica visceral e infelizmente mais a nós, homens:


"Tener madurez sentimental significa ser capaz de estar abierto a dar y recibir amor, a la posibilidad de descubrir otra persona a la que entregarle los papeles del tesoro escondido, dándose por entero a ella y elaborar un proyecto común. Enamorarse es crear una mitología privada con alguien.

Hay dos notas esenciales:
- tener admiración y sentir una fuerte atracción atracción.
Es decirle a alguien:
no entiendo mi vida sin ti, eres parte fundamental de mi proyecto. Enamorarse es necesitar a alguien, no entender la vida sin que esa persona este en el centro del cuarto de maquinas de la propia travesía.

En el síndrome de Simón nos encontramos con una persona que puede tener una adecuada madurez profesional (ama su trabajo, lo cuida lo cultiva, es un buen profesional, etc.), pero que no tiene madurez afectiva: no sabe que es el mundo sentimental, no sabe expresar sentimientos, no sabe que el amor es un trabajo de artesanía psicológica, desconoce que los sentimientos hay que trabajarlos con dedicación y esmero, porque si no se volatilizan. El inmaduro no sabe dar y ni recibir amor y sobre todo no sabe como mantenerlo…

En estas brumas de estas características del Simon, asoma, emerge, salta y se levanta huracanado, otro cuadro clínico que se desgaja de este y que remata la faena del siguiente modo: commiment panic syndrom, el síndrome del pánico a comprometerse con otra persona. Me decía un joven de 35 años que lleva saliendo dos años con una chica, de su mismo nivel social, que ella le había propuesto casarse, después de esos dos años de andadura y el respondió: “He tenido ansiedad, pellizco gástrico, dificultad respiratoria, pellizco en la tripa … y un gran miedo, porque yo creo, que no estoy preparado y que lo que quiero es seguir por el momento así, hasta que pase el tiempo, no me veo en condiciones adecuadas para dar un paso tan serio, no estoy preparado

….”.

Se han multiplicado los hombres que se adscriben a este terror al compromiso con otra persona, la sociedad actual, ha ido fabricando cada vez mas hombres inmaduros (que no mujeres), que viven centrados en sus trabajo, en sus amigos, salir y entrar, algo de cultura y pasarlo bien. Son los tiempos que corren. La mujer sabe mucho mas de los sentimientos que el hombre y quiere buscar un amor verdadero, autentico, para siempre… pero esto es lo que hay, el patio está de esta manera, se ha producido en los últimos tiempos lo que yo llamaría una cierta socialización de la inmadurez sentimental en el hombre, divertida y escandalosa, juguetona y dramática, banal y kafkiana. Esto es lo que hay".

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Canalhas Mesquinhos e Maquiavel

«Somos um povo de canalhas mesquinhos e malignos, com algumas honrosas excepções (que nem todas funcionam a todas as horas), e acabou-se a história.»

Carta de Jorge de Sena a Eduardo Lourenço. 13.3.76

(Via Portugal dos Pequeninos)


«Mas a ambição do homem é tão grande que, para satisfazer uma vontade presente, não pensa no mal que daí a algum tempo pode resultar dela

Maquiavel

(Via Abrupto)

domingo, 10 de outubro de 2010

3 anos de aborto em Portugal e no Algarve

FPV Aborto - 2010OUT09

Lutas de classes



No âmbito da Plataforma Algarve pela Vida, estamos, neste momento, a ajudar uma grávida do concelho de Loulé que, com grande coragem aceitou trazer ao mundo o ser humano que traz no seu ventre, ainda que em condições psicológicas, económicas e familiares muito adversas. Para variar e como é típico de muitos homens, o pai do bébé, desculpem-me a expressão “deu à sola”, depois da habitual chantagem do “ou escolhes o bébé ou escolhes-me a mim”.
Isto para dizer que fiquei estupefacto ao constatar que a casa desta grávida tem poucas condições de habitabilidade e, por maioria de razão, nenhumas para receber uma vida nova. A sua casa de banho não tem banheira, o corredor é estreito e os quartos exíguos, pelo que não há espaço nem para uma banheira de bébé, nem sequer para um berço. Por este motivo, o bébé, quando nascer terá que dormir em cima da cama e aí tomar banho.
Estava eu ainda meio atordoado com esta situação quando, imediatamente no dia seguinte, o meu filho foi convidado por um amiguinho para ir visitar a sua casa nova e experimentar os mergulhos da sua nova piscina. Quando lá chegámos pudemos constatar que a vivenda era enorme e com bastante espaço. Verifiquei que a maior preocupação dos pais residia na conclusão da chamada “sala de cinema” que ainda não estava totalmente acabada, mas que já criava grande expectativa, sobretudo, entre os mais novos. Trata-se de uma sala enorme onde os filmes passarão numa grande pantalha.
Devo dizer que este contraste criou em mim alguma confusão de sentimentos e , por breves instantes, apesar da minha militância activa no PSD, senti-me fortemente atraído pelos ideais do comunismo mais puro e duro: que todos, independentemente da sua condição e origem social, tenham casas iguais, sem grandes luxos, mas dignas para viver.
No 3º dia, resolvi confrontar o meu filho de 7 anos com estas 2 situações e pedi-lhe explicações por este contraste. Ele, depois de ouvir, respondeu-me o seguinte, “então, os pais do meu amigo estudaram e têm um trabalho que lhes dá muitas moedas e, por isso, têm uma casa grande e com piscina enquanto que essa grávida é pobre porque, se calhar, não quis estudar, nem arranjou um trabalho que lhe dê a ganhar muitas moedas”. Enfim, um raciocínio demasiado simplista, mas com alguma ponta de razão.
Por um lado, é importante que a sociedade civil (através das várias instituições existentes) e o Estado (através do Instituto da Segurança Social) promovam a inclusão dos excluídos, através dos mais variados apoios sociais, de forma a assegurar uma correcta redistribuição dos recursos. Mas, por outro lado, também é importante que o Estado e a sociedade saibam premiar quem mais se esforçou, quem mais trabalhou ou trabalha de forma a exaltar a importância do mérito e da excelência. Pelo contrário, as situações de enriquecimento sem mérito, feitas de forma fraudulenta, devem ser fortemente penalizadas e desincentivadas.
Como dizia no outro dia um comentador, a crise que passamos mostra que se continuam a aplicar modelos antigos a realidades novas. Isto significa que, perante a derrota do comunismo e o fracasso total do capitalismo exacerbado, deveríamos refundir o nosso regime e repensar as nossas formas de gestão e redistribuição da riqueza. Penso que Bill Gates e António Champalimaud deram um grande exemplo: Sem deixar de beneficiar, a si e à sua familia, dos méritos e dos frutos do seu empreendedorismo, não deixaram também de mobilizar partes significativas das suas fortunas pessoais para desenvolver projectos que beneficiam toda a sociedade.


