Os homens são a coisa mais fantástica que há à face da terra. Mas, por vezes, são umas autênticas mulas porque metem argolada e depois disso, metem argolada outra vez. O grande mal do homem não está na falta de inteligência, está na falta de vontade que se deixa seduzir por essa coisinha doce e melosa, como um pudim. E quando assim é, o homem torna-se naquilo pelo qual se deixa seduzir- um pudim que qualquer colher esquarteja e leva à boca até desaparecer. Perceberam?
domingo, 17 de abril de 2011
Beatificação de Papa João Paulo II- dia 1 de Maio
Apesar do muito que haveria para escrever sobre a actual crise política e as habituais burlas e logros do partido socialista, optei por escrever, antes, sobre algo mais positivo e edificante: A beatificação do Papa João Paulo II que terá lugar, no próximo dia 1 de Maio, na Praça de S.Pedro, em Roma.
Das ínumeras (e todas elas ricas) facetas que poderia aqui destacar, saliento apenas duas: a sua profunda humanidade, por um lado, e o seu forte carácter reflexivo e introspectivo, por outro.
Quando falo da sua profunda humanidade não me refiro à sua capacidade de se compadecer dos outros que também a tinha. Refiro-me sim à forma como gostava de se misturar e se integrar nas mais profundas entranhas do mundo, convivendo com todos como mais um entre iguais. No tempo em que era professor de ética na Universidade, na Polónia, registam-se as excursões que organizava com os jovens, o canoagem, o montanhismo e o futebol, entre outras práticas desportivas. Nessas excursões, no meio da natureza, ao mesmo tempo que ria e convivia com os jovens, Karol falava-lhes também da sua felicidade e não hesitava em abordar temas sensíveis e polémicos como o amor e a sexualidade.
Conta-se que, no dia em que o Cardeal da Polónia o teria mandado chamar para informar que tinha sido escolhido e iria ser ordenado Bispo, Karol foi apanhado de surpresa, no meio de uma excursão com jovens e, por isso, teve de se deslocar ao Paço Episcopal de sotaina preta e…ténis brancos.
Mais tarde, enquanto Papa manteve essa relação de proximidade com todos, mineiros, desportistas, jovens, idosos e doentes. Assim fez juz a um dos lemas do seu pontificado, o de que o homem deve ser o caminho da Igreja, isto é que a Igreja e a sua mensagem devem estar a par das necessidades e das carências diárias dos homens, ao seu lado e não numa posição de privilégio ou de distância.
Outro episódio que espelha bem esta sua caracteristica é a história de uma jovem norte-americano que, um dia, numa das audiências privadas com o Papa, comentou que também era amante de desporto e, em particular, de ténis, ao que o Papa convidou-o para uma partida de ténis. Uns dias depois, lá foi o jovem ao Vaticano, passou a guarda Suiça e dirigiu-se a um court de ténis onde encontrou o Papa vestido a rigor. No meio de várias partidas de ténis, o Papa falou-lhe de outros horizontes e desafiou-o a equacionar a possibilidade de seguir o sacerdócio e, uns anos mais tarde, este jovem fez-se padre, a partir de umas breves conversas no meio de umas quantas partidas de ténis.
Mas, além desta característica, Karol chamava à atenção pelo seu forte pendor introspectivo. Quando não estava a rir ou a conversar ou a discursar, estava em reflexão ou, se quisermos, em oração. Um pouco como as árvores que para crescerem e darem frutos precisam de raízes fortes e férteis, assim também o Papa alicerçava a sua acção numa forte componente de introspecção e reflexão. O que dizia e o que fazia eram o fruto do que meditava e reflectia.
Também a este propósito, conta-se uma história passada na capela privada do Vaticano. O Papa encontrava-se em oração, ao que foi interrompido pelo seu secretário que o informou ter acontecido algo de muito grave, a nível internacional, e que, por isso, o Papa teria que ir de imediato para o seu gabinete a fim de se inteirar e reagir ao ocorrido. O Papa reagiu, censurando o seu secretário, e respondeu que se era algo de internacional e de muito grave, então mais uma razão para o Papa continuar a rezar, pedindo pela resolução desse problema.
Assim era o Papa João Paulo II, um homem com a cabeça bem metida no céu, mas os pés bem assentes no meio da terra.
Dia 1 de Maio, numa tv perto de si.
Artigo públicado no mensário "Notícias de S.Brás"
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Novo Bispo de Coimbra
terça-feira, 12 de abril de 2011
Mudar o regime
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Judoca dançante
E agora, como praticante de dança de salão (aqui a dançar com a senhora loira)
domingo, 10 de abril de 2011
Ministro Sueco das Finanças responsabiliza governo PS pela crise actual
P.S.- Para quem não sabe, o "Outono boreal" tem início, no hemisfério norte, a 22 ou 23 de Setembro e termina a 21 ou 22 de Dezembro. Por outras palavras, alguém de fora, diz que, no final de Setembro, isto é, há 6 meses atrás se poderiam ter adoptado outras medidas (leia-se, no Orçamento de Estado para 2011)
sábado, 9 de abril de 2011
Motivação, rentabilidade e felicidade
Quer na macroeconomia, quer na economia das empresas habitualmente esquece-se a importância da motivação e do empreendedorismo quer dos gestores, quer dos funcionários.
