Os homens são a coisa mais fantástica que há à face da terra. Mas, por vezes, são umas autênticas mulas porque metem argolada e depois disso, metem argolada outra vez. O grande mal do homem não está na falta de inteligência, está na falta de vontade que se deixa seduzir por essa coisinha doce e melosa, como um pudim. E quando assim é, o homem torna-se naquilo pelo qual se deixa seduzir- um pudim que qualquer colher esquarteja e leva à boca até desaparecer. Perceberam?
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Portugal: pobres na gestão
Este é um dos grandes
problemas, senão o MAIOR dos problemas do nosso país:
- A ausência ou
insuficiente formação dos nossos gestores, o que traz graves consequências para
3ºs, incluindo Finanças, Segurança Social, trabalhadores, fornecedores,
clientes e, claro, os próprios gestores.
Seria importante que,
desde a escola, se ensinassem regras de gestão, gestão do risco, estratégia,
etc., etc. ...
Os professores de gestão ficam muito zangados quando constatam que "qualquer um" abre uma empresa ou (pior) gere uma grande empresa sem ter (e/ou aplicar) os necessários conhecimentos técnicos que estão, desde há muito tempo, identificados.
Os professores de gestão ficam muito zangados quando constatam que "qualquer um" abre uma empresa ou (pior) gere uma grande empresa sem ter (e/ou aplicar) os necessários conhecimentos técnicos que estão, desde há muito tempo, identificados.
O único que vi a falar sobre isto foi António Carrapatoso, ex-presidente
da Vodafone.
Tudo o resto (sobretudo os socialistas), só falam na importância do betão...
Tudo o resto (sobretudo os socialistas), só falam na importância do betão...
Portugal vai ter uma grande dificuldade em sair da crise e em aumentar a
competitividade externa porque o sector público tem "constrangimentos agudos nas
suas competências de gestão" e os sectores exportadores vão no mesmo caminho,
estando aparentemente capturados num ciclo vicioso de falta de investimento e de
qualificações na área da gestão.
~O representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Lisboa, Albert
Jaeger, foi a Madrid explicar por que razão é tão difícil a reabilitação
económica de Portugal, mesmo depois da aplicação de um programa de ajustamento
que durou três anos. Desta vez, o diagnóstico foi centrado na falta de
competências da gestão nacional.
Na apresentação que fez na escola de gestão IE Business School no passado dia
14, Jaeger, o economista austríaco que ocupa o lugar de residente permanente do
FMI em Portugal, tentou responder à pergunta "Por que é tão difícil melhorar a
competitividade externa?"
A resposta veio em quatro pontos. As ferramentas de política ao dispor do
país são "limitadas", começou por dizer.
Fonte:DN
Veja a apresentação aqui
sábado, 22 de novembro de 2014
domingo, 9 de novembro de 2014
Divergente ou o desafio da educação
Nos
últimos tempos, têm surgido alguns filmes sobre adolescentes heróis e
determinados que procuram ser um pouco o contraste daquilo que muitos
adolescentes são na realidade. Estou-me a lembrar da série “Twilight”
ou dos “Jogos da Fome”, todos com sequelas ou ainda do recente “The
Giver”.
Há poucos meses atrás
foi lançado mais um filme deste género, baseado nos livros de Veronica Roth – “Divergente”.
A história deste filme fala-nos de um futuro onde as pessoas são, desde a
adolescência, divididas em grupos de acordo com as suas características. Porém,
existem pessoas que têm um pouco de cada um desses grupos, os chamados
“divergentes” que põem em causa a harmonia do sistema e devem, por isso, ser
eliminados.
Esta história faz-nos
lembrar as várias personalidades de Fernando Pessoa e dos seus heterónimos e do
facto de, todos nós, em momentos diferentes da nossa vida (às vezes, até do
próprio dia), assumirmos, por vezes, personalidades e modos de comportamento
diferentes ou até antagónicos.
O filme “Divergente”
foi um sucesso de bilheteira, mas uma das criticas que lhe fizeram foi o facto
do realizador ter investido um tempo excessivo na parte da preparação da
heroína Tris dentro do grupo dos “Intrépidos” (defensores da cidade) em que se
integrou. É que, após uma introdução acerca do contexto do filme, a maior parte
do tempo é gasto a mostrar os treinos, exercícios e testes a que a heroína e
outros iniciados desse grupo se sujeitam, sendo que a acção do filme acaba por
se dar apenas nos últimos 15/20 minutos.