Artigo publicado na edição "Noticias de S.Brás", de Outubro

PSD de S.Brás discute politicas de educação



No passado dia 8 de Outubro no bar “ZemArte” conjugou-se a envolvência cultural e artistica que caracteriza este belo espaço, com a discussão sobre temas bastante prementes no campo da educação, em mais uma tertulia promovida pela Comissão Política de Secção do PSD de São Brás de Alportel.
Nesta actividade sob o titulo de “Educação, presente e futuro” estiveram presentes cerca de três dezenas de pessoas, entre as quais professores e pais do concelho, que tiveram a oportunidade de conversar com os convidados/oradores presentes Professor Bacelar de Gouveia (Deputado e Professor Universitário) e Dr. Rogério Bacalhau (Vice-Presidente da Câmara Municipal de Faro e com o pelouro da Educação e Ex-Presidente do Concelho Executivo da Esc. Sec. Pinheiro e Rosa em Faro).
Numa noite bastante produtiva na troca de ideias e experiências sobre a área em discussão debateu-se sobre vantagens e desvantagens da criação dos “Mega” Agrupamentos Verticais, avaliação do programa Novas Oportunidades e do Ensino Recorrente, exigência/qualidade/avaliação do Sistema de Ensino e avaliação da autoridade dos professores nas salas de aula vs Estatuto do Aluno.
No final poderam-se depreender algumas ideias como:
- A criação dos Mega Agrupamentos Verticais não são mais do que um mecanismo de controlo financeiro ao cargo das autarquias, reduzindo gastos e recursos humanos no corpo docente, sendo que se torna complicado a sua gestão tendo em conta a especificidade e realidade de cada concelho protuguês. Pode-se tornar numa medida positiva na conjugação de forças e vontades na uniformização da qualidade de ensino e acompanhamento dos alunos nos doze escalões de ensino que estão abrangidos por esta forma de gestão.
- O programa Novas Oportunidades banalizou-se na sua génese ao não ser aplicado apenas ao público alvo a que inicialmente se destinava. Quando se prentendia fazer do ensino técnico e profissionalizante de nível secundário uma verdadeira opção aos jovens e elevar a formação de base dos activos através de um sistema de reconhecimento, validação e certificação de competências, verifica-se sim que muitos jovens ao não conseguirem completar o 12º ano e ingressar na universidade utilizam este mecanismo que está ao seu alcance, permitindo de uma forma fácil e bem menos exigente alcançar o seu objectivo.
- Existem bastantes falhas no sistema de ensino em Portugal e na forma de gestão das relações Professores/Alunos/Pais. Sendo São Brás de Alportel um pouco adverso às complicações existentes noutros concelhos do Algarve e do País, muito por responsabilidade da “gestão” profissional e humana desenvolvida pelos docentes e coordenadores escolares do concelho, existem no geral do país problemas como deficiência no número de psicólogos a trabalharem directamente nas escolas, demissão quase completa na participação na vida escolar e social do aluno por parte dos pais, ........
- A preocupação de um futuro ainda mais endividado com a actuação da empresa “Parque Escolar”. Quando se tem vindo a assistir e discutir ao longo destes ultimos anos o encerramento de vários estabelecimentos de ensino, verificamos que o Governo “esbanja” deliberadamente verbas exurbitantes em restruturações de edificios, em tempos tão dificieis como aqueles que se vivem actualmente. O programa Parque Escolar vive e sobrevive tal como as SCUT´s, fazendo e gastando agora e paga-se dentro de alguns anos. Casos concretos são os de Leiria em que se gastaram 26 Milhões de Euros em duas escolas e no Algarve vão ser intervencionadas sete escolas. De referir que só nas Escolas Secundarias João de Deus e Tomás Cabreira em Faro a previsão de gastos chegam aos 28 Milhões de Euros.
No final o PSD de São Brás de Alportel faz uma avaliação negativa do estado da educção em Portugal, sendo que o país está farto das marcas que os sucessivos detentores da pasta da educação fazem questão em deixar, preterindo por o estado e evolução da mesma. Só esperamos que esta ministra não se meta numa grande aventura...


PSD de São Brás de Alportel

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Educação Sexual em ambiente escolar


"Modelos alternativos para a educação para a sexualidade" é o tema de um encontro de professores, educadores e público em geral.
No dia 9 de Outubro, às 14h30, no Centro de Novas Oportunidades da Santa Casa da Misericórdia de Albufeira.
Organiza a Federação Portuguesa pela Vida, em conjunto com a Plataforma Algarve pela Vida.
O painel dará a conhecer várias iniciativas, tais como as da Plataforma Resistência Nacional, Programa "Protege o teu coração", "Educação da sexualidade em meio escolar; um treino de competências individuais" da autoria da profª Teresa Tomé Ribeiro, entre outras.
Após um coffee break, haverá espaço para debate e partilha de experiências.
Inscrições para o meu e-mail pessoal mrc71@mail.telepac.pt

Menos Estado e Melhor Estado

Boas propostas de Marques Mendes aqui para a redução do déficit e a redução do aparelho de Estado:

- Menos Estado e melhor Estado, deveria ser a lógica de quem tenha um pingo de bom senso.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O 5 de Outubro desmistificado

Aqui, por um dos melhores historiadores da nossa actualidade, Rui Ramos.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Responsabilização política, mas também, criminal

Medina Carreira já tinha falado no assunto, mas, agora, o socialista Henrique Neto ainda é mais directo:

Como se resolve o dilema: estimular a economia e equilibrar as contas públicas?
Nas actuais condições de endividamento, dificilmente se conseguirão ambas as coisas. Por isso a dívida pública que os últimos governos deixaram acumular deveria constituir crime público. Porque nos tornou dependentes dos credores internacionais e coloca em causa o bem mais precioso de qualquer país, que é a independência nacional. Que, no caso de Portugal, tem mais de oito séculos e custou muito sofrimento.
(....)
Nos últimos anos, chamou várias vezes a atenção para a promiscuidade dos grandes interesses privados com altas figuras do Estado. O cidadão tem a ideia de que não paga essa factura. O facto de o cidadão ser chamado agora a pagar a factura vai ter consequências?
Não sei quando é que os portugueses dirão "basta!". Mas sei que o maior problema resultante da imoralidade das classes dirigentes é a pedagogia de sinal negativo que isso comporta. Infelizmente, muitos portugueses têm a tentação de pensar que, se alguns enriquecem de forma fácil e rápida por via da sua actividade política, isso também lhes pode acontecer a eles no futuro. Fenómenos como o BPN e o BPP têm muito a ver com esta amoralidade geral reinante.
P.S.- Pacheco Pereira fala também em dolo e em julgamento de actos criminosos

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Um dos meus vídeos preferidos da Foundation for a better Life

Uma história parecida aconteceu há uns anos atrás, na minha antiga paróquia da Igreja dos Anjos, em Lisboa, quando um menino de uns 2/3 anos escapou dos pais e subiu para o altar no meio da Missa. O antigo prior, o saudoso Pe. João Sousa, disse aos pais para não o irem buscar e, ao invés, perguntou ao menino se queria assistir à Missa dali ao que o rapaz respondeu logo que sim. Depois, passou o resto da missa como se de um acólito se tratasse e o Pe. João ía-lhe explicando em voz alta o que estava a fazer.

Foi muito giro porque nesse dia, o evangelho, falava-nos do encontro entre Natanael (Jo 1.47) e Jesus onde Este elogiava a frontalidade e a autenticidade do primeiro. O Padre João aproveitou para, no final da Missa, dizer-nos que aquele menino tinha mostrado a todos o que era ser como Natanael.

O encontro entre Jesus e Natanael que se leu nesse dia era este:


Tsunami: ad futuram rei memoriam

O problema é que com três PEC"s num ano, sempre anunciados como sendo o último, o definitivo, o que tudo resolveria, fica em todos a dúvida: será? É que, penso, este resolve a questão para 2011 e tapa o buraco de 2010 com o fundo de pensões da PT (espero que o dito fundo seja transferido devidamente capitalizado, veremos).
Mas para 2012 a situação poderá voltar a colocar-se, em particular se o crescimento for muito abalado com mais este PEC-3. E pouco depois aparecem as facturas das PPP"s, concessões, etc. Infelizmente o sarilho orçamental veio para ficar
"Tsunami" de Luis Campos e Cunha
1-X-2010
Público

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Hereafter

Clint Eastwood tem nos presenteado ultimamente com filmes de grande qualidade como Grand Torino ou Invictus, entre outros. São filmes que nos fazem pensar e nos mostram a complexidade do ser humano.
Em contraste, o resto do panorama cinematográfico dos últimos 2 anos nada mais tem sido do que um enorme bocejo, com argumentos paupérrimos e cheios de lugares comuns.
O seu último filme Hereafter é um desses filmes que nos surpreende pela originalidade do argumento e pelas interrogações que deixa em aberto.
Num mundo onde as pessoas se agarram com unhas e dentes ao materialismo e ao prazer do imediato, este filme interpela-nos para o que virá depois da morte.
Por mais que a morte seja um tabu, nesta sociedade cínica em que vivemos, mais cedo ou mais tarde cada um de nós vai esbarrar, de forma mais ou menos inesperada ou violenta, nela.
Por isso, é que, mesmo que não queiramos falar ou reflectir sobre a morte, voluntária ou involuntariamente, mais cedo ou mais tarde, teremos que fazê-lo.
E este filme, sendo um pouco cruel, como toda a morte o é, deixa-nos alguma esperança.
Gosto da parte, no trailer, onde Matt Damon diz ao rapaz que perdeu o irmão:
"If you are worried on being on your own.
Don't be!
You're not"



Mais informações sobre o filme, aqui e aqui.

domingo, 26 de setembro de 2010

Governo de lixo


Há uns dias atrás, mais concretamente no passado dia 23 de Setembro, António Barreto, convidado do Jornal das 9, da SIC, fazia graves acusações contra Pedro Passos Coelho e José Sócrates.


