Os homens são a coisa mais fantástica que há à face da terra. Mas, por vezes, são umas autênticas mulas porque metem argolada e depois disso, metem argolada outra vez. O grande mal do homem não está na falta de inteligência, está na falta de vontade que se deixa seduzir por essa coisinha doce e melosa, como um pudim. E quando assim é, o homem torna-se naquilo pelo qual se deixa seduzir- um pudim que qualquer colher esquarteja e leva à boca até desaparecer. Perceberam?
domingo, 16 de março de 2014
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
A importância de mais uma hora de sono
Muitos estudos têm sido feitos para comprovar a importância de uma noite bem dormida e os perigos da sua ausência.
O que o investigador britânico Michael Mosley quis agora avaliar foi se apenas uma hora a mais de sono teria algum impacto na saúde.
Para isso, sete voluntários submeteram-se a vários exames no Centro para a Investigação do Sono, da Universidade de Surrey, em Inglaterra.
Divididos em dois grupos, um dormiu seis horas e meia por noite e o outro sete horas e meia. Uma semana depois, fizeram análises e trocaram: o grupo que dormira menos ganhou uma hora de sono e o outro, o contrário.
Concluída a experiência de duas semanas, testes de computador revelaram que a maioria tinha dificuldades em executar tarefas que implicassem agilidade mental quando dormia menos.
Mas as análises sanguíneas revelaram os resultados mais surpreendentes:
Uma hora de sono a menos afeta cerca de 500 genes.
Quando os voluntários passaram de sete horas e meia para seis horas e meia, os genes associados a processos como inflamação, resposta imunitária e resposta ao stress tornaram-se mais ativos.
O mesmo aconteceu com genes ligados à diabetes e ao risco de cancro. Quando os voluntários passaram a dormir mais uma hora, aconteceu o inverso.
Os investigadores envolvidos nesta experiência alertam, por isso, que uma pequena mudança nos hábitos de sono, para, pelo menos, sete horas, pode tornar-nos mais saudáveis.
Ler mais: http://visao.sapo.pt/a-importancia-de-uma-simples-hora-de-sono-a-mais=f767436#ixzz2rzpR0zM6
domingo, 12 de janeiro de 2014
Os perigos das noites mal dormidas
Os compromissos profissionais, o stress e os problemas pessoais são muitas vezes apontados como causas para a privação de sono. No entanto, embora os sinais de exaustão desapareçam depois de um sono reparador, algumas as sequelas ficam.
Conheça aqui os riscos que corre e analise a qualidade do seu sono através de um teste da Associação Portuguesa do Sono.
Ler mais: http://visao.sapo.pt/os-perigos-para-a-saude-das-noites-mal-dormidas=f764658#ixzz2qCltvbsw
Conheça aqui os riscos que corre e analise a qualidade do seu sono através de um teste da Associação Portuguesa do Sono.
Uma noite sem dormir (o suficiente, pelo menos):
- Mais fome
- Mais predisposto a ter um acidente
- Menos sociável
- Menos bonito
- Sistema imunitário enfraquecido
- Perda de tecido cerebral
- Concentração e memória afetadas
- Diminuição do apetite sexual
Várias noites com descanso deficitário:
- Aumento do risco de se tornar obeso
- Aumento do risco de contrair alguns tipos de cancro
- Risco de ter diabetes aumenta
- Aumento do risco de doenças cardíacas
- Contagem de esperma diminui
- Saúde da pele prejudicada
- Depressão
Ler mais: http://visao.sapo.pt/os-perigos-para-a-saude-das-noites-mal-dormidas=f764658#ixzz2qCltvbsw
domingo, 29 de dezembro de 2013
domingo, 22 de dezembro de 2013
sábado, 23 de novembro de 2013
Os ciganos
O recente episódio da criança
supostamente raptada por uma família de ciganos gregos veio, de novo, relançar,
agora a nível mundial, o problema dos ciganos e da sua integração ou
desintegração nas comunidades envolventes. O jornal “The New York Times”, no passado dia 19 de Outubro, fez uma
reportagem sobre esta questão num artigo polémico intitulado “Os ciganos são
primitivos ou só pobres” (“Are the Roma Primitive or Just Poor?”). O
artigo começa por narrar episódios onde ciganos surgem como criminosos,
ladrões, manipuladores de crianças e, até, como raptores e questiona se alguma
vez se conseguirão integrar na sociedade ocidental.