Achei interessante que o
realizador tivesse colocado o assento tónico da questão da preparação e da
formação da heroína, dentro de um grupo onde se cultiva a virtude da “audácia”
numa dupla vertente, a física e a mental. Na física, pretende-se que o corpo
esteja preparado para lidar com condições difíceis, onde o músculo, a perícia e
a destreza sejam apuradas. Na mental, pretende-se sobretudo lidar com os
próprios medos e superá-los com mestria e coragem. Em ambas é o esforço, a
força de vontade e o sacrifício que fazem com que Tris prossiga e não seja
eliminada, apesar das suas limitações iniciais. A acção (violenta e alucinante)
só vem depois desta prepração.
A questão da preparação,
do treino e da educação é muito importante, não só a preparação física e
teórica, mas sobretudo a formação mental. Parece que poucas pessoas se
aperceberam ainda que a vida é um enorme campo de batalha onde, progressivamente,
somos confrontados com desafios ao nível pessoal, familiar, económico, social e
profissional. Quem não está preparado será facilmente trucidado e andará aos
caídos, sem rumo e sem competências pessoais e sociais que lhes permitam
singrar na vida. Outros há, poucos, que mesmo sem preparação conseguem vencer
ou sobreviver. Uma educação permissiva, frouxa e flácida dá-nos uma juventude
mole, sem resiliência e um país sem futuro.
Por tudo isto (e este
filme recorda-nos isso), é muito importante apostar na educação integral dos
mais novos que passe também por sujeitá-los a condições exigentes de auto-controlo,
de confronto com as frustrações exógenas ou endógenas e, sobretudo, de
superação dos próprios medos e fantasmas, mas sempre segundo ideais de
altruísmo e positividade. E este treino tem de se prolongar pela vida fora.
É uma questão de
sobrevivência não só pessoal, mas da própria espécie.
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
1 milhão para pagar mudança de sexo enquanto pais passam dificuldades
Diz o Correio da Manhã que o Estado Português já gastou um milhão de euros em operações de mudança de sexo.
O Estado Português já gastou 1 milhão de Euros a pagar a mudança de sexo de 26 portugueses, enquanto há pais a passarem dificuldades e a quem lhes está a ser retirado o RSI, não têm fraldas nem comida para os seus bébés
Uma mulher casou com outra que estava em fase terminal poucos dias antes da sua morte para poder ficar com a sua herança e ficar com a pensão de sobrevivência a que o “esposo” tem direito, o que conseguiu.
Já para não falar nas mulheres que repetem abortos uns... atrás dos outros, descurando o planeamento familiar, tudo pago pelos contribuintes e sem terem que pagar qualquer taxa moderadora
Qual o custo para os portugueses e para o Orçamento de Estado da agenda fracturante que o Bloco de Esquerda tem vindo a impor ao país ?
Que mundo louco é este !?
sábado, 18 de outubro de 2014
A luz que de noite resplandece
A declaração final de hoje do Sínodo Extraordinário dos Bispos mais parece um poema do que uma proclamação de dogmas ou teorias.
Gostei, em particular, deste excerto:
«Existe, contudo, também a luz que de noite resplandece atrás das janelas nas casas das cidades, nas modestas residências de periferia ou nos povoados e até mesmos nas cabanas: ela brilha e aquece os corpos e almas.
Esta luz, na vida nupcial dos cônjuges, acende-se com o encontro: é um dom, uma graça que se exp...ressa – como diz o Livro do Génesis (2,18) – quando os dois vultos estão um diante o outro, numa “ajuda correspondente”, isto é, igual e recíproca.
O amor do homem e da mulher ensina-nos que cada um dos dois tem necessidade do outro para ser si mesmo, mesmo permanecendo diferente ao outro na sua identidade, que se abre e se revela no dom mútuo.
É isto que manifesta em modo sugestivo a mulher do Cântico dos Cânticos: “O meu amado é para mim e eu sou sua...eu sou do meu amado e meu amado é meu”, (Cnt 2,16; 6,3).»