Sobre o governo minoritário PS afirmou que está a brincar com o país e a população, acusando os seus responsáveis de "táctiva perversa e malévola", pelo recurso a técnicas maldosas e dolosas.


Sobre PS e PSD acusou de altíssima irresponsabilidade e altíssima demagogia, declarando que nenhum dos dois está a defender o interesse de Portugal e dos Portugueses.


Enquanto isso, Pacheco Pereira, chama a estes dias, dias de lixo e recorda-nos o quão de razão tinha Manuela Ferreira Leite.


Por estes dias, sinto-me particularmente honrado e até orgulhoso por ter pertencido ao blogue Jamais, de apoio a Manuela Ferreira Leite e de, há 1 ano atrás, ter escrito isto, isto e isto.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Beatificação de membro dos Focolares

No meio da minha actividade pró-vida, tive e tenho a oportunidade de me cruzar com alguns membros portugueses do movimento dos Focolares.
Conheço mal este movimento cujo site português está disponível aqui . No entanto, tenho uma enorme simpatia pelas pessoas que conheço.
Todas elas são pessoas muito bem formadas, correctas e sobretudo têm uma virtude em comum (não sei se é impressão minha ou mera coincidência) que é a virtude da mansidão, pela forma serena e calma como falam, pensam e reagem.
Ao contrário de muitos "católicos" de sacristia que parece que ficam com inveja quando alguém de outro movimento que não o seu, ou de outra diocese ou de outra instituição religiosa que não as suas se destacam, penso que todos nos devemos regozijar pela expansão e exaltação de outras iniciativas religiosas.
Estas iniciativas superam as paredes onde nasceram e pertencem à universalidade da Igreja e, por isso, nesse sentido, não são iniciativas "deles" mas iniciativas "nossas".
Assim sendo, aqui reproduzo, com elementar justiça, o e-mail que um destes meus amigos hoje me fez chegar a propósito da 1ª beatificação de uma senhora, membro dos Focolares.


No próximo sábado dia 25/9 terá lugar a beatificação de Chiara “Luce” Badano que pertencia ao Movimento dos Focolares, fundado na Itália por Chiara Lubich, em 1943. Será beatificada neste sábado às 15h, no santuário do Divino Amor, em Roma, numa cerimónia presidida por Dom Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, em representação do Papa Bento XVI. No mesmo dia, às 19h30, milhares de membros dos Focolares se reunirão na Sala Paulo VI, no Vaticano, para festejar a chegada aos altares da primeira de seus membros. No domingo, às 9h30, o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado Vaticano, presidirá a uma missa em acção de graças na Basílica de São Paulo Fora dos Muros.

Chiara Luce (Luz), num dia em que jogava ténis, quando tinha 17 anos, começou a sentir dores muito fortes. Era o início da doença que meses depois a levaria à morte. "Por ti, Jesus, se o queres, eu também quero!". Eram as, palavras que repetia, durante sua morte. (1971-1990).

Não, são, só os Focolares que estão em festa, mas toda a Igreja. Um novo santo é uma nova estrela que se acende na “noite de Deus” fruto da cultura do nosso tempo. É património de todos, porque luz que acende na escuridão.
Numa época na qual, à juventude, faltam verdadeiros modelos de vida, surge uma jovem que se faz santa e vivia uma vida “típica” da juventude do nosso tempo; gostava de cantar, dançar, jogar ténis e patinar. Amava a montanha e o mar. "Também ia à missa todos os dias".

Para quem quiser seguir as cerimónias:

Pela Internet:
http://live.focolare.org/ Por TV:
Canção Nova – transmite tudo em português (do Brasil e de Portugal)
Telepace – transmite tudo em italiano
Horários (hora portuguesa):
_ Sábado 25 de Setembro de 2010 – 15.00h – 17.00h
S. MISSA COM RITO DE BEATIFICAÇÃO
Santuário de Nª Sª do Divino Amor (Roma)
Presidida pelo D. Angelo Amato, Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos _ Sábado 25 de Setembro de 2010 – 20.00h às 22.00h
FESTA COM CHIARA LUCE BADANO
Sala Paulo VI – Cidade do Vaticano – com videowall na Praça de S. Pedro
_ Domingo 26 de Setembro de 2010 – 9.30h – 11.15h
S. MISSA DE AGRADECIMENTO
Basílica de S. Paulo Extramuros –Roma
Presidida pelo Card. Tarcisio Bertone, Secretário de Estado
_ Domingo 26 de Setembro de 2010 –11.00h
ANGELUS DO PAPA BENTO XVI
Em ligação com a Basílica de S. Paulo Extramuros

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Jornais ingleses moderam seu tom depois da visita papal


