Os homens são a coisa mais fantástica que há à face da terra. Mas, por vezes, são umas autênticas mulas porque metem argolada e depois disso, metem argolada outra vez. O grande mal do homem não está na falta de inteligência, está na falta de vontade que se deixa seduzir por essa coisinha doce e melosa, como um pudim. E quando assim é, o homem torna-se naquilo pelo qual se deixa seduzir- um pudim que qualquer colher esquarteja e leva à boca até desaparecer. Perceberam?
sábado, 7 de agosto de 2010
Balanço do mundial
As equipas que foram participar no torneio, mas que acabaram por assumira um comportamento suicida e indisciplinado, caso da selecção da França.
As equipas que pretendiam ir o mais longe possível, mas cujas prestações em campo acabaram por não corresponder a esse seu desejo, acabando por ser eliminadas nas fases anteriores, casos de Portugal, Itália ou Inglaterra.
Depois existiam equipas que queriam ir o mais longe possível e que, de facto, apesar de algumas limitações em relação a outras mais fortes, com mais ou menos sorte, acabaram por fazê-lo, caso do Uruguai ou da Holanda.
Depois havia a Alemanha que actuou de forma fria e compacta durante todo o campeonato, levando à prática de forma demolidora, mecânica e quase cínica os seus objectivos
E, por fim, a equipa vencedora do torneio, a Espanha que começou com uma derrota que, em vez de a desanimar, a incentivou para uma campanha vitoriosa e os seus jogadores, além da arte e engenho, entravam em campo dominados pela famosa “fúria espanhola” que é mais do que uma simples motivação. É uma fúria que tem “ganas” de dar o tudo por tudo, se necessário, deixar a pele e o corpo em campo até à vitória final.
Na forma como encaramos a nossa vida, também nos pode acontecer , a de quase suicídio, como a França; a do que quer, mas não pode; a do que pode, mas não quis de forma suficiente e a do que podia e quis de forma furiosa vencer. Uma coisa é certa, agora, depois do campeonato do mundo, só conta mesmo o vencedor, dos outros pouco ou nada se falará.
domingo, 25 de julho de 2010
O Barão vermelho
quinta-feira, 22 de julho de 2010
95% de pudim
COM PESO E MEDIDA - Debate/Opinião Antena 1 - Multimédia RTP
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Delírio legislativo
Os artigos 143.º e 144.º do Código do Processo Civil aprovado pelo Decreto -Lei n.º 44 129, de 28 de Dezembro de 1961, alterado pelo Decreto -Lei n.º 47 690, de 11 de Maio de 1967, pela Lei n.º 2140, de 14 de Março de 1969, pelo Decreto -Lei n.º 323/70, de 11 de Julho, pela Portaria n.º 439/74, de 10 de Julho, pelos Decretos -Leis n.os 261/75, de 27 de Maio, 165/76, de 1 de Março, 201/76, de 19 de Março, 366/76, de 15 de Maio, 605/76, de 24 de Julho, 738/76, de 16 de Outubro, 368/77, de 3 de Setembro, e 533/77, de 30 de Dezembro, pela Lei n.º 21/78, de 3 de Maio, pelos Decretos -Leis n.os 513 -X/79, de 27 de Dezembro, 207/80, de 1 de Julho, 457/80, de 10 de Outubro, 224/82, de 8 de Junho, e 400/82, de 23 de Setembro, pela Lei n.º 3/83, de 26 de Fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 128/83, de 12 de Março, 242/85, de 9 de Julho, 381 -A/85, de 28 de Setembro e 177/86, de 2 de Julho, pela Lei n.º 31/86, de 29 de Agosto, pelos Decretos -Leis n.os 92/88, de 17 de Março, 321 -B/90, de 15 de Outubro, 211/91, de 14 de Junho, 132/93, de 23 de Abril, 227/94, de 8 de Setembro, 39/95, de 15 de Fevereiro, 329 -A/95, de 12 de Dezembro, pela Lei n.º 6/96, de 29 de Fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 180/96, de 25 de Setembro, 125/98, de 12 de Maio, 269/98, de 1 de Setembro, e 315/98, de 20 de Outubro, pela Lei n.º 3/99, de 13 de Janeiro, pelos Decretos -Leis n.os 375 -A/99, de 20 de Setembro, e 183/2000, de 10 de Agosto, pela Lei n.º 30 -D/2000, de 20 de Dezembro, pelos Decretos -Leis n.os 272/2001, de 13 de Outubro, e 323/2001, de 17 de Dezembro, pela Lei n.º 13/2002, de 19 de Fevereiro, e pelos Decretos--Leis n.os 38/2003, de 8 de Março, 199/2003, de 10 de Setembro, 324/2003, de 27 de Dezembro, e 53/2004, de 18 de Março, pela Leis n.º 6/2006, de 27 de Fevereiro, pelo Decreto -Lei n.º 76 -A/2006, de 29 de Março, pelas Leis n.º 14/2006, de 26 de Abril e 53 -A/2006, de 29 de Dezembro, pelos Decretos -Leis n.os 8/2007, de 17 de Janeiro, 303/2007, de 24 de Agosto, 34/2008, de 26 de Fevereiro, 116/2008, de 4 de Julho, pelas Leis n.os 52/2008, de 28 de Agosto, e 61/2008, de 31 de Outubro, pelo Decreto -Lei n.º 226/2008, de 20 de Novembro, e pela Lei n.º 29/2009, de 29 de Junho, passam a ter a seguinte redacção: ........................