Eis uma das suas palestras, neste caso no âmbito de uma workshop do Banco Santander, com grande interesse e tocando em muitos calcanhares de Aquiles de todos nós.
Sobre o poder da manipulação e da burrice dos eleitores portugueses
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Mais sobre o Beato de Santa Maria (vulgo Nuno Álvares Pereira)
sábado, 26 de março de 2011
Adultos infantilizados

A oradora lamentou que as decisões parentais percam “autonomia” face à “pressão do consumismo
quinta-feira, 24 de março de 2011
Finalmente, demitiu-se!
Tal como um clube de futebol tem que pagar ao seu treinador incompetente uma indemnização pela rescisão prematura do respectivo contrato, também aqui Portugal terá, nos próximos dois meses, que pagar a factura desta crise política (inoportuna, mas necessária).
A culpa, diga-se, é do governo Sócrates, mas também é do povo português que se tem vindo a habituar a uma cultura de subsidio-dependência e de passividade absoluta perante os desafios da competição e da concorrencial internacionais e mais culpa é a do eleitorado português que, em Setembro de 2009, deixou-se enganar infantilmente pelas promessas falsas de um governo que, desde sempre, tem demonstrado a total ausência de escrúpulos para usar todos os meios (incluindo os menos lícitos ou, se quisermos, "irregulares" em democracia) para atingir os seus fins.
No meio desta turbilhão de acontecimentos, destaco dois textos de opinião:
- Um do diário "El País" que destaca também (não esqueçamos) a culpa do directório europeu em toda esta crise.
- Outro de Tiago Mendes, no Cachimbo de Magritte que propõe de forma idílica, ainda que ideal, um governo de coligação PSD-PS-CDS, embora com "outro PS" que porventura se duvida que efectivamente exista ou tenha, pelo menos, alguma força para se manifestar.
terça-feira, 22 de março de 2011
A protecção das Igrejas
"Ninguém pode ser citado ou notificado dentro dos templos ou enquanto estiver ocupado em acto de serviço público que não deva ser interrompido".
sábado, 19 de março de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
Corações de pedra
Nota-se a dureza de coração na frieza como certas mães e pais olham para os filhos ou como certos filhos olham para os seus pais.
Nota-se a dureza de coração na forma calculista, fria, distante e, por vezes, sem quaisquer escrúpulos como politicos, empresários ou outras pessoas de poder pensam e agem.
Nota-se a dureza de coração na forma como muitos maridos e muitas mulheres deixam o seu amor esfriar ou tão simplesmente actuam com segundas intenções, sem impulso, sem emoção até que tudo não passe de uma farsa.
Nota-se a dureza de coração na forma interesseira como muitos se relacionam com Deus, pedindo-Lhe ou regateando algo em troca de alguma coisa, sem piedade verdadeira, além de um mero e farisaíco calculismo.
Hoje, é muito fácil deixar endurecer o coração, mesmo logo desde os tempos da juventude.
Tudo à nossa volta nos convida à petrificação (senão mesmo fossilização) do nosso coração: o engano, a concorrência, a competição, o materialismo, etc., etc..
São cada vez mais os corações "wild at heart" erráticos, titubeantes, desorientados. Corações de pedra.
Esta música é muito significativa pelo significado da sua letra.
Será um desafio também para todos os que vivem neste ambiente "radioactivo" que vem de dentro e de fora
terça-feira, 15 de março de 2011
O zé povinho já não se deixa mais enganar

O mais sublime e o mais miserável
Constituição Apostólica "Gaudium et Spes"
segunda-feira, 14 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
Stop
Wow. What an important message for anyone involved in any kind of activism. Actually, for anyone who does any kind of work, period.
How easy it is to become totally absorbed in our passions – so much so that we find ourselves working on them constantly. Even if they are all good things (righting wrongs, seeking justice, helping others), it can end up being “precisely the wrong thing.”
Don’t feel obliged to work ceaselessly. Instead, maintain “consideratio” and allow the “view of what is essential [to] proceed.” It will make you a better activist, too.
Daqui
Da histeria !?
O que dirá, então, das medidas anunciadas hoje ?
É uma pena ver pessoas inteligentes e cultas que, até há uns tempos atrás escreviam de forma autónoma e original, actuarem, agora, como robots sem alma que tentam defender o indefensável e que fingem acreditar naquilo em que já praticamente ninguém acredita.
O que este governo e este PS é capaz de fazer, ao país e às pessoas !
domingo, 6 de março de 2011
Sobre a execução orçamental: Res, non verba
quinta-feira, 3 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
Mais despesa, mais Estado

Enquanto aqui e aqui destaquei duas boas propostas para redução de despesas públicas, o governo Sócrates multiplica-se a aumentar o tamanho do Estado, com comissões, grupos de trabalho e outros ao que parece, inclusive, com funções sobrepostas.
Atenção:
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
O orgulho de Portugal
Eis, um aperitivo para abrir o apetite:
sábado, 12 de fevereiro de 2011
O que conta é a quantidade ou a intensidade do que fazemos ?
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Sobre a instabilidade política e económica

Autoridade para a Concorrência (ou competência?)
- Uma entidade reguladora e de supervisão depende não só dos poderes que a lei lhe confere e dos meios materiais e humanos que são colocados ao seu dispor, mas sobretudo depende do dinamismo e da competência dos seus órgãos dirigentes.