Por Inma Álvarez, Zenit, 2010-09-21


LONDRES, terça-feira, 21 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - A revista satírica britânica Private Eye costuma publicar hipotéticas cartas de desculpas da imprensa quando a opinião que transmite sobre uma pessoa é desmentida pela realidade.
"Isso poderia ser aplicado à visita de Estado do Papa Bento XVI", afirma Dominic Lawson, editorialista de The Independent, em sua coluna de hoje, "Pope Benedict... an apology".
"O Papa. Uma desculpa. Queremos pedir desculpas por descrever Sua Santidade como o líder tirânico com botas militares de uma instituição corrupta empenhada no estupro de crianças e no extermínio de todo o continente africano. Agora aceitamos que é um homem idoso e doce, que fica feliz da vida quando beija os bebês e que este país tem muito a aprender da sua humanidade e preocupação pelos mais fracos da sociedade."
Com ironia, Lawson constata a mudança generalizada de tom da imprensa inglesa após a visita do Papa. O próprio Independent, constata, publicou comentários editoriais que "seriam impensáveis há uma semana".
"Quando alguém é qualificado como um monstro (ou ‘um velho vilão lascivo de batina', como disse Richard Dawkins) e surge como uma modesta figura acadêmica visivelmente incômoda com a grandiloquência política de uma visita de Estado, os opinadores percebem que seus leitores prefeririam um tom mais amável", afirma Lawson.
"Suspeito que é precisamente o caráter apolítico do Papa Bento XVI que lhe dá certo atrativo popular, inclusive àqueles que não são membros da Igreja Católica e que sem dúvida se sentem obrigados a seguir seus inamovíveis pronunciamentos doutrinais."
O colunista que foi diretor do Spectator conclui: "A humildade talvez seja a mais difícil das virtudes; os mais presuntuosos críticos laicistas do Papa poderiam aprender do seu exemplo".
Este não foi o único comentário. No "dia depois" da visita, segundo constata um informe de Catholic Voices, é evidente a moderação da imprensa inglesa de todos os âmbitos de opinião, assim como o unânime reconhecimento do êxito da visita, contra quase todos os prognósticos.
Repassando um a um os 5 principais cabeçalhos ingleses, em sua edição de segunda-feira, 20 de setembro, o informe mostra como foi a cobertura da beatificação do cardeal Newman no Cofton Park.
Os da esquerda
Assim, The Guardian, representante da esquerda liberal, dedica duas página a uma reportagem sobre a beatificação, assinada pelo seu correspondente religioso, Stephen Bates.
Outra correspondente, Riazat Butt, afirma que "o êxito real desta viagem histórica não foi Bento XVI, mas seu rebanho, que desafiou as expectativas e a publicidade negativa para dar as boas-vindas ao Papa".
Na seção de comentários do jornal, um dirigente recorda aos leitores por que The Guardian apoiou a visita, "apesar do conservadorismo intransigente e às vezes cruel de Bento XVI", pois "se tratava de um assunto diplomático sério".
O editorial não acredita que o Papa tenha superado "a divisão religioso-leiga", mas tem algumas palavras críticas contra os manifestantes, que "talvez não vejam nenhuma conexão entre eles e as turbas antipapistas do passado, mas há um fracasso em dar à fé o respeito sincero que lhe é devido".
Na seção do defensor do leitor, destaca-se a crítica de muitos leitores com relação ao que consideram a "hostilidade instintiva da religião" por parte do jornal, ainda que o ombudsman alegue a extensa cobertura dada pelo The Guardian à visita.
Talvez a mudança mais sintomática tenha sido, como foi comentado no início desta notícia, o caso do The Independent, jornal que, durante o período anterior à visita, tornou-se porta-voz do setor laicista mais agressivo.
Em seu editorial de ontem, Benedict spoke to Britain, o jornal admitiu que a visita "foi melhor, inclusive muito melhor do que se poderia esperar", graças sobretudo "ao que o Papa disse e como disse", mostrando "que tem um lado mais cálido, mais humano e menos rígido do que parece de longe".
"E com relação às suas alusões a quão arriscado é para a tolerância desterrar a religião às margens, talvez ele tenha deixado uma Grã-Bretanha com a mente um pouco mais aberta que quando a encontrou", conclui o editorial de forma surpreendente.
Conservadores
Por sua parte, o Daily Mail, conservador, publicou um comentário assinado por Stephen Glover, no qual afirma que a visita "foi muito além" de um êxito que a própria hierarquia católica não esperava: "O Papa falou à alma do nosso país, afirmando as verdades morais eternas que nossos próprios líderes políticos e religiosos preferem evitar".
Um dos êxitos surpreendentes destacado por Glover foi o "rosto jovem" da Igreja Católica britânica; o editorial do jornal também critica os ateus radicais, contrários à visita: "Não têm nada a oferecer como caminho de esperança para os jovens nem para ninguém".
The Times não dedica um editorial, mas publica uma reportagem de Richard Owen, seu correspondente em Roma, que se surpreende com a ênfase do Papa no "pluralismo sadio" e nas "diversas tradições religiosas" da sociedade britânica, assegurando que "este não é o homem que foi eleito papa há 5 anos".
Por último, o Daily Thelegraph apresenta um Papa sorridente na capa e afirma que ele "parecia muito mais preocupado em reconduzir o diálogo entre a Igreja e a sociedade civil do que provocar conversões", ao mesmo tempo em que cita os "exageros laicistas".
O informe pode ser lido no blog de Catholic Voices

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Educação sexual à la carte

Numa altura em que a educação sexual obrigatória provoca polémica, aqui fica o exemplo de uma escola do estado da Carolina do Norte onde se dão a escolher aos pais 3 opções: não ter educação sexual, ter educação sexual compreensiva ou educação sexual pró-abstinência.
Este projecto-piloto tem ainda 2 originalidades:

- Os pais podem optar por ter os filhos num determinado curriculum, durante um ano lectivo, e no ano lectivo seguinte, optar por ter o outro.

- Mesmo no curriculum de educação sexual compreensiva, temas polémicos como aborto e homossexualidade, ainda que sejam explicados, não são objecto de qualquer tomada de posição ou interpretação valorativa que é remetida para os pais.



quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Marinho Pinto volta a acertar

Confesso que ainda não me decidi sobre o sentido do meu voto nas próximas eleições para Bastonário, mas, hoje, mais uma vez Marinho Pinto voltou, com coragem, a dizer o que todos nós advogados sentimos no nosso dia a dia de prática judicial:

Falando numa palestra em Santarém, onde apresentou o seu livro "Um combate desigual", Marinho Pinto, que se recandidata ao cargo, afirmou também que "não pode haver juízes vitalícios" e que "não se pode ser magistrado com apenas 25 ou 26 anos de idade".

Para António Marinho Pinto, os jovens magistrados "saem deformados da escola, como do Centro de Estudos Judiciários, onde lhes enchem a cabeça de tecnicidades jurídicas e pouca capacidade para julgar determinadas matérias, como o Direito de Família".
(....)
Salientou, igualmente, que "é preciso acabar com a irresponsabilidade dos juízes" e que, para isso, são necessários "mecanismos de controlo e escrutínio" da actividade dos magistrados.
(...)
"Hoje é mais fácil e barato deitar as mãos ao pescoço de um devedor do que recorrer aos tribunais para cobrar uma dívida", disse Marinho Pinto, salientando que "quando os tribunais se demitem de administrar a Justiça parece mais fácil às pessoas fazerem justiça pelas próprias mãos, o que é muito perigoso para a própria democracia".
Fonte: DN
P.S.- Pena é que a oposição esteja distraída e ninguém faça eco da vergonha diária que é a nossa (in) justiça

Sinais do Céu

Já não é a 1º vez que o clima parece querer dizer alguma coisa quando o Papa chega.
Diz quem esteve no funeral do Santo Padre João Paulo II que quando trouxeram o caixão para a Praça de S.Pedro, o céu que, até então, estava nublado, abriu e vários rasgos de luz despertaram do meio das nuvens.

Ontem estive com um inglês que vive entre Londres e a Escócia que me disse que o tempo lá estava horrível, nublado e chuvoso.
No entanto, hoje, na Escócia, com a chegada do Papa, o céu estava limpo e o sol a brilhar. Inclusive, alguém diz mesmo ter visto uma pomba em forma de nuvem...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Acudir as emergências sociais



Após o referendo de 2007 que liberalizou o aborto em Portugal, algumas pessoas, aqui no Algarve, entenderam que deveria ser mantida uma rede de contactos que tivesse como objectivo, por um lado, promover a prevenção da gravidez indesejada, sobretudo através da promoção de estilos de vida saudáveis; e, por outro lado, apoiar à mulher grávida em dificuldade. A essa rede de contactos chamámos “Plataforma Algarve pela Vida”
Quanto à promoção de estilos de vida saudáveis, trata-se de uma temática abrangente que não se esgota, nem se pode esgotar nunca na mera educação sexual. A vertente sexual do homem é apenas uma das vertentes, já de si multifacetadas que o constituem. O ser humano é hiper-complexo e habita numa sociedade hiper-complexa. Por isso, este grupo recusa reduzir a prevenção da gravidez indesejada à mera divulgação do preservativo. Pelo contrário, há que fazer com que os jovens e pessoas sexualmente activas saibam o que pretendem fazer da sua vida e essa é uma meta mais ambiciosa, mas certamente também mais profícua. A este propósito, criámos um blogue cujo endereço é http://algarvepelavida.blogspot.com/ , com cerca de 50 etiquetas com informação, notícias e opiniões que abrange várias temáticas sobre a vida.
Por outro lado, quanto ao apoio à mulher grávida em dificuldade, foi criada uma rede de contactos que ultrapassa as fronteiras do próprio distrito e que conta com o apoio de católicos, evangélicos ou meras pessoas de boa vontade, com particular destaque para a Cáritas diocesana do Algarve e o SOS Vida, fundado pelo saudoso e dinâmico Padre Jerónimo Gomes, já falecido.
E é em relação a este apoio social que temos vindo a prestar a grávidas no Algarve que gostaria de partilhar convosco alguns pensamentos sobre a estratégia de actuação na área social, fruto de alguma experiência que se vai acumulando.
Desde logo, penso que deveriam ser identificadas 3 áreas diferentes de intervenção social:


- Uma de emergência social, para casos ditos de vida ou de morte, relacionados com a própria subsistência a curto prazo das pessoas, risco de suicídio, risco de aborto por motivos económicos, risco de vida iminente por motivo de doença ou dependência alcóolica ou tóxica, etc...;


- Outra de combate à exclusão, ou se quisermos, de promoção da inclusão, para pessoas que estando acompanhadas a curto prazo, necessitam, porém, de uma integração a nível habitacional, laboral, familiar, etc..