Pode ser confirmado no site Diário da República.
Se alguém procura as causas do estado do País, talvez encontre parte delas na fúria legislativa !!
Mel Gibson em desgraça

P.S.- Encontrei este artigo interessante sobre Mel Gibson e o paralelismo com Caravaggio -um dos artistas mais admirados por Mel Gibson.
domingo, 11 de julho de 2010
Sobre a existência de espíritos malignos
sexta-feira, 9 de julho de 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Selecção e Ronaldo.

sábado, 26 de junho de 2010
Portugal - Espanha
Defesa:
Eduardo, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Bruno Alves
e Miguel (por estar mais habituado a lidar com o David Villa e o futebol espanhol)
Meio-Campo:
Pedro Mendes (tem funcionado como 3º central e está melhor que Pepe)
Tiago e Raúl Meireles (a lutarem no centro com Xavi e Xavi Alonso e/ou Iniesta)
Duda (a fazer a meia esquerda)
Simão Sabrosa (a fazer a meia direita)
Avançado:
Cristiano Ronaldo
Com o decorrer do jogo, tiraria Duda ou o Simão Sabrosa e:
- Se fosse necessário atacar, colocaria Deco ou Liedson ou,
- Se fosse necessário defender o resultado, colocaria Pepe ou Miguel Veloso.
sábado, 12 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Os efeitos da demagogia
Aristóteles escreveu já há dezenas de séculos atrás, na sua obra “A República”, que a demagogia é a degenerescência da Democracia e que esta, por sua vez, é o melhor dos piores regimes de governo.
A actual crise tem origem na especulação financeira e no despesismo estatal e provoca desemprego que, por sua vez, provoca mais despesismo estatal através das subvenções sociais (subsídios de desemprego, rendimento mínimo etc..). Também a crise da natalidade reduz o número dos consumidores, gera menos consumo e, por isso, aumenta o emprego porque obriga à redução da oferta.
O Império Romano entrou em decadência devido à corrupção interna do seu sistema para a qual, segundo vários autores, a queda da natalidade deu também um significativo contributo.
Por sua vez, os governos e as autarquias entram em despesas vertiginosas por motivos eleitoralistas, têm de apresentar obra se querem ser reeleitos, nem que para isso gastem o que não têm. Difícil será que um governo ou uma autarquia que apostem no aforro e na consolidação das contas públicas venham, depois, a ser novamente reeleitos. Só um povo com grande maturidade política é que compreende que a manutenção do que está é melhor e mais sensato do que a construção de coisas novas, ainda que sem dinheiro. É necessário chegar a uma situação de quase bancarrota para que se possa apelar ao bom senso dos eleitores e obrigá-los depois a apertar o cinto.
Há uns meses atrás tive a honra de participar no blogue colectivo “Jamais” de apoio à Dra. Manuela Ferreira Leite na companhia de Pacheco Pereira, Vasco Graça Moura, Paulo Rangel, Pedro Duarte entre outros. Nesse blogue não nos cansámos de advertir acerca da necessidade de uma política de verdade que mostrasse ao país a realidade e avançasse para medidas realistas de contenção. Ao invés, o povo preferiu votar no partido que dizia que estava tudo bem, que até teve o despudor de lançar medidas que provocavam ainda mais despesa. Tudo a bem da manutenção do poder. O povo gosta de ser enganado. O povo português, em concreto, ainda não tem a maturidade política suficiente para votar antes numa líder esteticamente menos atractiva mas que diz a verdade e preferiu votar num líder bonito que disse e proclamou inverdades.