As diferenças entre a eficácia e actuação da Autoridade para a Concorrência no tempo do prof. Abel Mateus e a actual é manifestamente gritante.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Sobre as vantagens (ou não) da experiência do mal
Para provar engano deste raciocínio – que pode, às vezes, aflorar também ao pensamento das pessoas que querem cumprir a Vontade de Deus – basta olhar para o mundo que nos rodeia. Por isso, o Santo Padre afirmava: podemos ver que não é assim, ou seja, que o mal envenena sempre, que não eleva o homem, mas o rebaixa e humilha, que não o enobrece, não o torna mais puro nem mais rico, mas o prejudica e faz com que se torne menor
Bento XVI, Homilia na Solenidade da Imaculada, 8-XII-2005 comentada por D. Javier Echevarria
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Guerras da Restauração
sábado, 29 de janeiro de 2011
Aí há dragões
P.S.- Só um esclarecimento "There be dragons" era o que os antigos diziam dos sítios nos mapas que ainda não tinham sido devidamente explorados.
O "cabrão " que há em nós
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
A gestão do papel
Função social da propriedade privada
Óscares: O de sempre.
Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos.
Nada que seja para espantar, tendo em conta que a cultura das artes e, em particular, das artes cinematográficas estão dominadas por gente de esquerda, liberal (no pior sentido) e com uma visão bem horizontal e oca da vida.
Isto mesmo pode-se constatar na escolha para melhores filmes de 2010, na linha, aliás, do que vem sendo seguido nos últimos anos:
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Todas os dias ressuscitamos, de novo.

Senão vejamos.
No sono profundo, também denominado de fase 3:
- O cérebro reduz as suas funções quase ao mínimo, actuando com uma enorme lentidão.
- As frequências cardíacas e respiratórias baixam.
- As temperaturas do corpo baixam drasticamente.
- O corpo entra, em geral, em modo demo e a actividade metabólica é reduzida.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Como ser um bom político
Moura Encantada
Petição contra os exageros dos abortos em Portugal

Hoje, são os próprios médicos que antes defendiam a liberalização do aborto que vêem a público pedir às autoridades que ponham um freio a esta situação de mortandade galopante.
Assim, com o objectivo de pedir à Assembleia da República a reabertura da discussão, está disponível no site www.peticaopublica.com. uma petição denominada Petição Aborto - Vemos, ouvimos e lemos - Não podemos ignorar!
É fácil, basta ir ao site, introduzir o nome completo, nº de BI e confirmar por e-mail.
A outra face de Mourinho
Ver mais aqui (com vídeo)
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Rasto de S. Nuno Álvares de Santa Maria

- Fundação Batalha de Aljubarrota
- Museu Arqueológico do Carmo
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Não a Cavaco Silva

domingo, 16 de janeiro de 2011
D. Fernando I
Entre as figuras da nossa história mais negras, à cabeça, entre outros, destaca-se a figura de D. Fernando I.
Nem as coisas positivas que obteve, tais como a criação da Companhia das Naus, da Lei das Sesmarias ou das muralhas de Lisboa e Porto apagam os efeitos nefastos da sua conduta e personalidade.
Um homem fraco e cobarde que se deixou enfeitiçar pela sedução e pela luxúria. Um novo Herodes que trocou o seu povo e o seu país pelos caprichos da sua mulher. Uma mulher, D. Leonor Teles, que usava a sensualidade como forma de domínio.
E todo um país, uma nação e centenas, senão mesmo milhares, de pessoas sofreram e deram a vida por causa das hesitações, dos disparates e das imprudências deste rei menor.
A escravidão do seu corpo e dos seus instintos era tal que chegou à loucura de matar uma criança recém-nascida, filha da D. Leonor e do amante desta, o Conde Andeiro.
Que a história não se repita e que o seu mau exemplo nos interpele a todos.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Batalha de Valverde
Foi a sua última grande batalha, tendo depois participado apenas em alguns combates mais localizados.
Mas esta batalha é diferente por várias razões.
Primeiro, porque se tratava a bem dizer de uma manobra de diversão. Enquanto o Rei D. João I se dirigia a norte para libertar algumas localidades ainda sob o jugo castelhano, S. Nuno Álvares vai em direcção à Extremadura castelhana numa manobra de diversão mas, ao mesmo tempo, de contra-ataque ou se quisermos de ataque como forma de defesa.
Assim se compreende que ele tenha querido fazer-se notar, tendo inclusive enviado um emissário aos senhores da zona a informar previamente que iria fazer essa incursão militar.
Depois porque, enquanto que na batalha dos Atoleiros e de Aljubarrota é S. Nuno que escolhe o local da batalha, aqui ele acaba por ser surpreendido por uma emboscada que lhe é feita quando as suas tropas iniciam a travessia do Guadiana.
Depois ainda porque sofreu muitas baixas (o próprio S. Nuno sofreu ferimentos), tudo levando a crer que iria perder a batalha, com a agravante de ter abandonado o local de batalha, a meio, para rezar (não sei bem como é que isto é possível, escapulir-se de uma batalha para ir rezar supostamente no meio de uns rochedos quando inclusive aquela zona da extremadura espanhola não me parece que seja montanhosa, mas sim relativamente plana).