- E, por fim, uma outra de prevenção da exclusão que actuaria ao nível primário, em particular nas escolas e junto de familias, crianças e jovens que apresentam um risco sério de eventual futura ou iminente exclusão.
Em quase todas as situações os visados preferem acções com discrição e com o mínimo de publicidade possível e que impliquem o contacto com o mínimo de interlocutores.
Note-se que, em teoria, as redes sociais e os vários organismos de solidariedade social públicos ou privados, nos casos de emergência social, já contemplam supostamente estas intervenções rápidas. Porém, na prática, quem lida com estas situações, sabe que esta rede social raramente funciona com alguma eficácia. E a razão desta ineficácia, por mais incrível que pareça está associada a um excesso de burocracia, listas de espera e obstáculos de vária ordem (Por exemplo, ainda no outro dia uma assistente social queixava-se do atendimento e da burocracia da linha pública supostamente de emergência social 144). Ora, nos casos de emergência, as necessidades devem ser sumariamente analisadas e tem que se passar imediatamente ao apoio, sem mais desculpas ou demoras.
O aborto, o suicídio ou as overdoses são soluções rápidas e aparentemente simples para situações extremas de desespero.

Perante isto só há uma resposta:

- Intervir e apoiar da forma mais discreta, rápida, pragmática, eficaz e simples que seja possível.
Artigo publicado na edição deste mês do mensário "Notícias de S.Brás"

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Portugal à parva


Em Portugal, regra geral, as coisas são quase todas decididas e feitas à parva:


Legisla-se à parva, aprova-se à parva, constrói-se à parva, ajuda-se à parva, endividamo-nos à parva, compra-se à parva, é tudo feito à parva.


Só muito raramente, de tempos em tempos, é que surge alguém que decide fazer as coisas com tempo, conta, peso e medida. Um bom gestor, alguém prudente.


A boa gestão, aliás, está muito associada à virtude da prudência e a prudência está muito associada à antevisão de possíveis problemas e à antecipação de soluções em face desses possíveis problemas.


O futebol é mais um ramo, entre muitos outros, onde se manifesta a forma de ver e decidir à parva dos portugueses.


Em Outubro e Novembro de 2008, escrevi este e este post a alertar para o erro de casting na contratação de Carlos Queirós.


O que eu já previa em 2008, veio-se a agravar em 2010 e para piorar o cenário, o Sr. Gilberto Madaíl faz um contrato de 4 anos com o prof. Queirós o que implica o pagamento de uma indemnização milionária que obviamente, agora, ninguém quer pagar.


Que uma pessoa com o curriculum de Mourinho exija um contrato de 4 anos, compreende-se. Agora, o prof. Carlos Queirós que ultimamente só tem acumulado desaíres, parece-me um exagero.

Até o próprio Scolari só tinha contratos de 2 anos.


Penso que a Federação Portuguesa de Futebol terá de assumir as consequências dos seus actos e das suas decisões e, em consequência, deverá pagar a indemnização a que o prof. Carlos Queirós tem direito.


Neste momento, não me parece que existam treinadores portugueses disponíveis (só admitiria Jorge Jesus ou José Mourinho, ambos indisponíveis). Manuel Cajuda seria tão mau ou pior que Carlos Queirós.

Resta, a meu ver, Luis Aragones que, apesar da idade, é um homem com capacidade de mobilização e motivação- coisa que tem faltado na selecção.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Pedido de ajuda para grávidas algarvias em dificuldade

Do Algarve pela Vida precisam -se:

MÓVEIS
Cama individual, com colchão
Uma cómoda
Um roupeiro

ALIMENTOS
Leites com chocolate
Frutas (melões, meloas, pêras, maçãs, etc...)
Carne de porco (costoletas, carne picada, pá de porco)
Arroz e massas
Legumes variados
Cereais
Leite normal
Manteiga
Óleo vegetal
Batatas
Azeite
Margarina
Bolachas

ACESSÓRIOS PARA A ESCOLA
Canetas
Cadernos

ROUPA
Roupa para jovem de 14 anos em bom estado.Calçado de inverno nºs 38/39 mas arejados que tenham respiração.
O Banco Alimentar já ajuda na obtenção de alguns destes alimentos, mas falta sobretudo peixe e carne, para juntar aos acompanhamentos.

DINHEIRO
Também precisamos de dinheiro que será dado através do PAV de forma temporária e condicionada.Para responder a este pedido, podem responder a mrc71@mail.telepac.pt ou pavida@sapo.pt

P.S.- Podem não acreditar, mas este texto tem mesmo um nome e uma cara que só está à espera de alguém...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Sono, dormir e morte


Se levarmos em consideração que a esmagadora maioria das pessoas morre, ao dormir (como aconteceu ainda na noite passada, com o Sr. Bispo Auxiliar de Lisboa), será que o dormir é a ante-sala da morte.

E, nesse caso, será o sono um treino para chamada final ?

E, assim sendo, quem adormece, em cada dia, não se deverá mostrar agradecido a Deus ou ao acaso ou seja a quem for, por ter acordado ?

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O dom de cada dia

Para mim, quando perco o tempo, e para todos, aqui fica uma bela reflexão do meu amigo Wagner Moura:

Somos acostumados com o mundo.
Houve o dia de ontem – houve tantos ontens! – e por isso haverá o dia de amanhã como se estivéssemos numa sucessão óbvia de eventos.
É bonito imaginar que todas as manhãs Deus cria tudo de novo como se, maravilhado com a criação, pedisse um bis. E outro. E mais outro. E tantos.
Então os dias não se sucedem simplesmente…
Os dias são chamados à existência como consequência do maravilhar-se de Deus. E nem nos damos conta.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Portugal na televisão


Depois do prof. Lagoa Henriques, com os seus programas televisivos "Portugal, Passado e Presente" (era um programa divinal, com intervenções fantásticas deste grande pedagogo recentemente falecido, infelizmente não encontrei nenhum episódio seu no You Tube) e "Lisboa revisitada" e de José Hermano Saraiva , com os seus "Horizontes da Memória" e a "A Alma e a Gente", eis que surge um novo e original programa sobre as cidades- sua história e cultura, desta vez na RTP-N, denominado "O Humor e a Cidade" de José de Pina.
Com uma história tão rica, com cidades com tanta coisa para contar, estes programas televisivos são uma autêntica pedrada no charco no mar de ignorância e indiferença que sufoca o país.

Invasão no castelo de Castro Marim

Os dias medievais de Castro Marim são como entrar numa autêntica máquina do tempo.
Vale a pena visitar.
Só é pena que, na altura em que os programas musicais e culturais começam a ficar mais atractivos, desatem a chover carradas de espanhóis, melgas e mosquitos que nos obrigam a ter de fugir de bandeira branca em punho....

Nunes na selecção

Apesar da invasão de brasileiros e outros estrangeiros no campeonato português, a selecção portuguesa ainda tem alguma matéria prima para trabalhar, sobretudo no estrangeiro.
Por exemplo, o caso de Nunes que se tem revelado na Liga Espanhola como o patrão da defesa do Palma de Maiorca, responsável, por exemplo, pelo empate hoje com o Real Madrid.
Para quando Nunes na selecção, em detrimento, por exemplo de Rolando que já demonstrou insegurança e falta de solidez ?

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A Queda da Monarquia


Devo confessar que tenho alguma estima e admiração pela socióloga Maria Filomena Mónica. Além de ser uma mulher extremamente culta, tem uma certa aptidão para o estilo biográfico que me atraí bastante.