Estas realidades demonstram os vícios da Democracia, tal como ela está concebida em Portugal e nas sociedades ditas ocidentais e modernas. Este modelo não serve porque aposta na ignorância e nos instintos do eleitorado que actua como o burro que tenta comer a cenoura pendurada pelo seu dono.
Por tudo isto, há que mudar a constituição. Há que fomentar a estabilidade eleitoral modificando o sistema eleitoral, há que reduzir o nº de deputados, há que aumentar a duração dos mandatos de forma a que os governos possam ter mais tempo para actuar sem necessidade de contentar os eleitores à custa de despesismo, há que, ao mesmo tempo, reforçar os poderes e a independência das várias entidades reguladoras de forma a evitar e sancionar os abusos de poder.
Alberto João Jardim já o vinha dizendo há muito tempo e Pedro Passos Coelho ousou lançar a proposta para cima da mesa. Mas os situacionistas, os que beneficiam das disfunções do sistema negam-se a fazê-lo: Há que mexer na constituição porque o sistema actual está caduco e ultrapassado. Por este andar o país irá cair no fundo, no descalabro total. Neste momento, já há cada vez mais pessoas a recorrer à justiça por mãos próprias em vez de recorrer à ineficácia dos tribunais. Estamos em plena degenerescência da democracia, vivemos em demagogia e em breve, poderemos cair no caos.
Artigo publicado na edição de Junho do mensário "Notícias de S.Brás"
Membro da comissão política do PSD de S.Brás de Alportel.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Conselhos milenares
Marcus Tullius Cícero
Roma, 55 a.C.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
A ética da irresponsabilidade
Ora o PR, que podia não ser cristão e, não o sendo, até podia ser partidário do casamento entre pessoas do mesmo sexo, fez questão em deixar claro que não concorda com o teor do diploma que promulgou. Ou seja, foi o PR que chamou a atenção para a incoerência da sua atitude: enquanto cidadão supostamente católico, pensa de uma forma; mas enquanto PR, age ao contrário. Mas como a fé se manifesta pelas obras e os princípios também, pois se assim não fosse não seriam princípio de coisa nenhuma, forçoso é concluir que quem procede deste modo não tem fé, nem princípios.
Também por razões de oportunismo, não faltaram políticos, militares, cientistas, juízes, etc., que cederam às exigências do poder, nomeadamente nazi e estalinista, por exemplo. Não restam dúvidas de que o seu acatamento dessas ordens superiores beneficiaram a coesão social dos respectivos regimes, sobretudo em situação de guerra ou de grave crise nacional, mas uma tal vantagem prática os não iliba da correspondente responsabilidade moral: não é uma desculpa, mas uma culpa decorrente da sua irresponsabilidade ética, do seu relativismo moral. Não foram vítimas dessas injustiças, mas cúmplices. O medo pelas consequências necessárias de um acto eticamente exigido não é prudência, é cobardia.
Mas – poderiam objectar alguns politólogos mais manhosos – não seria ineficaz, em termos práticos, a recusa da promulgação do controverso diploma, na medida em que constitucionalmente não poderia deixar de o ser se, de novo, fosse remetido à presidência pelo parlamento, como decerto ocorreria?! De modo algum, porque o PR podia e devia fazer saber a quem de direito que, não podendo agir contra os seus princípios e a sua consciência, ver-se-ia obrigado a demitir-se se essa lei lhe fosse reenviada, ou a dissolver a Assembleia da República. Em qualquer dos casos, a responsabilidade pela crise política decorrente seria única e exclusivamente de quem insistisse nessa questão fracturante. Pelo contrário, promulgando o diploma, o PR não só o faz seu como faz saber à nação e aos outros órgãos de soberania que está disponível para sancionar qualquer lei, mesmo que contrária aos princípios morais que era suposto seguir na sua actividade política.Outra é a lógica da honra e da fé. Thomas More, ex-chanceler de Henrique VIII, estava disposto a servir o seu país e o seu rei, mas não à custa dos seus princípios morais ou da sua religião. Em termos de estabilidade política ou de conveniência pessoal, poderia ter transigido com o divórcio real mas, como era um homem de fé e de princípios, não o fez. A coerência custou-lhe a vida. João Baptista não teve medo de denunciar a imoralidade de Herodes e a sua não cedência ante o adultério do monarca, que teria sido muito oportuna social e politicamente, dada a grave crise resultante da ocupação romana, teve para o precursor uma consequência trágica: o martírio.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
A associação atravessa uma grave crise financeira motivada pelo corte de subsídios públicos e, por isso, merece todo o nosso apoio.