Por fim, a sua vitória é um pouco batoteira já que, estando a perder a batalha, optou por atacar uma das frentes castelhanas, onde supostamente se encontrariam as bandeiras mais importantes, tendo o chefe dessa frente, o Mestre de Santiago, sido morto, ao cair do cavalo, o que terá provocado o desnorte das outras frentes que fugiram em debandada.
Segundo este vídeo, a batalha não se dá exactamente em Valverde de Mérida, mas sim entre a povoação de Don Alvaro e o rio Guadiana.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Regionalização
Se for para aumentar despesa pública sou contra
Como a regionalização implicará a criação de mais órgãos directivos, com respectivo staff, assessores, secretários, sub-secretários, etc. etc. etc. lógico é concluir o óbvio que, qualquer pessoa com um mínimo de bom senso, na perspectiva de Rui Rio, deverá ser sempre contra tal aberração.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
O Sem abrigo redimido
P.S.- Entretanto, aconteceu o que já se estava à espera que acontecesse. O pudim não perdoa...
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
domingo, 2 de janeiro de 2011
Os anéis de Nárnia
C.S.Lewis e J.R.R.Tolkien viveram ambos no início do Século XX, ambos participaram na 1ª Grande Guerra Mundial, assistaram aos horrores das trincheiras, da guerra e da morte (Lewis, inclusive, assistiu à morte do seu melhor amigo), assistiram depois ao sofrimento causado pela 2ª Grande Guerra, os bombardeamentos, as familias separadas. Que contributo poderiam estes dois professores universitários de Oxford dar ao mundo e às gerações vindouras para que tais crueldades, fruto da maldade humana, não se voltassem a repetir ?
Ambos criaram, então, dois mundos fantásticos, a terra média e Narnia que enriqueceram com elementos próprios do cristianismo, da idade média, das mitologias gregas e nórdicas e, claro, do mundo das fadas. Aslan (o equivalente ao Gandalf do Senhor dos Anéis) explica a razão de ser destes livros: “Foi por essa razão que vos trouxe até Nárnia, para que, conhecendo-me aqui por algum tempo, me pudessem conhecer melhor lá”. Por isso, para Lewis e Tolkien, os 3 livros da saga do Senhor dos Anéis e os 7 livros dos Contos de Nárnia têm um bilhete de regresso à realidade, não se esgotam apenas na sua leitura.
Muitos livros, estudos e até teses de doutoramento se fizeram sobre estas obras, os seus autores e a sua interligação entre si. Aqui gostaria apenas de focar dois aspectos que ambas têm em comum: O desafio à fragilidade humana e a actuação de acordo com as responsabilidades de cada um.
Em todas estas obras, os seus heróis, à excepção de Gandalf e Aslan, são pessoas com defeitos, falhas e fraquezas. No Senhor dos Anéis, Boromir após ter jurado fidelidade à Irmandade do Anel, num acto de loucura, tenta roubá-lo a Frodo; Theodian deixa-se enfeitiçar pelo seu conselheiro, transformando-se num débil e apático velho e o próprio Frodo, no final, soçobra à sedução do anel, traindo a confiança de todos os que deram a vida por ele. Por sua vez, nos contos de Nárnia, Edmund traí os irmãos e os seus amigos em troca da promessa de um reinado (já dizia a serpente no jardim do paraíso “Sereis como Deuses” e sempre a hipetrofia do eu como ponto de partida para o mal) e de uma caixinha de gostosas delicias turcas e, por causa disso, só o sacríficio de Aslan é que possibilita o seu resgate das mãos da Feiticeira do Gelo (o sacrifício dos inocentes tem o efeito contrário ao da morte, diz Aslan, com inequívoco paralelismo à paixão de Cristo).
Estas personagens, ao longo da narrativa, sofrem tentações e seduções, a atracção do regresso (no caso de Edmund), ou da entrada (no caso de Frodo) aos aparentes e imediatos prazeres proporcionados pelo mal. E aqui constata-se também uma característica própria dos contos de cavaleiros da idade média onde estes são testados, não só fisicamente, mas sobretudo moralmente, com ofertas de domínios e riquezas em troca da sua deserção. No 3º conto “A viagem do caminheiro da Alvorada”, à semelhança do que já acontecera no 2º, Edmund, através de alucinações e pesadelos, é novamente seduzido pela memória da Feiticeira do Gelo que reclama o regresso dos seus foros perdidos. No filme, inclusive, a luta final é feita não contra pessoas ou monstros, mas contra o fumo verde, subtil e penetrante da sedução do mal.
Por outro lado, estes livros fazem a apologia da assunção das responsabilidades de cada um, de acordo com o seu estado e as suas circunstâncias. Não fugir do destino, mas enfrentá-lo é o conselho que o pequeno Ripitchic dá a Estauce quando este decide desertar, no meio do início de uma batalha ou como diz Gandalf “Não nos cabe a nós escolher a época em que nascemos e sim fazer o que pudermos para a remendar”.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Hildegarda de Bingen
Falamos quase sempre de Espanha ou Itália como referências do catolicismo, mas esquecemos que países como a alemanha, desde há séculos, viviam e comungavam desse mesmo catolicismo.
O próprio Papa João Paulo II, na sua autobiografia, dizia ter ficado surpreendido quando, em Roma, se cruzou pela primeira vez com seminaristas alemães, porque a impressão que tinha desse país, pelo sofrimento causado nas duas grandes guerras não era positivo (ele não reconhece isto assim de forma tão expressa, mas está implícito nas suas palavras).