Parece-me muito importante que se faça o registo da vida das pessoas e da nossa história de forma a que as gerações vindouras possam saber o que se fez de bem, de mal e, se possível, evitar que caíam nos mesmos erros.

Comecei, aliás, a ler com entusiasmo a sua autobiografia "Bilhete de Identidade" que estava a adorar até que me deparei com o desvendar da sua vida intíma e afectiva. Por uma questão de deprimência e pudor, fiquei-me logo por aí.


Li agora a reedição do seu livro "A queda da Monarquia- Portugal na viragem do século", da D.Quixote que contém um acervo de fotografias muito giro e é precedido por um pequeno texto introdutório sobre a queda da monarquia e a ascensão da República.


Nas suas obras, além de um notável trabalho de investigação, Maria Filomena Mónica não demonstra qualquer hesitação em associar a parte científica à sua opinião pessoal sobre os factos que esteve a relatar/investigar.

No texto introdutório a este livro, porém, não deixa de ser chocante que a mesma afirme, por exemplo, que o funeral do rei e do princípe herdeiro tenha ocorrido com as ruas de Lisboa DESERTAS. Trata-se de uma falsidade que pode ser, aliás, facilmente comprovada no vídeo deste meu post, onde, por estima ou mera curiosidade, se pode atestar o número significativo de populares que estiveram presentes no cortejo fúnebre.


Também me parece tendencioso dar a entender que a culpa do atraso do país que descreve, de forma convincente, é exclusiva do regime monárquico.

Se olharmos para os primeiros anos da República ou até para o regime de Salazar, veremos que ambos esses regimes fracassaram igualmente em muitas das áreas onde a monarquia também já tinha fracassado.

Aliás, não deixa de ser curioso que a descrição que o último primeiro-ministro da Monarquia, Teixeira de Sousa, faz do país, ainda hoje, em áreas como a educação, agricultura, indústria e finanças pública se mantenha praticamente igual à época pré-republicana:

"Este país, que querem fazer passar por agrícola, mas que não produz sequer pão, nem carne para a alimentação pública, e por industrial, mas que, em regra, produz caro e mau, é tributário de países estrangeiros por dezenas de milhares de contos, que representam o excesso das importações sobre as exportações (....). A situação da Fazenda Pública é gravíssima. O orçamento deste ano corre com um déficit de cerca de seis mil contos, acompanhado de uma dívida flutuante de oitenta mil. Tudo está hipotecado, desde o rendimento das Alfândegas até aos últimos títulos emitidos pela Junta de Crédito Público (...)"
Cfr. A Queda da Monarquia. Págs. 31 e 32


Uma última nota para uma lacuna que empobrece a ilustração das dezenas de fotografias que fazem parte da 2ª parte deste livro- praticamente nenhuma delas tem a referência ao ano a que diz respeito, o que teria sido muito interessante para o leitor.

domingo, 8 de agosto de 2010

Os homens e as lides domésticas



Há uns tempos atrás vi um documentário sobre a crise da natalidade e da família e, a dada altura, uma professora norte-americana dizia que uma das causas radicava na maior e inata imaturidade dos homens. Confesso que, ao princípio, fiquei um pouco surpreendido, mas depois a professora explicou que os homens apresentam uma menor capacidade para resolver a ajudar nos problemas domésticos e educativos da casa de família e que, por isso, a mulher sentia-se mais desamparada e optava ou por não ter filhos ou por optar pelo divórcio.
Segundo um recente estudo da London School of Economics, do Reino Unido, os casais onde o homem se envolve mais nas tarefas domésticas têm menos probabilidades de se divorciar.
O estudo demonstrou que os casos em que a mãe é doméstica e o marido trabalha, mas não ajuda em casa ou nos casos em que a mãe trabalha e o marido não ajuda em casa são os que implicam um maior risco de divórcio, sendo os que implicam menor risco de divórcio aqueles em que a mãe é doméstica e o marido, embora trabalhe, ajuda em casa.
Isto significa que compartilhar as tarefas em casa fortalece o casamento. Porém, os seus resultados não permite afirmar que a maioria das mulheres queiram necessariamente um modelo "igualitário" (50-50) na repartição das tarefas domésticas entre o homem e a mulher.
O estudo refere ainda que, em casais jovens com filhos pequenos, quando o pai não ajuda em casa e o casamento se desfaz, o divórcio provoca graves consequências sobretudo do ponto de vista económico, agravando ainda mais as dificuldades próprias das jovens mães que ficam sem parceiro e com menor suporte financeiro para fazer face às despesas.
E concluí que, nos vários estudos e análises sobre divórcio, tem-se dado um relevo excessivo às consequências negativas decorrentes da introdução da mulher no mercado de trabalho remunerado e, ao invés, tem-se esquecido praticamente em absoluto as consequências positivas que decorreria da maior participação do homem nas tarefas não remuneradas de natureza doméstica e educativa no seu próprio lar.
Este panorama atávico de menor presença do pai/marido/companheiro nas lides domésticas e no cuidar e educar dos filhos- ao qual se poderá acrescentar as inúmeras situações de violência doméstica - demonstram que muito há ainda a fazer na revolução destas mentalidades anacrónicas, mais próprias da idade média.
Muitos homens, diga-se, não têm qualquer experiência de apoio nas lides domésticas ou educativas porque as suas próprias mães nunca lhes transmitiram esses hábitos. Por outro lado, muitas mulheres assistiram, em suas casas, à total submissão das suas mães que, em muitos casos, estavam reduzidas pelos maridos a meras criadas de mesa e, por isso, acham normal que, consigo, aconteça o mesmo.
A participação dos homens nas lides domésticas e na educação dos filhos, a meu ver, não decorre somente da necessidade de apoiar a mulher, sobretudo se é trabalhadora. Sem dúvida que isso é importante. Mas, no caso do cuidar dos filhos (dar banhos, deitar, ajudar a comer, a ir à casa de banho, etc...), essa participação só traz vantagens para o próprio homem na medida em que o torna mais próximo dos filhos e contribuí para o reforço de uma relação de intimidade e cumplicidade que habitualmente quase sempre só ocorre com as mães, ou seja, o próprio homem-pai fica a ganhar com essa maior presença no lar.

sábado, 7 de agosto de 2010

Balanço do mundial

No passado mês de Junho, pudemos assistir ao campeonato do mundo de futebol da África do Sul. Se olharmos para o comportamento das várias selecções, poderemos identificar 5 tipos diferentes de equipas.
As equipas que foram participar no torneio, mas que acabaram por assumira um comportamento suicida e indisciplinado, caso da selecção da França.
As equipas que pretendiam ir o mais longe possível, mas cujas prestações em campo acabaram por não corresponder a esse seu desejo, acabando por ser eliminadas nas fases anteriores, casos de Portugal, Itália ou Inglaterra.
Depois existiam equipas que queriam ir o mais longe possível e que, de facto, apesar de algumas limitações em relação a outras mais fortes, com mais ou menos sorte, acabaram por fazê-lo, caso do Uruguai ou da Holanda.
Depois havia a Alemanha que actuou de forma fria e compacta durante todo o campeonato, levando à prática de forma demolidora, mecânica e quase cínica os seus objectivos
E, por fim, a equipa vencedora do torneio, a Espanha que começou com uma derrota que, em vez de a desanimar, a incentivou para uma campanha vitoriosa e os seus jogadores, além da arte e engenho, entravam em campo dominados pela famosa “fúria espanhola” que é mais do que uma simples motivação. É uma fúria que tem “ganas” de dar o tudo por tudo, se necessário, deixar a pele e o corpo em campo até à vitória final.
Na forma como encaramos a nossa vida, também nos pode acontecer , a de quase suicídio, como a França; a do que quer, mas não pode; a do que pode, mas não quis de forma suficiente e a do que podia e quis de forma furiosa vencer. Uma coisa é certa, agora, depois do campeonato do mundo, só conta mesmo o vencedor, dos outros pouco ou nada se falará.

domingo, 25 de julho de 2010

O Barão vermelho

Os alemães vão, a pouco e pouco, saíndo da casca e, após dezenas de anos como vilões, começam a fazer os seus primeiros filmes de guerra onde eles próprios surgem como heróis.
Agora, foi a vez do Barão Vermelho, Manfred von Richthofen- herói da 1ª Grande Guerra Mundial totalmente produzido por alemães.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

95% de pudim

Sobre o "pudim", isto é, a vontade ou a falta dela, recomendo vivamente a breve crónica de hoje, na Antena 1, da Profª Isabel do Carmo.
Diz a especialista que um estudo apurou que apenas 5% do que comemos é fruto de uma vontade deliberada e consciente. Os restantes 95% são o resultado de comportamentos induzidos e condicionados pela publicidade, instintos, etc..
Vale a pena ouvir, aqui

COM PESO E MEDIDA - Debate/Opinião Antena 1 - Multimédia RTP

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Gula

Um post interessante, acompanhado com um excerto engraçado do canal Historia sobre a problemática da gula nos dias de hoje.