Se fizermos um inquérito em Portugal
ou em S.Brás de Alportel sobre o que os cidadãos pensam dos ciganos, não haverá dúvidas que as
respostas serão maioritariamente negativas. E tal sucede não só por uma questão
de discriminação racial mas sobretudo por episódios concretos onde todos
directa ou indirectamente já se viram envolvidos ou tiveram conhecimento. A
ideia generalizada é que os ciganos, com origem na India e actualmente
estimados em cerca de 11 milhões, são um
povo que não gosta de trabalhar e vive da burla e da apropriação do património
de terceiros, através de pedinchice, burlas, mentiras e até roubos. Em Portugal,
entre outras, acusa-se este povo de recorrer abusiva, reiterada e deliberadamente
ao rendimento social de inserção, além do roubo de metais ou alfarrobas. Isto
entre muitas outras coisas.
Tem-se
também a ideia que as crianças ciganas não frequentam a escola ou, se o fazem,
têm um aproveitamento muito baixo, que muitos ciganos passam o dia sem fazer
nada e que se esforçam com vista à sua inclusão profissional ou económica e
ainda que a maioria não cuida da sua higiene pessoal. Também é certo que algumas
das tradições ancestrais do povo cigano não ajudam à sua integração social e
económica. No outro dia, um cigano pedía-me uma esmola para si e para a sua
família numerosa e dizia-me que, por o seu pai ter morrido, não podia trabalhar
durante cerca de 2 anos até completar o seu luto, o que, em tempos de crise,
não deixa de chocar.
Porém,
penso que não devemos tomar o todo pelas partes. Há muitos ciganos que,
mantendo o respeito pelas suas tradições, estão relativamente bem integrados,
têm uma apresentação e higiene bastante razoável, senão mesmo,normal e vivem do
seu trabalho honesto. O problema é que fica-se com a ideia que estes são apenas
a excepção que confirma a regra.
Mas, se olharmos com melhor atenção,
podemos concluir também que alguns dos hábitos do povo cigano são claramente um
contributo para a actual sociedade decadente dos nossos dias. Destes
contributos, destaco 3: (1) O seu conceito de família, sólido, onde há uma
inter-ajuda e sentido de unidade quer no interior da família, quer entre famílias
(V.g. Quando alguém nasce, vai a família toda para o hospital; quando alguém
morre, toda a família vai e fica no cemitério, por vezes, durante vários dias;
quando alguém é julgado ou preso, toda a família está presente para mostrar a
sua solidariedade). Isto pode ser um grande exemplo para a nossa sociedade que
abandona idosos em lares e onde as taxas de divórcio se mantêm altas. (2) A sua
relação descomplexada com a natureza e o desprendimento de luxos e bens de
segunda e terceira necessidade. Por fim, (3) o respeito pelas tradições,
simbolos de um passado que se torna presente e que tem por quase sagrado o
papel e a função dos antepassados e ascendentes. Também isto se perdeu por
completo na cultura ocidental onde tudo é relativo e opinativo e perdeu-se
completamente o sentido da memória.
Acredito, pois, na integração entre a comunidade
cigana e a sociedade onde se insere e penso que S.Brás de Alportel é um bom
exemplo dessa integração, mas também reconheço que ainda muito caminho a
percorrer e cada um tem que respeitar e inevitavelmente adaptar-se um pouco ao
outro.
O meu artigo de Novembro do mensário "Notícias de S.Brás" Miguel Reis Cunha
O meu artigo de Novembro do mensário "Notícias de S.Brás" Miguel Reis Cunha
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
sábado, 16 de novembro de 2013
Associação Algarvia cristã de defesa do ambiente
Esta associação com sede no Barlavento Algarvio tem feito um trabalho pouco conhecido do grande público mas extraordinário e de grande importância.
Eis o exemplo do que se pode fazer de positivo por um mundo melhor !
Eis o exemplo do que se pode fazer de positivo por um mundo melhor !
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Curso de Teologia em Faro
A não perder esta iniciativa da associação de defesa do património cultural e ambiental de Faro 1540. As sessões serão nos dias 25 (2ª feira) e 27 de Novembro (4ª feira) e 2 de Dezembro (2ª feira). Inscrições por e-mail
domingo, 20 de outubro de 2013
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Era uma vez
Era uma vez……uma semente que
cresceu e depois se tornou uma flôr.