Ainda antes de Lutero ter reagido aos abusos dos clérigos com um cisma, na Alemanha católica há 1.000 anos atrás uma mulher ousou desafiar a hierarquia e a corrupção da Igreja católica, chamava-se Hildegarda de Bingen.
P.S.- Ainda sobre a Igreja Católica, este mês, se tudo correr bem, dar-se-à início à instalação do primeiro Ordinarato Católico-Anglicano, em Inglaterra, sendo que os primeiros passos já foram dados hoje mesmo. Assim, em Inglaterra, passarão a existir 3 Igrejas, a Anglicana, a Católica e este Ordinarato que será um misto das duas, mas com ligação a Roma.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
O que se poupa no farelo gasta-se na farinha
- Disseram-me que não podia apresentar um registo se não tivesse descarregado o meu próprio impresso da net em casa e não o trouxesse comigo.
A razão é simples: Têm ordens para poupar no tinteiro no papel e na impressora...
O que se poupa no farelo gasta-se na farinha...
Anestesiados
No meio de tanta apatia e delírio, sabe bem ver que ainda há gente com os pés bem assentes na terra.
Gru, o mal disposto ou a estupidez mais pura e dura

O filme é péssimo e mostra bem o que a sociedade de consumo tem para oferecer às crianças.
Associada à produtora norte-americana Universal, uma empresa do grupo mediático da NBS, este filme assenta numa história completamente cretina composta por personagens psicologicamente desequilibradas e socialmente desintegradas.
Na realidade, não há uma única personagem que escape. Todas as personagens não são mais do que o produto de patologias ou situações anómalas. Não há alguém que "normal", nem muito menos alguém que simbolize o bem ou mostre alguma ponta, por mínima que seja, de equilibrio.
O filme e as personagens são, pois, o produto de uma sociedade doente, profundamente doente com a agravante de tudo isto estar num filme e, ainda para mais, um filme supostamente para crianças.
A personagem principal, Gru, é um solteirão, com ar de psicopata adoentado, que viveu uma infância traumatizante dominada pela sua mãe, tem ao seu serviço um exército de seres meios defeituosos que o servem em regime de escravatura, depois há um banqueiro do mal, um inventor que inventa coisas más, um criminoso que rouba pirâmides no Egipto e nada lhe acontece. Sucedem-se situações onde o mal, os crimes, a ofensa à integridade física e ao património dos outros se sucedem (repito) sem que nada aconteça aos vilões que fazem tudo o que querem na mais total e absoluta das impunidades. Polícia, lei, ordem, equilibrio é coisa que o filme desconhece. Pelo contrário, todo o filme é uma apologia do faz o que te apetece que nada te acontece, numa cultura de desresponsabilização muito típica da sociedade pós-moderna dos nossos tempos.
E nem o final supostamente redentor atenua o pendor marcadamente anti-pedagógico e anti-social disseminado desde o primeiro ao último minuto deste filme pestilento.
Na versão original, chama-se “Despicable me” ( Algo parecido com “O eu desprezível”), o que, só por si, já diz muito da metafísica que lhe está subjacente.
P.S.- Não fui só eu que pensei assim. O meu filho não achou piada nenhuma ao filme e inclusive até queria sair no intervalo. Também não vi ninguém a rir. Penso que "estupefacção perante tanta estupidez" será talvez a melhor forma de exprimir a reacção do público infanto-juvenil (pelo menos da sessão em que estive).
sábado, 25 de dezembro de 2010
sábado, 18 de dezembro de 2010
Lisboa e castelos de Portugal e quejandos
E dois blogues, ambos do mesmo autor, um sobre Castelos de Portugal e outro sobre imóveis históricos, entre outros.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Jesus mora aqui
O meu filho que já sabe ler, ficou intrigado e perguntou-me se Jesus morava mesmo naquela casa.
Eu respondi que sim, que morava.
Diz o Evangelho Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.
Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?
E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos?
E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?
E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” (Mateus 35; 40)
Do novo riquismo e da classe média alta
Nas ruas da capital vêem-se, cada vez mais, carros de alta cilindrada e de luxo, alguns até com matriculas recentes.
Muitas lojas estavam a abarrotar e bons restaurantes completamente lotados.
Isto mostra que os ricos continuam mais ricos e os pobres mais pobres e significa também que alguém anda a receber salários chorudos ou a fazer negócios proveitosos.
Alguma coisa não bate bem...
No Natal, os milagres também acontecem
Tenho de partilhar com vocês o que hoje de manhã as minhas amigas M., A. e eu presenciámos na porta da clínica abortista dos Arcos.
Estávamos a acabar de chegar quando vimos um homem jovem a sair da clínica sozinho, o que aliás é um cenário habitual, saem sozinhos enquanto o bebé está a ser abortado e ficam cá fora a segurar a mala da companheira.
Só que este rapaz vinha lavado em lágrimas a soluçar,e fomos imediatamente falar com ele. Contou-nos ,desfeito, que a sua namorada estava lá dentro a abortar o filho de ambos, que ele queria muito ter esse filho, que tinha passado a semana a pedir-lhe que não abortasse, que ele iria cuidar muito bem da criança, mas ela era muito teimosa e não ia mudar de ideias. Ela já tem duas filhas de outro homem que está preso, e tinha acabado de ficar desempregada, e não havia nada que a demovesse.