Aqui


Delírio legislativo

O art. 1º do Dec.-Lei 35/2010 de 15 de Abril começa da seguinte forma:

Os artigos 143.º e 144.º do Código do Processo Civil aprovado pelo Decreto -Lei n.º 44 129, de 28 de Dezembro de 1961, alterado pelo Decreto -Lei n.º 47 690, de 11 de Maio de 1967, pela Lei n.º 2140, de 14 de Março de 1969, pelo Decreto -Lei n.º 323/70, de 11 de Julho, pela Portaria n.º 439/74, de 10 de Julho, pelos Decretos -Leis n.os 261/75, de 27 de Maio, 165/76, de 1 de Março, 201/76, de 19 de Março, 366/76, de 15 de Maio, 605/76, de 24 de Julho, 738/76, de 16 de Outubro, 368/77, de 3 de Setembro, e 533/77, de 30 de Dezembro, pela Lei n.º 21/78, de 3 de Maio, pelos Decretos -Leis n.os 513 -X/79, de 27 de Dezembro, 207/80, de 1 de Julho, 457/80, de 10 de Outubro, 224/82, de 8 de Junho, e 400/82, de 23 de Setembro, pela Lei n.º 3/83, de 26 de Fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 128/83, de 12 de Março, 242/85, de 9 de Julho, 381 -A/85, de 28 de Setembro e 177/86, de 2 de Julho, pela Lei n.º 31/86, de 29 de Agosto, pelos Decretos -Leis n.os 92/88, de 17 de Março, 321 -B/90, de 15 de Outubro, 211/91, de 14 de Junho, 132/93, de 23 de Abril, 227/94, de 8 de Setembro, 39/95, de 15 de Fevereiro, 329 -A/95, de 12 de Dezembro, pela Lei n.º 6/96, de 29 de Fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 180/96, de 25 de Setembro, 125/98, de 12 de Maio, 269/98, de 1 de Setembro, e 315/98, de 20 de Outubro, pela Lei n.º 3/99, de 13 de Janeiro, pelos Decretos -Leis n.os 375 -A/99, de 20 de Setembro, e 183/2000, de 10 de Agosto, pela Lei n.º 30 -D/2000, de 20 de Dezembro, pelos Decretos -Leis n.os 272/2001, de 13 de Outubro, e 323/2001, de 17 de Dezembro, pela Lei n.º 13/2002, de 19 de Fevereiro, e pelos Decretos--Leis n.os 38/2003, de 8 de Março, 199/2003, de 10 de Setembro, 324/2003, de 27 de Dezembro, e 53/2004, de 18 de Março, pela Leis n.º 6/2006, de 27 de Fevereiro, pelo Decreto -Lei n.º 76 -A/2006, de 29 de Março, pelas Leis n.º 14/2006, de 26 de Abril e 53 -A/2006, de 29 de Dezembro, pelos Decretos -Leis n.os 8/2007, de 17 de Janeiro, 303/2007, de 24 de Agosto, 34/2008, de 26 de Fevereiro, 116/2008, de 4 de Julho, pelas Leis n.os 52/2008, de 28 de Agosto, e 61/2008, de 31 de Outubro, pelo Decreto -Lei n.º 226/2008, de 20 de Novembro, e pela Lei n.º 29/2009, de 29 de Junho, passam a ter a seguinte redacção: ........................


Pode ser confirmado no site Diário da República.


Se alguém procura as causas do estado do País, talvez encontre parte delas na fúria legislativa !!
(Recebida por e-mail)

Mel Gibson em desgraça


É com grande decepção que assisto a uma nova fase negativa da vida de Mel Gibson.

Depois de uma recaída no seu vício de longa data, o alcoolismo, e um inevitável afastamento da sua mulher, seguiu-se uma aventura com uma pessoa um pouco estranha, uma gravidez certamente não desejada e, agora, ao que parece agressões e ameaças (disponíveis em audio aqui)


O exorcista do meu post anterior certamente diria que o Demo não terá gostado muito dos efeitos do filme "A Paixão de Cristo" e toca a atazanar a vida do Mel que, na realidade, está um autêntico inferno.


Isto prova que o maior Santo, em vida, pode-se sempre tornar no maior diabinho e vice-versa.


Até chegar à nossa hora, tudo é possível.


P.S.- Encontrei este artigo interessante sobre Mel Gibson e o paralelismo com Caravaggio -um dos artistas mais admirados por Mel Gibson.

domingo, 11 de julho de 2010

Sobre a existência de espíritos malignos


Entrevista interessante ontem, na TSF, a um exorcista espanhol, disponível on line aqui.
Como o entrevistado dizia, raros são os pontos onde há tanta unanimidade entre as religiões: desde as religiões nativas indías, passando pelo Budismo, Islamismo e Cristianismo, todas reconhecem a existência de espíritos malignos.
Um assunto que será certamente um motivo de troça e chacota por parte dos racionalistas, materialistas e agnósticos.
Pero que los hay, hay...
P.S.- Mel Gibson bem pode dizer que passou por isto. Do céu, com o filme "Paixão de Cristo" - um dos mais enigmáticos e impressivos, para o inferno em que a sua vida actual se tornou.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Selecção e Ronaldo.


O treinador Carlos Queirós não quis seguir a minha proposta de equipa que deixei no meu post anterior e foi no que deu :O)


Entretanto, Ronaldo é apelidado de impostor e fraude.

Afinal, sabe marcar uns livres, tem um bom pique de corrida e marca golos mas só pelo Manchester e pelo Real Madrid.


Há quem diga que, na selecção como o salário, o marketing e o glamour são menos apelativos, é o que se vê....


Como dizia alguém, até parecia que já estava com a cabeça na Paris Hilton e nas férias em LA.

sábado, 26 de junho de 2010

Portugal - Espanha

Para mim, o onze certo de Portugal para alinhar contra a Espanha deveria ser o seguinte:

Defesa:

Eduardo, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Bruno Alves
e Miguel (por estar mais habituado a lidar com o David Villa e o futebol espanhol)

Meio-Campo:

Pedro Mendes (tem funcionado como 3º central e está melhor que Pepe)
Tiago e Raúl Meireles (a lutarem no centro com Xavi e Xavi Alonso e/ou Iniesta)
Duda (a fazer a meia esquerda)
Simão Sabrosa (a fazer a meia direita)

Avançado:

Cristiano Ronaldo

Com o decorrer do jogo, tiraria Duda ou o Simão Sabrosa e:

- Se fosse necessário atacar, colocaria Deco ou Liedson ou,
- Se fosse necessário defender o resultado, colocaria Pepe ou Miguel Veloso.

sábado, 12 de junho de 2010

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A batalha dos Atoleiros

Batalha dos Atoleiros from ccnunoalvares on Vimeo.