O amor do homem e da mulher ensina-nos que cada um dos dois tem necessidade do outro para ser si mesmo, mesmo permanecendo diferente ao outro na sua identidade, que se abre e se revela no dom mútuo.
É isto que manifesta em modo sugestivo a mulher do Cântico dos Cânticos: “O meu amado é para mim e eu sou sua...eu sou do meu amado e meu amado é meu”, (Cnt 2,16; 6,3).»
domingo, 7 de setembro de 2014
Beatificação de D. Álvaro del Portillo
Já em
Julho do ano passado eu falava sobre as atrocidades que estavam a ser cometidas
na Síria pelos extremistas islâmicos e, agora, o mundo e a ONU assistem
atónitos, mas impávidos e serenos, a novas aberrações que têm por base a
violação grosseira do princípio da liberdade religiosa.
Mas,
se pensarmos um pouco, vemos que já no século XX estas situações ocorreram não
só na ex-Jugoslávia e nas 2 grandes guerrras mundiais, mas bem perto de nós,
mesmo aqui ao lado em Espanha, com a sua guerra civil fratricida.
E foi
nesse contexto que viveu o jovem Álvaro del Portillo, um estudante que, no meio
de tanto ódio e da miséria humana e material que se vivia em Espanha nos anos
30 optou pelo apoio aos mais necessitados, sem deixar de lado o seu curso de
Engenharia Civil, rodoviária e de caminhos.
No
meio deste terror, Álvaro integrou-se nas Conferências de S.Vicente de Paulo,
em conjunto com outros jovens, onde atendia famílias pobres que viviam em
barracas nos subúrbios de Madrid, levando alimentos, remédios e dando
catequese. Álvaro tinha essa sensibilidade social que nos nossos dias as
pessoas parecem ter perdido em absoluto. Um dos seus companheiros vicentino
recorda-o, levando ao colo pelas ruas de Madrid uma criança que encontrou e que
tinha ficado abandonada devido à guerra. Não descansou enquanto não conseguiu
entregar a criança ao cuidado de uma Casa de Religiosas que o acolheu.
Álvaro
sabia também que, por vezes, mais gráve do que a pobreza material, é a falta de
formação humana e, por isso, não temeu em dar catequese apesar do ambiente
anti-clerical da época. Um dia, ele e outros catequistas sofreram uma emboscada
por um grupo, tendo levado uma forte pancada na cabeça com uma chave inglesa de
grandes dimensões. Por sorte, conseguiu fugir para uma carruagem que, por essa
altura, passava e cuja porta se estava a fechar. Porém, o atendimento médico
que lhe deram foi deficiente e a ferida na cabeça manteve-se infectada por
algum tempo e, ao longo da vida, continuou a sentir fortes dores de cabeça
devido a esse triste episódio.
Também
devido às suas atividades sociais de cariz católico acabou por ser preso e o
guarda, várias vezes, lhe apontava a arma à cabeça dizendo que, por ter óculos,
devia certamente ser padre e, por isso, o iria matar já ali. Numa outra
ocasião, devido a uma reação que desagradou um dos milicianos assistiu à
execução sumária, à queima-roupa, de um dos seus companheiros de cárcere.
Após
a guerra civil, ordenou-se sacerdote e, em conjunto com S.José Maria Escrivá
dedicou-se, até ao fim da vida, a promover a ideia nova do viver a vocação
cristã no meio dos afazeres e minudências do quotidiano, ajudando a fundar
vários centros de formação social, desportiva e educativa pelo mundo fora.
Também contribuíu para o espírito novo do Concilio Vaticano II, tendo nele participado
como consultor. Entusiasmado com o significado da palavra swahili “harambee”
que significa o grito dos pescadores quando, todos juntos, puxam as redes para
a praia, inspirou a criação da associação “Harambee” de apoio a projetos sociais
e educativos em África.
Nos
inícios dos anos 90 tive a sorte de o conhecer pessoalmente e chamou-me a
atenção a sua bondade e mansidão (à semelhança do nosso saudoso Padre Júlio
Tropa), o seu sorriso permanente e autêntico e também o facto de estar sempre a
falar do “Amor de Deus”, algo cujo conhecimento
e sentido nem sempre está ao nosso alcance.