Tanbém dizia que depois disto, com a morte do filho achava que não ia conseguir continuar com ela
Fomos-lhe dizendo aquilo que o Espirito Santo nos ia inspirando, que ainda estava a tempo de salvar o seu filho, que o filho também era dele e que só ele podia salvá.lo, que mesmo que estivesse na marquesa ele ainda podia impedi-la etc etc.
Ele disse que já não entrava alí, mas de repente pegou no telemóvel e ligou para ela, e ela ainda atendeu (ainda não estava anestesiada) disse-lhe "por favor não faças isso" e mais outras coisas que não ouvimos, e passados uns minutos ainda ele não tinha desligado o telefone vemo-lo com um olhar de grande felicidade a dizer o nome dela, era ela que estava a sair da clínica, vestindo apressadamente o casaco, veio a correr ter com ele e abraçaram-se apaixonadamente. DESISTIU! veio-se embora depois de já ir a caminho do bloco operatório.
Ainda por cima tanto ele como ela lindíssimos parecia mesmo um filme com actores à seria.
Eles os dois choravam felizes e nós as três lavadas em lágrimas também, sabem lá a nossa figura tipo "ai que coisa tão bonita", aquilo foi mesmo um quadro...
A rapariga tem óptimo aspecto e precisa dum emprego preferencialmente na zona de Santarem onde mora. Tem tambem como ele 31 anos, e 14 de experiência em estética, mas se não puder trabalhar neste ramo está disposta a qualquer coisa compatível com a sua gravidez. Tem o 9º ano completo.
Por favor se alguem souber de algo mandem-me para este mail a resposta. Ela está grávida de 6 semanas, embora tenha desistido, quanto antes a ajudarmos melhor, pois ainda está a tempo de mudar de ideias.
Muito obrigada por terem lido este e-mail
Com toda a Amizade
PPC
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Máquinas do tempo

Motor de busca dos arquivos municipais de Lisboa, contendo extensa documentação escrita e fotográfica sobre Lisboa
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Sobre o fim da democracia, tal como a conhecemos
1º) O Governo entrou em desvario orçamental, desconhecendo-se, até hoje, quais as razões do aumento excessivo do déficit até Outubro deste ano.
2º) A presença do FMI é indispensável e não deveria ser retardada. Os seus responsáveis são pessoas competentes e que conhecem bem a realidade portuguesa, com particular destaque para o ex-vice-presidente do PSD, o prof. António Borges.
Infelizmente, o governo PS nunca irá admitir a necessidade e a urgência desta intervenção porque isso seria sempre uma admissão tácita da sua incompetência e incapacidade para resolver os problemas do país.
O governo PS vai tentar arrastar até à última para depois vir dizer que o FMI teve de entrar em Portugal porque os mercados internacionais assim obrigaram, como se eles nada tivessem a ver com o assunto.
3º) Foi apresentado um estudo onde se verifica que nos últimos 20 anos, o aumento da despesa pública coincidiu com o período de eleições. E isto aconteceu inclusive nos governos de Cavaco Silva.
Esta constatação deveria levar-nos a uma outra que não vejo ninguém retirar
- a de que a democracia, tal como está configurada actualmente na nossa constituição, tem disfunções graves que conduzem o Estado e o país para o abismo.
Por isso, haveria que rever a constituição, aumentando o tempo dos mandatos, reduzindo o número de deputados e criar mecanismos que tornem mais dificil, em períodos pré-eleitorais, a realização de despesas pública por parte do governo e das autarquias locais (por ex. reforçando, nesse período, as condições de aprovação da despesa ou aumentando os poderos de controlo prévio do Tribunal de Contas).
Mas como não há coragem política para mudar seja o que for, continuamos a andar à deriva.
Ajuda a Igreja que sofre

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Excelente programa para Passos Coelho
Aqui
Os erros da Igreja Católica Portuguesa

Quanto ao clericalismo, a crítica foi feita na última visita ad limina dos Bispos portugueses a Roma. Aí o Papa chamou à atenção da Igreja Portuguesa para a importância do laicado. Esta situação contrasta com a mentalidade que ainda hoje perdura que vê a paróquia como um lugar de chegada e não como um lugar de partida.
Também a ideia, a meu ver, errada que considera que a paróquia, além das actividades religiosas, deve desenvolver outras actividades de cariz social ou educativo, como lares e creches. Para mim, isto apenas deve acontecer com carácter supletivo e a missão do pároco há de ser, em 1º lugar, atender os seus paroquianos nas suas necessidades espirituais e só residualmente em outras actividades que não tenham a ver directamente com o exercício do seu múnus espiritual. Por alguma razão, aliás, o Papa invocou S. João Batista Vianney, o cura d’Ars, como modelo no último ano sacerdotal, um padre de aldeia que gastava horas no confessionário, no acompanhamento e atendimento às pessoas e às suas dificuldades concretas.
O que o Papa pretende não são “ratos de sacristia”, mas sim cidadãos esclarecidos na sua fé e activos na sociedade. Diz Ratzinger “segundo se pensa, deve sempre haver uma actividade eclesial, deve-se falar da Igreja ou deve-se fazer qualquer coisa por ela. Mas um espelho que apenas reflecte o próprio não é um espelho. Pode acontecer que alguém exerça ininterruptamente actividades eclesiais e contudo não seja de facto um cristão” (O Papa Bento XVI. A Tornielli. Pág. 116).