Era uma vez……um óvulo que foi
fecundado e multiplicou-se e nasceu em flôr
Era uma vez……um pássaro que saíu
do ninho, deu umas voltas pelo ar e voltou
Era uma vez……umas formigas que
trabalharam e trabalham todos os dias sem parar
Era uma vez……uma criança que
despertou de manhã e deu bom dia ao dia que nasceu
Era uma vez……um homem que acordou
muito cedo e foi trabalhar
Era uma vez…uma senhora que
cortava centenas de fatias de fiambre no supermercado
Era uma vez……uns senhores que,
todos os dias, recolhiam o lixo dos contentores
Era uma vez……um cão que se
deitava no colo do dono sempre que o via a chegar
Era uma vez……um cágado que se
escondia debaixo da água do aquário
Era uma vez……uma avó que todos os
dias levava o lanche ao neto depois da escola
Era uma vez……dois rapazes que
trabalhavam durante a noite a fazer pão para vender
Era uma vez……um estudante que
estudou e tirou boas notas
Era uma vez…….um grupo de amigos
que, à noite, levava café quente a um mendigo
Era uma vez……um doente terminal
que despediu-se dos seus e partiu a sorrir
Era uma vez……um par de dançarinos
que foram campões nacionais de dança
Era uma vez……uma árvore que é das
mais antigas do nosso país e do mundo
Era uma vez……uma flôr que cheira
bem
Era uma vez……uma abelha que
procurava algo junto a uma pequeno caixote
Era uma vez…….o céu que fez
desenhos bonitos com as nuvens
Era uma vez……uma lua com cara de
pessoa
Era uma vez…….o mar onde brilha o
sol
Era uma vez…….uma menina que
abraçou um senhor que lhe levou roupa e comida
Era uma vez……..um pai que levou
uma flor à mulher que acabou de ser mãe
Era uma vez…….um recém-nascido
que apertou com as suas mãos o mindinho da mãe
Era uma vez…….um pássaro que
cantava a meio do dia
Era uma vez……..um homem que se
lançou ao mar vestido num dia de calor e voltou
Era uma vez…….uns pescadores que
colheram as redes cheias de peixes
Era uma vez…….um agricultor que
lutou com abelhas para apanhar uma melancia doce
Era uma vez…….alguém que despiu
um sobreiro e o deu a outro alguém para se vestir
Era uma vez…….um menino a brincar
num escorrega
Era uma vez…….duas inglesas a
saborearem um chá
Era uma vez…….duas cegonhas a
fazerem um ninho no cimo de uma chaminé
Era uma vez……..pessoas a andar ao
fim de dia, com roupas de ginástica
Era uma vez…….um pai que ensinou
o filho a apertar os sapatos
Era uma vez…….alguém que
agradeceu, de manhã, ao sol por ter nascido
Era uma vez…….2 que se casaram e
morreram abraçados
Era uma vez…….um rapaz que tirava
fotografias às coisas bonitas
Era uma vez…….uma sala da creche
em que todos parecem-se com bonecos de peluche
Era uma vez…….uma cara cheia de
rugas, cabelos brancos e histórias para contar
Era uma vez…….uns cantores que
cantavam para outros os ouvirem
Era uma vez……alguém que lavou a
cara e os dentes e fez a barba
Era uma vez……uma mulher-a-dias
que se despedia com um “Deus o acompanhe”
Era uma vez, um país, um mundo
onde tudo aquilo que é normal, habitual, natural, bom não é contado, nem é
noticiado e, no entanto, tudo isto acontece perto de nós, na nossa vila ou ao
nosso redor só que ninguém conta “Era uma vez” porque muito simplesmente não há
tempo para nada e um dia o tempo foi-se, vai-se e não volta mais.
Era uma vez…….. o que estava à
minha frente
domingo, 6 de outubro de 2013
A censura anti-vida
José Ribeiro e Castro
Avenida da Liberdade, 2013-10-05
Hoje, estive na Caminhada pela Vida, organizada em apoio da Iniciativa de Cidadania Europeia UM DE NÓS. Vi, portanto, com os meus olhos. Ninguém me contou. Vi.
Entre o Marquês de Pombal e o Rossio, em Lisboa, desfilaram mil a duas mil pessoas. Afirmaram o direito à vida e promoveram em Portugal uma petição dirigida à Comissão Europeia, que, para ser válida e eficaz, tem de reunir um milhão de subscritores nos 28 países da União Europeia até 1 de Novembro próximo. O ambiente foi de festa e alegria, com muitos, muitos jovens a participar. Houve um pequeno comício no final, no Rossio. As imagens falam por si. (ver aqui)
E, amanhã, domingo, 6 de Outubro, decorre em todo o país o dia nacional de recolha de assinaturas na petição UM DE NÓS, como aí foi anunciado e promovido.
Estive a ver o Telejornal da RTP-1. Nem uma notícia, nem um segundo de atenção.
Fui espreitando o que se passaria no Jornal da Noite da SIC e no Jornal das 8 da TVI. Confirmei, depois, com amigos. Idem. Nem um segundo. Nada.