No
noite após o regresso de uma peregrinação à Terra Santa veio a falecer, tendo o
próprio Papa S.João Paulo II se
deslocado pessoalmente para rezar ante os seus restos mortais. No próximo dia 27
de Setembro de 2014, será exaltado em Madrid como modelo de virtudes e
santidade.
No
meio deste horror que nos entra pela casa (Ébola, Ucrânia, Gaza, Síria e
Iraque) aqui fica um exemplo do que a raça humana também é capaz de fazer de
melhor.
Miguel
Reis Cunha
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
O coração dos fetos de 7 semanas e que são mortos em Portugal à luz da "lei"
O coração de um feto a bater com 7 semanas de gestação.
De acordo com a lei portuguesa até às 10 semanas de gestação qualquer destes fetos pode ser eliminado.
Como facilmente se depreende o corpo da mulher não tem 2 corações a bater, logo um feto, ainda que alojado no interior de uma mulher, não faz parte integrante desse mesmo corpo, até porque quando saí do corpo da mulher grávida, esta não perde nenhuma parte desse seu corpo, mantendo-o na íntegra.
Só quem nem quer ver o que a própria ciência nos diz, é que pode defender que não estamos perante 2 seres humanos distintos, o da mãe e o do seu filho.
De acordo com a lei portuguesa até às 10 semanas de gestação qualquer destes fetos pode ser eliminado.
Como facilmente se depreende o corpo da mulher não tem 2 corações a bater, logo um feto, ainda que alojado no interior de uma mulher, não faz parte integrante desse mesmo corpo, até porque quando saí do corpo da mulher grávida, esta não perde nenhuma parte desse seu corpo, mantendo-o na íntegra.
Só quem nem quer ver o que a própria ciência nos diz, é que pode defender que não estamos perante 2 seres humanos distintos, o da mãe e o do seu filho.
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Estar-se a "marimbar"
No atual
contexto de crise que ainda vivemos, aqui no Algarve (e provavelmente em outras
zonas do país) é chocante ver a quantidade de gente que se está a completamente
a "marimbar" para quem
passa mal.
Não falo
só do abandono de idosos nos lares, sem visitas e sem que alguém da sua família
mostre interesse e carinho. Falo também do alheamento da esmagadora maioria das
pessoas, em particular, daquelas que, fruto do seu trabalho ou de heranças, têm
mais possibilidades financeiras e mais poderiam ajudar quem mais sofre com o
desemprego, a falta de comida para alimentar os filhos, de dinheiro para pagar rendas,
a água, luz, uma botija de gás, etc.”O
que é que interessa!” pensam aqueles a quem vida corre bem.
Não têm
nada a ver com isso! Cada um que saiba de si! O Estado que se endivide mais
para lhes dar subsídios e apoios! Uma parte da população são autênticos
monstros indiferentes que só se preocupam com o seu umbiguinho, as suas
viagens, o seu bem estar, os seus programinhas e o resto é lá com eles.
É engraçado que muitas
histórias de heróis e grandes façanhas, verdadeiras ou de ficção, começam
com um dilema moral. Falam-nos de pessoas normais, objectivamente sem grandes
meios humanos ou materiais que, a dada altura são "importunadas" por
alguém com quem se cruzam e alguém que os despertam para desafios e realidades
que até aí lhes eram completamente alheias. E estando numa situação acomodada,
aburguesada, com projetos de bem estar e conforto são abanadas e atraídas a sair
da sua concha. Alguém lhes atira um balde de água fria à cara e lhes pede que
compliquem a sua vida, deixem de olhar só para o seu umbigo, os seus bens e os
seus programas para se meterem em assuntos e pessoas que nada têm a ver com a
sua vida: gente que não é da sua familia, nem sequer sua amiga ou do seu país
ou região; gente que, pelas mais variadas razões, são oprimidas, passam mal e
são vítimas de injustiça.
E este dilema moral está lá sempre presente: “borrifo-me ou preocupo-me” ?
Estou-me a lembrar dos Alentejanos que, em 1384, D.Nuno
Alvares Pereira desesperadamente tentava convencer a participar na futura (e
aparentemente suicida) batalha de Atoleiros, tendo inclusive apanhado alguns a
meio da noite a desertar.