Por outro lado, em Maio deste ano, no discurso aos Bispos Portugueses, o Papa Bento XVI chamou-os à atenção para o facto da mensagem da Igreja “ muito dificilmente (…) poderá tocar os corações graças a simples discursos ou apelos morais e menos ainda a genéricos apelos aos valores cristãos” .
E no ponto 59 da última Exortação Apostólica “Verbum Domini”, o Papa diz “Devem-se evitar tanto homilias genéricas e abstractas que ocultam a simplicidade da Palavra de Deus, como inúteis divagações que ameaçam atrair a atenção mais para o pregador do que para o coração da mensagem evangélica”
De facto, com todo o respeito, se olharmos para os discursos da maioria dos párocos ou mesmo dos senhores Bispos, nas suas homilias e discursos, vemos que há um apelo a lugares-comuns e frases feitas, tais como “fazer o bem”, “alcançar a paz”, “viver o amor” e outras que são completamente genéricas e vagas e nada nos dizem ou aconselham sobre as necessidades concretas do nosso dia a dia.
Há uma enorme falta de argumentos dedutivos que não se limitem a explicar ou a repetir as histórias bíblicas, mas, antes, partam do geral para o particular e desçam ao concreto, ao homem situado nas suas circunstâncias pessoais, familiares, profissionais e civicas.
Se as Igrejas cristãs, e em particular, a Igreja Católica Portuguesa em conjunto com a escola e as famílias renascessem com novo fôlego, certamente venceríamos esta crise e garantiríamos um futuro mais risonho para os nossos filhos.
Artigo publicado no mensário "Notícias de S.Brás", edição de Dezembro
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Morrer de pé como as árvores
sábado, 27 de novembro de 2010
Cidades pela Retoma

A convite do Movimento Cívico "Cidades pela Retoma", a Associação FARO 1540 vai organizar, em parceria com a Sociedade Recreativa Artística Farense, no dia 3 de Dezembro (6ª feira), pelas 21h30, no salão nobre dos "Os Artistas", sito Rua do Montepio, n.º 10 em Faro, uma conferência subordinada ao tema "Cidades pela Retoma: Competitividade e Território".
Num momento de particular dificuldade económica e financeira do país, pretende-se sensibilizar os poderes públicos (nacionais e locais) para a pertinência e oportunidade de reflectir sobre o papel das cidades na retoma económica.
Assim, pretende-se com esta iniciativa, desenvolver em Faro um fórum de debate que deverá mobilizar os cidadãos a participar num exercício de reflexão colectiva sobre o papel das cidades na actual fase de desenvolvimento do país, que vise identificar e avaliar os seus recursos com potencial para o desenvolvimento económico e social e ajudar a definir uma 'agenda local para a retoma'.
Para além de diversas associações farenses, estão já confirmadas as presenças do presidente da Câmara Municipal de Faro (Macário Correia), o Director do Instituto Superior de Engenharia da Universidade do Algarve (Ilídio Mestre) e o professor universitário e Comissario da Faro Capital Nacional da Cultura 2005 (António Rosa Mendes).
Esta conferência é de entrada livre e será antecedida pela projecção (21h30) de uma sátira ao actual sistema financeiro.
P.S.- Aqui divulgo esta iniciativa do meu amigo Bruno Lage, ex-presidente da JSD de Faro e dinâmico presidente da associação Faro 1540. Numa altura de enorme apatia e passividade e até pessimismo, é de registar a atitude positiva desta associação.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Metanóia
This is an insight
into my life
this is a strange flight
I'm taking
my true will
carries me along
This is a soul dance
embracing me
this is the first chance
to put things right
moving on
guided by the light
And the spirit of love
is rising within me
talking to you now
telling you clearly
the fire still burns
Wisdom of ages
rush over me
heighten my senses
enlighten me
lead me on
eternally
And the spirit of love
is rising within me
talking to you now
telling you clearly
the fire still burns
I'm talking to you now
the fire still burns
whatever you do now (you've got to give love)
the world still turns
I'm talking to you now.
Sócrates mentiu
Fonte: Página 1 RR
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Ingenuidades ou a culpa é da vontade
Um dos argumentos mais invocados pelos arautos da educação sexual reside na importância capital da informação.
Os jovens, se tiverem acesso, a informação sobre métodos contraceptivos, automaticamente, quase ipso facto evitarão todas e quaisquer DST's ou gravidezes indesejáveis, dizem.
Estes arautos esquecem (ou querem esquecer), porém, uma realidade básica da natureza humana; esquecem-se da letra da música do António Variações (ele bem sabia do que estava a falar) "A culpa é da vontade" , o busílis da questão está na educação para a vontade e o auto-controle.
E para educar para a vontade são precisas mais coisas do que umas quantas horas de educação sexual na escola...
Ingenuidades..
domingo, 21 de novembro de 2010
Sobre o Papa e os preservativos
Remeto para o texto integral da entrevista, nessa parte e também para o comentário aturado de Thomas Peters, aqui.