Fui espreitando o que se passaria no Jornal da Noite da SIC e no Jornal das 8 da TVI. Confirmei, depois, com amigos. Idem. Nem um segundo. Nada.
Silêncio. Omissão. Ocultação. Censura. Para quem se informa pela televisão, nada aconteceu.
Receio que, na imprensa, o mesmo irá acontecer. A agência Lusa fez uma notícia pelos mínimos, tendo deflaccionado os participantes para 500 pessoas, número que depois é replicado por todos os outros. Ainda assim, obrigado Lusa! Pois quase que aposto que essa notícia não sairá em nenhum jornal. Apenas a RR - Rádio Renascença lá esteve e tem reportado alguma coisa. No mais, é o férreo império da Censura.
Receio que, na imprensa, o mesmo irá acontecer. A agência Lusa fez uma notícia pelos mínimos, tendo deflaccionado os participantes para 500 pessoas, número que depois é replicado por todos os outros. Ainda assim, obrigado Lusa! Pois quase que aposto que essa notícia não sairá em nenhum jornal. Apenas a RR - Rádio Renascença lá esteve e tem reportado alguma coisa. No mais, é o férreo império da Censura.
E, todavia, vi nos telejornais:
- Longas reportagens sobre a "manifestação" e provocações do movimento Que Se Lixe a Troika, que, na Praça do Município, não juntou mais de 20 pessoas! (Também o vi com os meus olhos, pois também lá estive, de manhã, nas cerimónias do 5 de Outubro, onde isto aconteceu.)
- A reportagem de uma manifestação com 100 pessoas em homenagem aos bombeiros, que se desenrolou do Marquês de Pombal para a Assembleia da República. (Também apoio a indignação pela muito baixa participação nesta outra manifestação, merecidíssima, mas que pouca divulgação tivera.)
No processo de desenvolvimento da Iniciativa de Cidadania Europeia UM DE NÓS, dei também duas conferências de imprensa na Assembleia da República com os meus colegas deputados Carina Oliveira e António Proa. Numa, só houve notícia da RR e da Lusa. Noutra, apenas da Lusa. Mais nada em sítio algum!
Semanas antes, os promotores da Iniciativa em Portugal fizeram uma apresentação à imprensa na sede da Comissão Europeia, em Lisboa, no Edifício Jean Monet. Nem uma só notícia.
Semanas antes, os promotores da Iniciativa em Portugal fizeram uma apresentação à imprensa na sede da Comissão Europeia, em Lisboa, no Edifício Jean Monet. Nem uma só notícia.
Para a censura estabelecida, a ordem é esconder do público e da opinião pública que:
- Estão em marcha as Iniciativas de Cidadania Europeia, uma inovação do Tratado de Lisboa que obriga a Comissão Europeia a agir no sentido pedido por 1 milhão de cidadãos de toda a União Europeia.
- A Iniciativa de Cidadania Europeia UM DE NÓS, lançada em Maio de 2012, vai ser a segunda a atingir esse objectivo, difícil e exigente. (A outra que o conseguiu anteriormente foi uma sobre o direito à água.)
- A Iniciativa de Cidadania Europeia UM DE NÓS, apesar dos boicotes e da censura, não só atingiu já a exigência de 1 milhão de assinaturas, como já superou o objectivo seguinte de alcançar 1 milhão e 200 mil em toda a U.E., trabalhando agora por chegar ao milhão e meio até ao final deste mês.
- A Iniciativa de Cidadania Europeia UM DE NÓS, apesar dos boicotes e da censura, já conseguiu recolher 17.500 subscritores em Portugal.
- A Caminhada pela Vida fez desfilar em Lisboa 1.000 a 2.000 pessoas, com uma impressionante participação de jovens.
- Amanhã, domingo, 6 de Outubro, será o dia nacional de recolha de assinaturas na petição UM DE NÓS.
- Este dia nacional de recolha de assinaturas tem o apoio da Conferência Episcopal Portuguesa.
É tudo isto que a Censura abafa e cala. Os menos de vinte estroinas do Que Se Lixe a Troika é que são notícia e longa notícia
José Ribeiro e Castro
Caminhada pela vida 5 de Outubro de 2013
domingo, 15 de setembro de 2013
A poesia está na vida
“A poesia está na
vida.
Nas artérias imensas
cheias de gente em todos os sentidos,
Nos ascensores
constantes,
Na bicha de automóveis
rápidos, de todos os feitios e de todas as cores
Nas máquinas da fábrica
E nos operários da fábrica
E no fumo da fábrica.
A poesia está no grito
do rapaz apregoando jornais,
No vai-vem de milhões
de pessoas ou falando ou papagueando ou rindo.