Aqui fica um vídeo dos ensaios do desfile no qual irão participar várias crianças e jovens com trissomia 21.
domingo, 30 de maio de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Bookcrossing com Faro 1540

Recorde-se que Faro apesar de ser uma cidade universitária e capital de uma das principais regiões do país, não tinha este movimento bem enraizado apesar de Portugal ser dos países europeus onde este movimento tem maior expressão sobretudo nas cidades de Lisboa e Porto.
Esta realidade levou a “FARO 1540” a considerar mais oportuno que numa 1ª fase, fosse promovido a difusão deste conceito por intermédio de Crossing Zones ou Zonas Oficiais de Libertação (ZOL), onde todos os cidadãos poderão levantar e depositar os livros e publicações, em vez de serem libertados livros aleatoriamente em cafés, bancos de jardins e escolas como habitualmente acontece.
Assim, com o lançamento do projecto dinamizado pela “FARO 1540”, vão ser libertadas nos próximos dias perto de duzentas publicações pelas 12 entidades que se associaram a este projecto e que vão fazer de Faro, de acordo com as informações contidas no site Bookcrossing Portugal, a maior cidade do país em número de ZOL´s.
As Zonas Oficias de Libertação aderentes, todas elas identificadas pelo cartaz ZOL, nesta primeira fase foram: Associação de Solidariedade Social dos Professores (Delegação do Algarve), Biblioteca António Ramos Rosa, Bibliotecas da Universidade do Algarve (Gambelas e Penha), Centro Azul (Praia de Faro), Escola Secundária João de Deus, Espaço C, Espaço Internet (Sto António do Alto), Faro 1540, Hagabê Informática (Loja Faro), Nordik Bar e Sociedade Recreativa Artística Farense (“Os Artistas”).
Espera-se que este movimento seja “realimentado” a partir de hoje pelos diversos leitores (bookcrossers) e também pelas ZOL aderentes a este projecto, garantindo assim, que exista sempre disponível um conjunto razoável de publicações e livros que poderão circular entre diversos bookcrossers em vez de estarem parados e esquecidos em estantes.
A “FARO 1540” apela a todos os cidadãos que continuem a doar livros a esta associação, que depois de registar e etiquetar as referidas publicações no site bookcrossing.com serão posteriormente libertadas pelas ZOL farenses, passando a fazer parte integrante desta “biblioteca mundial” e a estar ao dispor de milhares de bookcrossers.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Propostas da CIP
• Extinção de serviços, institutos e empresas públicas, socialmente inúteis.
• Privatização de empresas em sectores concorrenciais em que não faz sentido a presença estatal.
• Extinção de empresas municipais e regionais que apenas servem para contornar as regras da Administração Pública.
• Redução do número de deputados, de municípios e de freguesias.
Por fim, e por uma questão de transparência e respeito para com o contribuinte: o aumento extraordinário da receita fiscal deve ser canalizado imediatamente para redução do défice e não para alimentar despesa.
O documento completo pode ser consultado aqui
quarta-feira, 19 de maio de 2010
O fim da linha
terça-feira, 18 de maio de 2010
A consciência
Recordo Manuela Ferreira Leite que recusou assumir uma verdade enganosa para assumir uma verdade incómoda e impopular mas que, agora, em matéria de déficit e forma de o combater, está-se a revelar profética e plenamente acertada.
Não foi eleita Primeira-Ministra, não ganhou as eleições, mas certamente que agiu de acordo com o que pensava e, agora, está satisfeita consigo própria.
Como dizia no outro dia o Dr. Bagão Félix, um dos grandes desafios a nível pessoal é o da indivisibilidade de carácter. Ou seja, não actuarmos de forma diferente, de acordo com as circunstâncias e conveniências.
Este é um desafio que nos interpela a todos e nos põe à prova.
Uma coisa é certa:
Que bom é podermos dormir à noite mais pobres ou menos ricos ou com menos honras ou lugares, mas tranquilos por termos actuado de acordo com a nossa consciência.
domingo, 16 de maio de 2010
O homem-pudim
Lembrando o título deste blogue, confesso que me revi em algumas das característica do tal pudim..
O futuro de S.Brás de Alportel

Foi com grande tristeza e decepção que recebemos a notícia do encerramento da pousada, ainda para mais com o argumento da inviabilidade económica.