Estou-me a lembrar de Bilbo Baggins e do seu sobrinho
Frodo que resistiram ao apelo de Gandalf e dos anões para viajarem a terras
distantes e desconhecidas, quebrando o aparente ciclo de felicidade do Shire
onde estavam comodamente instalados.
Estou-me a lembrar da estudante universitária norte
americana Jean Donovan que, desafiada pelo capelão da sua Universidade,
lançou-se no interior de El Salvador, acabando assassinada, em 1980, de forma
brutal e que antes de partir para a América do Sul, perguntava-se a si mesmo “Porque é que eu não posso ser apenas uma
insignificante dona de casa dos subúrbios ?”
Estou-me a lembrar do sr Scrooge do “Conto de Natal” de Charles Dickens, o
milionário ávaro, mal disposto contra o mundo e contra todos.
Infelizmente o que se vê à nossa roda, é a esmagadora
maioria das pessoas metidas em si mesmas e nas suas coisas, querendo gozar tudo
o que de bom a vida tem para dar, encolhendo apenas os braços pela má sorte de
outras pessoas menos afortunadas. Alguns parece que querem levar o dinheiro
para a cova. São casos quase patológicos.
Como diz o Papa Francisco "Ninguém deveria dizer que se mantém longe dos pobres,
porque as suas opções de vida implicam prestar mais atenção a outras
incumbências. Esta é uma desculpa frequente nos ambientes académicos,
empresariais ou profissionais, e até mesmo eclesiais () Ninguém se pode sentir
demitido da preocupação pelos pobres e pela justiça social” “Evangelii Gaudium
201”.
Menos indiferença, menos
alheamento! Quem mais tem, tem que se sentir responsabilizado !
sábado, 12 de julho de 2014
Sócrates, o piloto suícida
Por Daniel Bessa
"O engenheiro Sócrates é muito responsabilizado, e não há ninguém que o responsabilize mais do que eu, mas eu vejo-o como aquele egípcio que tomou os comandos do Boeing que se precipitou sobre as Torres Gémeas", comparou Daniel Bessa.
(....)
Daniel Bessa disse que "já o Boeing ia a caminho das Torres Gémeas e ele [José Sócrates], no cumprimento de um guião qualquer, sentou-se ao comando, acelerou quanto pôde e, connosco lá dentro, enfiou-se contra as Tores Gémeas". "É um destino, não tem nada de mal, cada um cumpre a sua função na vida e portanto ficará para a história por isso. ".
segunda-feira, 30 de junho de 2014
domingo, 18 de maio de 2014
terça-feira, 6 de maio de 2014
Os políticos indiferentes
"No mesmo dia, a CPCJ de Santarém dá a conhecer a necessidade urgente de uma "valência de apoio familiar e aconselhamento parental" para estudar e prevenir situações de risco e apoiar os jovens e as famílias, para quebrar um ciclo de repetição de comportamentos e de situações disfuncionais. Também na semana passada, num semanário nacional, Luís Cabral publica um artigo intitulado “De pequenino se ...torce o destino” em que, ao analisar a eficácia dos investimentos em matéria de política educativa, chama a atenção para a inultrapassável necessidade de trabalhar as famílias e com as famílias para promover o desenvolvimento sadio e o bem-estar das crianças.
(...) Em Portugal, não há uma visão integrada de intervenção na área da infância e da família, e como tal, não há visão estratégica nem planos de intervenção a prazo que garantam uma acção consistente de promoção do bem-estar e do desenvolvimento das crianças, apesar de dispormos de um quadro legal recente que o permitiria. A ausência de projecto e de vontade política nesta área, para além de representar uma violação dos direitos das crianças, compromete o seu e o nosso futuro".
Maria do Rosário Carneiro Página 1 de 6/05/2014
Bom artigo de Maria do Rosário Carneiro que chama à atenção para a necessidade de acompanhamento quase permanente das famílias em situação de exclusão social.
Verifica-se em muitas delas uma carência gritante de competências básicas e sociais que as tornam incapazes (a si e aos seus filhos) de sair do poço.
O CPCJ, o sistema de Segurança Social, Educativo e Judicial funcionam apenas como um "apaga-fogos" só atuando em casos de produção de efeitos ou risco iminente.