A Crise de 1383-85 e a Batalha dos Atoleiros

Os efeitos da demagogia



Aristóteles escreveu já há dezenas de séculos atrás, na sua obra “A República”, que a demagogia é a degenerescência da Democracia e que esta, por sua vez, é o melhor dos piores regimes de governo.
A actual crise tem origem na especulação financeira e no despesismo estatal e provoca desemprego que, por sua vez, provoca mais despesismo estatal através das subvenções sociais (subsídios de desemprego, rendimento mínimo etc..). Também a crise da natalidade reduz o número dos consumidores, gera menos consumo e, por isso, aumenta o emprego porque obriga à redução da oferta.
O Império Romano entrou em decadência devido à corrupção interna do seu sistema para a qual, segundo vários autores, a queda da natalidade deu também um significativo contributo.
Por sua vez, os governos e as autarquias entram em despesas vertiginosas por motivos eleitoralistas, têm de apresentar obra se querem ser reeleitos, nem que para isso gastem o que não têm. Difícil será que um governo ou uma autarquia que apostem no aforro e na consolidação das contas públicas venham, depois, a ser novamente reeleitos. Só um povo com grande maturidade política é que compreende que a manutenção do que está é melhor e mais sensato do que a construção de coisas novas, ainda que sem dinheiro. É necessário chegar a uma situação de quase bancarrota para que se possa apelar ao bom senso dos eleitores e obrigá-los depois a apertar o cinto.
Há uns meses atrás tive a honra de participar no blogue colectivo “Jamais” de apoio à Dra. Manuela Ferreira Leite na companhia de Pacheco Pereira, Vasco Graça Moura, Paulo Rangel, Pedro Duarte entre outros. Nesse blogue não nos cansámos de advertir acerca da necessidade de uma política de verdade que mostrasse ao país a realidade e avançasse para medidas realistas de contenção. Ao invés, o povo preferiu votar no partido que dizia que estava tudo bem, que até teve o despudor de lançar medidas que provocavam ainda mais despesa. Tudo a bem da manutenção do poder. O povo gosta de ser enganado. O povo português, em concreto, ainda não tem a maturidade política suficiente para votar antes numa líder esteticamente menos atractiva mas que diz a verdade e preferiu votar num líder bonito que disse e proclamou inverdades.
Estas realidades demonstram os vícios da Democracia, tal como ela está concebida em Portugal e nas sociedades ditas ocidentais e modernas. Este modelo não serve porque aposta na ignorância e nos instintos do eleitorado que actua como o burro que tenta comer a cenoura pendurada pelo seu dono.
Por tudo isto, há que mudar a constituição. Há que fomentar a estabilidade eleitoral modificando o sistema eleitoral, há que reduzir o nº de deputados, há que aumentar a duração dos mandatos de forma a que os governos possam ter mais tempo para actuar sem necessidade de contentar os eleitores à custa de despesismo, há que, ao mesmo tempo, reforçar os poderes e a independência das várias entidades reguladoras de forma a evitar e sancionar os abusos de poder.
Alberto João Jardim já o vinha dizendo há muito tempo e Pedro Passos Coelho ousou lançar a proposta para cima da mesa. Mas os situacionistas, os que beneficiam das disfunções do sistema negam-se a fazê-lo: Há que mexer na constituição porque o sistema actual está caduco e ultrapassado. Por este andar o país irá cair no fundo, no descalabro total. Neste momento, já há cada vez mais pessoas a recorrer à justiça por mãos próprias em vez de recorrer à ineficácia dos tribunais. Estamos em plena degenerescência da democracia, vivemos em demagogia e em breve, poderemos cair no caos.

Artigo publicado na edição de Junho do mensário "Notícias de S.Brás"
Membro da comissão política do PSD de S.Brás de Alportel.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Conselhos milenares

Uma frase com 2065 anos ...

“O Orçamento Nacional deve ser equilibrado.As Dívidas Públicas devem ser reduzidas, a arrogância das autoridades deve ser moderada e controlada.Os pagamentos a governos estrangeiros devem ser reduzidos, se a Nação não quiser ir à falência.As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viver por conta pública.”

Marcus Tullius Cícero
Roma, 55 a.C.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A ética da irresponsabilidade


O Presidente da República (PR) entendeu promulgar a lei que institucionaliza o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Fê-lo invocando a «ética da responsabilidade» e contra o seu próprio parecer sobre a questão.A expressão «ética da responsabilidade» é redundante, porque a irresponsabilidade nunca é ética, como é óbvio. «Responsabilidade» significa, etimologicamente, o «peso» (pondus, em latim), da «coisa» (em latim, res), ou seja, ser responsável é acarretar com as consequências das próprias convicções em todos os actos e opções. A «ética da responsabilidade» opõe-se, portanto, à lógica da conveniência, cujo critério decisivo não é pautado por imperativos morais, mas por razões de oportunidade.

Ora o PR, que podia não ser cristão e, não o sendo, até podia ser partidário do casamento entre pessoas do mesmo sexo, fez questão em deixar claro que não concorda com o teor do diploma que promulgou. Ou seja, foi o PR que chamou a atenção para a incoerência da sua atitude: enquanto cidadão supostamente católico, pensa de uma forma; mas enquanto PR, age ao contrário. Mas como a fé se manifesta pelas obras e os princípios também, pois se assim não fosse não seriam princípio de coisa nenhuma, forçoso é concluir que quem procede deste modo não tem fé, nem princípios.

Também por razões de oportunismo, não faltaram políticos, militares, cientistas, juízes, etc., que cederam às exigências do poder, nomeadamente nazi e estalinista, por exemplo. Não restam dúvidas de que o seu acatamento dessas ordens superiores beneficiaram a coesão social dos respectivos regimes, sobretudo em situação de guerra ou de grave crise nacional, mas uma tal vantagem prática os não iliba da correspondente responsabilidade moral: não é uma desculpa, mas uma culpa decorrente da sua irresponsabilidade ética, do seu relativismo moral. Não foram vítimas dessas injustiças, mas cúmplices. O medo pelas consequências necessárias de um acto eticamente exigido não é prudência, é cobardia.

Mas – poderiam objectar alguns politólogos mais manhosos – não seria ineficaz, em termos práticos, a recusa da promulgação do controverso diploma, na medida em que constitucionalmente não poderia deixar de o ser se, de novo, fosse remetido à presidência pelo parlamento, como decerto ocorreria?! De modo algum, porque o PR podia e devia fazer saber a quem de direito que, não podendo agir contra os seus princípios e a sua consciência, ver-se-ia obrigado a demitir-se se essa lei lhe fosse reenviada, ou a dissolver a Assembleia da República. Em qualquer dos casos, a responsabilidade pela crise política decorrente seria única e exclusivamente de quem insistisse nessa questão fracturante. Pelo contrário, promulgando o diploma, o PR não só o faz seu como faz saber à nação e aos outros órgãos de soberania que está disponível para sancionar qualquer lei, mesmo que contrária aos princípios morais que era suposto seguir na sua actividade política.Outra é a lógica da honra e da fé.
Thomas More, ex-chanceler de Henrique VIII, estava disposto a servir o seu país e o seu rei, mas não à custa dos seus princípios morais ou da sua religião. Em termos de estabilidade política ou de conveniência pessoal, poderia ter transigido com o divórcio real mas, como era um homem de fé e de princípios, não o fez. A coerência custou-lhe a vida. João Baptista não teve medo de denunciar a imoralidade de Herodes e a sua não cedência ante o adultério do monarca, que teria sido muito oportuna social e politicamente, dada a grave crise resultante da ocupação romana, teve para o precursor uma consequência trágica: o martírio.
São Thomas More e São João Baptista perderam literalmente a cabeça, mas não a fé, nem a honra, ao contrário dos que vendem a alma e a sua dignidade por mesquinhos interesses conjunturais. Aqueles não foram vencidos da vida, mas vencedores do mundo, ao invés dos que renegam os seus princípios por calculismo eleitoral e oportunismo político. Vae victis…
Gonçalo Portocarrero de Almada