A mim pessoalmente entristece-me por ter sido onde passei a minha lua de mel, tendo também, em outras ocasiões, experimentado as iguarias da sua cozinha. Dessas passagens registei sempre a enorme simpatia e excelente acolhimento do seu pessoal e a vista magnífica sobre a vila e o mar.
Os argumentos do grupo Pestana, porém, salientam algumas das lacunas da nossa vila. Com todo o respeito pela rota da cortiça ou pelo museu do Trajo que, sem dúvida, têm interesse e valor turístico, verifica-se que falta algo mais, algo que atraía mais turistas de dentro e de fora. A procissão do Aleluia, a feira da Serra ou a Arte Viva são também eventos apelativos mas limitados no tempo.
Se olharmos para o concelho, verificamos que, para além da sua posição estratégica colocada no centro do triângulo Loulé-Faro-Olhão, destaca-se outra valia, o barrocal. A exploração turística do barrocal devia, a meu ver, ser a grande aposta do concelho e para isso não basta apenas oferecer unidades de alojamento de qualidade. É necessário propôr actividades e programas que se insiram no meio do barrocal sambrazense e que sejam atractivas para os nossos visitantes.
Locais como o Badoca Parque, em Vila Nova de Santo André; o Monte Selvagem em Lavre, Vendas Novas ou a Cova dos Mouros, em Martim Longo provam que não é necessário construir vias rápidas ou circunvalações para que surjam pólos de atracção turístico.
Já o renovado parque da Fonte Férrea, no Alportel, mostra-se saturado, atraído pelos europeus de leste que, sábios, aproveitam o que ele tem de bom. Por isso, faltam novos parques de “Fonte Férrea”, isto é, espaços naturais de lazer para miúdos e graúdos, situados no hall ou no meio do barrocal sambrazense. Faltam parques temáticos com actividades que nos reconciliem e aproximem mais da natureza profunda que nos envolve. E nos dias que correm, quanto não nos pode ela dizer e ensinar ?
Falta apostar num turismo de aventura, nomeadamente através de uma maior dinamização dos passeios pedrestes, tornando-os mais conhecidos e acessíveis a todos. Em suma, falta aumentar, melhorar e diversificar a oferta turística do concelho.
Na Madeira, por exemplo, a forte aposta na melhoria das estradas foi acompanhada pelo apoio e criação de pólos turísticos, tais como museus, jardins e parques.
O encerramento (esperemos que transitório) da pousada deve ser motivo de exame de consciência. Afinal, de que serve chegar mais depressa ou em melhores condições a um sítio que parece ter pouco para oferecer ?
Uma nova era
No need to say goodbye
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Balanço da Viagem de Bento XVI
No fim destes 4 dias de visita do Santo Padre, urge fazer um balanço com alguns comentários à mistura.
1- ENXURRADA
A vinda de um Papa a um país significa sempre a chegada de uma autêntica enxurrada de graças ou, para os mais laicos, forças positivas.
Isso mesmo verificou-se com as anteriores vindas do Papa João Paulo II.
Basta lembrar que o Cón. José Manuel Ferreira que recebeu o Papa no Mosteiro dos Jerónimos abraçou o sacerdócio precisamente na sequência da magistral homília do Papa João Paulo II, no Parque Eduardo VII. Neste sentido, até se pode dizer que o Papa Bento XVII beneficiou das anteriores vindas do Papa João Paulo II.
O que é certo é que o Papa elevou muito o nível, trouxe-nos energias positivas e serviu, serve e servirá, sem dúvida, para um recarregar de bateriais, para uns, um abanão, para outros e um despertar para outros ainda.
Agora, há que aproveitar esta dinâmica e este impulso, esta onda para explorar ao máximo todos os seus discursos e toda sua mensagem de co-responsabilização que passou a todos nós.
Dos vários discursos, gostei particularmente da homilia de Fátima e do discurso aos Bispos onde o Santo Padre concretizou alguns dos reparos que já tinha feito, em 2007, na visita ad limina.
O Santo Padre fez aquilo a que se chama uma “correcção fraterna” aos Bispos que infelizmente vivem ainda num ambiente de excessivo clericalismo onde se exalta o protótipo do “rato de sacristia”.
A Igreja Portuguesa considera que o bom cristão é o que está metido dentro das actividades eclesiásticas diocesanas quando, pelo contrário, o espírito do Concílio Vaticano II diz precisamente o oposto: O bom cristão deve ser antes o que, preparado pela Igreja, lança-se sem medo para o meio do mundo.