Esquece-se a formação, a monitorização, a integração, por exemplo, das crianças em ocupações dos tempos livres saudáveis.
As famílias em exclusão social encontram-se social e fisicamente imobilizadas e, na sua maioria, "fisicamente imobilizadas" mesmo do ponto de vista literal, sem possibilidade de transportar os seus filhos para uma escola melhor, sem a possibilidade de se deslocarem à praia, sem a possibilidade de irem a uma entrevista de emprego, sem a possibilidade de irem a uma consulta, etc.etc. Isto são coisas que acontecem no dia a dia.
Bastava uma carrinha de 9 lugares para fazer muitas famílias saírem do poço da pobreza, do insucesso escolar, do desemprego e da exclusão social.
Enquanto o futuro do país vai-se hipotecando com famílias incapazes e jovens desmotivados, sem habilitações e competências para enfrentar o seu devir, os senhores deputados do PS e do PSD estão muito ocupados a legislar sobre....barrigas de aluguer.
domingo, 16 de março de 2014
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
A importância de mais uma hora de sono
Muitos estudos têm sido feitos para comprovar a importância de uma noite bem dormida e os perigos da sua ausência.
O que o investigador britânico Michael Mosley quis agora avaliar foi se apenas uma hora a mais de sono teria algum impacto na saúde.
Para isso, sete voluntários submeteram-se a vários exames no Centro para a Investigação do Sono, da Universidade de Surrey, em Inglaterra.
Divididos em dois grupos, um dormiu seis horas e meia por noite e o outro sete horas e meia. Uma semana depois, fizeram análises e trocaram: o grupo que dormira menos ganhou uma hora de sono e o outro, o contrário.
Concluída a experiência de duas semanas, testes de computador revelaram que a maioria tinha dificuldades em executar tarefas que implicassem agilidade mental quando dormia menos.
Mas as análises sanguíneas revelaram os resultados mais surpreendentes:
Uma hora de sono a menos afeta cerca de 500 genes.
Quando os voluntários passaram de sete horas e meia para seis horas e meia, os genes associados a processos como inflamação, resposta imunitária e resposta ao stress tornaram-se mais ativos.
O mesmo aconteceu com genes ligados à diabetes e ao risco de cancro. Quando os voluntários passaram a dormir mais uma hora, aconteceu o inverso.
Os investigadores envolvidos nesta experiência alertam, por isso, que uma pequena mudança nos hábitos de sono, para, pelo menos, sete horas, pode tornar-nos mais saudáveis.
Ler mais: http://visao.sapo.pt/a-importancia-de-uma-simples-hora-de-sono-a-mais=f767436#ixzz2rzpR0zM6
domingo, 12 de janeiro de 2014
Os perigos das noites mal dormidas
Os compromissos profissionais, o stress e os problemas pessoais são muitas vezes apontados como causas para a privação de sono. No entanto, embora os sinais de exaustão desapareçam depois de um sono reparador, algumas as sequelas ficam.
Conheça aqui os riscos que corre e analise a qualidade do seu sono através de um teste da Associação Portuguesa do Sono.
Ler mais: http://visao.sapo.pt/os-perigos-para-a-saude-das-noites-mal-dormidas=f764658#ixzz2qCltvbsw
Conheça aqui os riscos que corre e analise a qualidade do seu sono através de um teste da Associação Portuguesa do Sono.
Uma noite sem dormir (o suficiente, pelo menos):
- Mais fome
- Mais predisposto a ter um acidente
- Menos sociável
- Menos bonito
- Sistema imunitário enfraquecido
- Perda de tecido cerebral
- Concentração e memória afetadas
- Diminuição do apetite sexual
Várias noites com descanso deficitário:
- Aumento do risco de se tornar obeso
- Aumento do risco de contrair alguns tipos de cancro
- Risco de ter diabetes aumenta
- Aumento do risco de doenças cardíacas
- Contagem de esperma diminui
- Saúde da pele prejudicada
- Depressão
Ler mais: http://visao.sapo.pt/os-perigos-para-a-saude-das-noites-mal-dormidas=f764658#ixzz2qCltvbsw
domingo, 29 de dezembro de 2013
domingo, 22 de dezembro de 2013
sábado, 23 de novembro de 2013
Os ciganos
O recente episódio da criança
supostamente raptada por uma família de ciganos gregos veio, de novo, relançar,
agora a nível mundial, o problema dos ciganos e da sua integração ou
desintegração nas comunidades envolventes. O jornal “The New York Times”, no passado dia 19 de Outubro, fez uma
reportagem sobre esta questão num artigo polémico intitulado “Os ciganos são
primitivos ou só pobres” (“Are the Roma Primitive or Just Poor?”). O
artigo começa por narrar episódios onde ciganos surgem como criminosos,
ladrões, manipuladores de crianças e, até, como raptores e questiona se alguma
vez se conseguirão integrar na sociedade ocidental.