Destaco, no entanto, tal como já o fiz em 22 de Março de 2009, aqui mesmo e em 4 de Abril de 2009, também aqui, o péssimo serviço que o departamento de comunicação do Vaticano está a prestar à Igreja, com o tal senhor padre Lombardi à cabeça.
Não percebo como é que, com tantos jesuítas bons nesse ramo da comunicação, com tantos leigos bons nessa área, com particular destaque para os excelentes profissionais da comunicação que existem na Prelatura do Opus Dei ou no movimento da Comunhão e Libertação, o Papa Bento XVI foi logo escolher aquela equipa que vai somando disparates atrás de disparates.
Como diz o conhecido blogger norte-americano Thomas Peters:
"Where is the Vatican press office?
P.S.- Afinal eu tinha razão em relação ao gabinete de imprensa do Vaticano
sábado, 13 de novembro de 2010
Verbum Domini
Veja-se aqui qual a diferença entre Exortação Apostólica e Encíclica ou outros documentos pontifícios.
Sobre esta Exortação gostaria de destacar os seguintes pontos:
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Fórum TSF
Hoje, eu, na qualidade de representante da Plataforma Resistência Nacional, e mais cedo, a Alexandra Chumbo, na qualidade de presidente da Associação Família e Sociedade, participámos no Fórum TSF, a propósito da Implementação da Educação Sexual nas escolas.
Sobre a minha intervenção, apenas me esqueci de referir que uma das consequências que tem resultado da entrega da carta dos pais a comunicar a recusa dos seus filhos nas aulas de educação sexual tem sido que essas faltas são (e bem) consideradas como justificadas.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Revolução ou esperar bater no fundo ?
A crise económica e financeira que está a afectar a Europa e os Estados Unidos não auguram nada de bom. A Democracia, tal como está configurada nesses países, apresenta disfunções de funcionamento que degeneraram em crise social e económica.
No caso de Portugal, anteve-se o fim da III República- Uma República onde o nível de vida subiu, em simultâneo com a o aumento das dívidas das famílias e do Estado para agora termos de retroceder nos hábitos do novo riquismo e do esbanjamento de recursos. As pessoas, os caciques e os parasitas do sistema resistem porque não querem perder privilégios. A III República fracassou na Justiça e na Educação, onde imperam a desordem e a bandalheira, o laxismo e a ausência do sentido de responsabilidade; fracassou na regulação dos media que dominam o nosso espírito e criam cidadãos frouxos, pusilânimes e sem reação. À excepção de Cavaco Silva ou Mário Soares, os partidos políticos não souberam captar pessoas com espírito lúcido que aliem a prudência à competência. Os líderes que tivemos ou vamos tendo ou têm marketing politico a mais e competência a menos ou têm competência, mas sofrem de má imagem mediática. Nos Estados Unidos, as pessoas acordam do sonho Obama e vêem que, afinal, tudo foi um logro, o espelho de uma esquerda demagógica que gosta de vender ilusões e mentiras, à semelhança do que se passa aqui, com o PS de Sócrates.
Para dar um murro na mesa, não basta as coisas estarem mal, é necessário que exista reação, mas como a esmagadora maioria da população está adormecida e preocupada apenas com o seu umbigo e o pagamento das despesas do fim do mês não há condições para revoluções. Por isso, só haverá reação quando se entrar no colapso. Para lá caminhamos. É só uma questão de tempo. Nessa altura, teremos, então, que reagir. Terá de haver, então, uma ruptura ou por via militar ou por via popular. Haverá que recorrer a um colégio de notáveis que não esteja dependente dos caciquismos de partido ou de oportunismos de grupos de pressão. As medidas a adoptar exigirão cortes radicais e alterações do estilo de vida pessoal, mas também a nível global. É que não bastará a reação dos povos, terá de haver também uma reação ao nível da União Europeia e dos G-7. E, para que isso aconteça, terá que se bater mesmo, mesmo no fundo. Temos que esperar que este Estado em coma, morra de vez.
Ter-se-à, então, que procurar novos modelos de desenvolvimento, sendo certo que, neste momento, o modelo que, em termos práticos, demonstra maior eficácia e poderio é o chinés- um sistema baseado num estado fortemente centralizado e autoritário, com uma fraca assunção dos direitos sociais e políticos e onde se aproveita o elevado número populacional em favor da dinamização da economia.
Teremos, então, que escolher entre o caos, a revolução, um novo D.Sebastião ou o novo modelo do tipo chinês .
Artigo publicado na edição de Novembro do jornal regional "Notícias de S.Brás"
A neutralidade
Dante Alighieri (1265-1321)
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Do escondido
.... e agora veja-se esta notícia de hoje do Público
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Contra a obrigatoriedade da educação sexual nas escolas
Outros pais (talvez minoritários, mas existem) ligam muito à educação dos seus filhos e também à sua educação sexual.
Estes pais querem ser protagonistas da educação dos filhos e, por isso, não querem que os seus filhos sejam tratados da mesma forma que o são os filhos dos pais que não ligam à educação dos seus filhos.
Por isso, o Estado tem de respeitar o direito e a liberdade de educação deste segundo grupo de pais.
Daí surgiu a Plataforma Resistência Nacional da qual faço parte e cuja apresentação aqui deixo, nas palavras de António Pinheiro Torres, advogado, ex-deputado e actual membro da direcção da Federação Portuguesa pela Vida.