(…)
A poesia está em tudo
quanto vive, em todo o movimento,
Nas rodas dos comboios
a caminho, a caminho, a caminho
De terras sempre mais
longe,
Nas mãos sem luvas que
se entendem para seios sem véus
Na angústia da vida.
A poesia está na luta
dos homens,
Está nos olhos
rasgados abertos para amanhã”
Mário Dionísio. Poemas. Coimbra. Atlântida. 1941. Pág. 51
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
A psicologia do mal em nós
Porque é que todos nós, conseguimos ser e fazer coisas más ou, sendo maus, conseguimos ser e fazer coisas boas ?
Excelente apresentação no TED, com implicações ao nível da economia, isto é, bem no centro da espiral que está na origem da crise atual
Excelente apresentação no TED, com implicações ao nível da economia, isto é, bem no centro da espiral que está na origem da crise atual
domingo, 7 de julho de 2013
O perigo dos extremismos
A série televisiva, de grande
qualidade, “Hitler- The rise of evil”
começa com uma citação de Edmund Burke, um politólogo do Séc.XVIII, que diz o
seguinte “A única condição necessária
para que o mal floresça é que os homens bons nada façam para o evitar”.
De facto, o mal cresce como as
ervas daninhas; não necessita ser cultivado pois cresce de forma natural e
espontânea a partir do nosso próprio interior e no seio dos grupos e das
comunidades humanas. Já o bem tem de contrariar e de ir contra-corrente e exige
treino, preparação e esforço.
Depois dos horrores da II Grande
Guerra Mundial, e em particular, devido às garantias decorrentes da fundação da
ONU, pensava-se que certos crimes hediondos já não mais se repetiriam na
história humana.
Porém, os massacres e
assassinatos de natureza étnica e religiosa ocorridos em Cambodja, Uganda,
Argélia e na ex-Jugoslávia desmentiram essa convicção e já no século XXI, novos
massacres e terrorismos se repetem no Iraque, Tchéchenia, Sudão, Líbia,
Paquistão, Nigéria, Egipto e presentemente na Síria.
Se tomarmos atenção, verificamos
que a base principal destes horrores têm origem no extremismo Islâmico. E logo
aqui, há que dizer que o Islão, enquanto religião, nada tem a ver com o
extremismo Islâmico que é um aproveitamento político e humano que alguns
fanáticos fazem da religão Islâmica.
O próprio Bin Laden que
supostamente seria um místico clérigo, líder espiritual, tinha na casa onde foi
morto, dezenas de filmes pornográficos, o que nada tem a ver com os
ensinamentos do Alcorão.
Há uns anos atrás, convivi mais
de perto com alguns marroquinos e pude atestar a sua boa vontade, a
autenticidade da sua devoção religiosa e a sua veneração sincera por Alá. Mas o
que vemos, agora, na Nigéria, Egipto ou na Síria são extremistas que ameaçam e
matam alguém por ter outra religião ou pertencer a outra etnia.
No Egipto recentemente um
sacerdote cristão copta foi morto à queima-roupa quando estava no seu carro.
Na Síria, há uns dias atrás, um
ermita franciscano François Murad foi raptado do seu convento e, no meio do
júbilo de crianças e adultos que filmavam tudo com os seus smartphones foi, a
frio, decapitado por rebeldes ligados à Al-Qaeda, com uma faca de cozinha. A
cena anda pelo Youtube.
E na mesma Síria, também há
poucos dias, uma jovem cristã foi sucessivamente violada, durante 15 dias
seguidos, por esses mesmo rebeldes até que, por fim, a executaram por se ter alegadamente
tornado demente. Já para não falar do episódio, também gravado e a correr no
Youtube, do comandante rebelde que retirou o coração de um adversário e comeu-o
perante a alegria dos seus seguidores.
São horrores que acontecem não em
livros de história, mas hoje, neste preciso momento e o que vemos é a
indiferença da sociedade dita moderna e a total incapacidade e impotência da
ONU, criada precisamente para que, entre outras coisas, estas aberrações não
voltassem a acontecer.
Se estes extremismos não forem
combatidos na sua origem e se as pessoas com responsabilidades nada fizerem,
outros Hitlers surgirão e outros regimes e grupos maliciosos ocuparão partes do
globo espalhando o terror e a morte a outras pessoas só porque têm outra
religão ou pertencem a outra étnia.
E o pior dos males nem é a
vontade malévola dos extremistas, mas sim a indiferença e total alheamento dos
bons.
terça-feira, 25 de junho de 2013
sábado, 1 de junho de 2013
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