Se fizermos um inquérito em Portugal
ou em S.Brás de Alportel sobre o que os cidadãos pensam dos ciganos, não haverá dúvidas que as
respostas serão maioritariamente negativas. E tal sucede não só por uma questão
de discriminação racial mas sobretudo por episódios concretos onde todos
directa ou indirectamente já se viram envolvidos ou tiveram conhecimento. A
ideia generalizada é que os ciganos, com origem na India e actualmente
estimados em cerca de 11 milhões, são um
povo que não gosta de trabalhar e vive da burla e da apropriação do património
de terceiros, através de pedinchice, burlas, mentiras e até roubos. Em Portugal,
entre outras, acusa-se este povo de recorrer abusiva, reiterada e deliberadamente
ao rendimento social de inserção, além do roubo de metais ou alfarrobas. Isto
entre muitas outras coisas.
Tem-se
também a ideia que as crianças ciganas não frequentam a escola ou, se o fazem,
têm um aproveitamento muito baixo, que muitos ciganos passam o dia sem fazer
nada e que se esforçam com vista à sua inclusão profissional ou económica e
ainda que a maioria não cuida da sua higiene pessoal. Também é certo que algumas
das tradições ancestrais do povo cigano não ajudam à sua integração social e
económica. No outro dia, um cigano pedía-me uma esmola para si e para a sua
família numerosa e dizia-me que, por o seu pai ter morrido, não podia trabalhar
durante cerca de 2 anos até completar o seu luto, o que, em tempos de crise,
não deixa de chocar.
Porém,
penso que não devemos tomar o todo pelas partes. Há muitos ciganos que,
mantendo o respeito pelas suas tradições, estão relativamente bem integrados,
têm uma apresentação e higiene bastante razoável, senão mesmo,normal e vivem do
seu trabalho honesto. O problema é que fica-se com a ideia que estes são apenas
a excepção que confirma a regra.
Mas, se olharmos com melhor atenção,
podemos concluir também que alguns dos hábitos do povo cigano são claramente um
contributo para a actual sociedade decadente dos nossos dias. Destes
contributos, destaco 3: (1) O seu conceito de família, sólido, onde há uma
inter-ajuda e sentido de unidade quer no interior da família, quer entre famílias
(V.g. Quando alguém nasce, vai a família toda para o hospital; quando alguém
morre, toda a família vai e fica no cemitério, por vezes, durante vários dias;
quando alguém é julgado ou preso, toda a família está presente para mostrar a
sua solidariedade). Isto pode ser um grande exemplo para a nossa sociedade que
abandona idosos em lares e onde as taxas de divórcio se mantêm altas. (2) A sua
relação descomplexada com a natureza e o desprendimento de luxos e bens de
segunda e terceira necessidade. Por fim, (3) o respeito pelas tradições,
simbolos de um passado que se torna presente e que tem por quase sagrado o
papel e a função dos antepassados e ascendentes. Também isto se perdeu por
completo na cultura ocidental onde tudo é relativo e opinativo e perdeu-se
completamente o sentido da memória.
Acredito, pois, na integração entre a comunidade
cigana e a sociedade onde se insere e penso que S.Brás de Alportel é um bom
exemplo dessa integração, mas também reconheço que ainda muito caminho a
percorrer e cada um tem que respeitar e inevitavelmente adaptar-se um pouco ao
outro.
O meu artigo de Novembro do mensário "Notícias de S.Brás" Miguel Reis Cunha
O meu artigo de Novembro do mensário "Notícias de S.Brás" Miguel Reis Cunha
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