Neste sentido, o discurso do Papa aos Senhores Bispos chamou para a importância dos leigos e da sua formação, criticou os discursos genéricos que, por vezes, alguns pastores podem fazer que, sendo necessários, exigem uma maior concretização; criticou algum medo dos Bispos em assumirem as suas posições contra a corrente dominante e falou da importância dos movimentos e outras instituições não diocesanas que devem ser usadas em concertação com os objectivos episcopais, sem capelinhas, nem mesquinhez.
Por sua vez, achei o discurso às pessoas da cultura um pouco mais fraco em comparação, por exemplo, com o discurso aos universitários de La Sapienza que acabou por não ser lido devido ao boicote dos anti-clericais, mas que tinha grande nível e profundidade intelectual.
3- CERIMÓNIAS E ORGANIZAÇÃO
Espectacular a organização quer por parte da Igreja, quer por parte das autoridades. Portugal demonstrou, à semelhança do que já tinha acontecido com o Euro2004 que é capaz de organizar bem eventos e iniciativas de grande dimensão como esta.
Quanto às cerimónias foi impressionante ver a Missa do Terreiro do Paço (ver vídeo supra). As suas colunas que há 1 século atrás assistiram ao regícidio assistiram, agora, naquele dia 11 de Maio, a palavras de paz e concórdia, perante um Tejo pacificado num óptimo final de tarde.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Pessoas especiais ou predestinadas ?
O oportunismo de Sócrates
quarta-feira, 12 de maio de 2010
A missão portuguesa
Brasil, Angola, Moçambique, Congo, Cabo Verde, India, Japão, Indonésia, Timor, Guiné-Bissau são apenas alguns exemplos.
A beleza como lugar
Bento XVI
Alocução aos representantes da cultura portuguesa
12-V-2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
Ou
Desbundar como protagonista do American Beauty até se tornar num saco vazio que flutua ao sabor do vento que sopra errático
Comentários à selecção escolhida por Queirós
DE POSITIVO:
- A chamada do guarda-redes Beto que demonstrou estar em boa forma, além de ser um exímio defensor de grandes penalidades, o que num Mundial é sempre útil.
- A chamada de Danny que pode ser uma alternativa, a meio do jogo, pela sua irreverência e rapidez.
- A chamada de Pepe que merece a convocatória pelo esforço que tem feito na sua recuperação e pelo elevado carácter.
- A não chamada de Ruben Amorim e de Carlos Martins que, apesar da época do Benfica, demonstraram não terem ainda o nível suficiente par representar Portugal.
DE NEGATIVO:
- Compreende-se a chamada de 2 defesas centrais a mais, Zé Castro e Ricardo Costa, caso Pepe demonstre não estar capaz. Porém, penso que Zé Castro foi uma má escolha, devendo antes ter sido ponderada a chamada de Ricardo Rocha do Portsmouth ou Nunes do Palma de Maiorca que têm maior experiência e fizeram épocas boas, mas que inexplicavelmente nem sequer constam da pré-convocatória de 50 jogadores.
- A não chamada de João Moutinho, sobretudo porque como nº10 de raíz, só temos o Deco e, em caso de lesão ou castigo, ficamos apenas com Raúl Meireles, Tiago, Miguel Veloso ou Pedro Mendes que têm uma componente mais defensiva. Recordo, aliás, que no Europeu Deco e João Moutinho chegaram a fazer uma boa dupla com bons resultados.
Portimonense na 1ª divisão
Faz lembrar tempos idos e é uma excelente notícia que o Algarve veja a sua posição reforçada na I Liga, contrariando a hegemonia dos clubes do norte.
O meu avô materno foi dos primeiros sócios do Portimão. Oxalá se aguente, para o próximo ano, na I Divisão.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Palácio dos Duques de Aveiro, em Azeitão

sexta-feira, 7 de maio de 2010
Miguel Castro Caldas Cabral
No próximo fim-de-semana um antigo amigo meu com quem já não estou há muitos anos, vai-se ordenar sacerdote.
Temos a mesma idade, mas ele seguiu a carreira da medicina e, em particular, a difícil área da oncologia.
Neste vídeo, ele fala de si e da sua experiência pessoal e profissional como médico oncologista.
Com a falta de médicos, diríamos que é um desperdício a sua ordenação, mas também há falta de bons sacerdotes e ele certamente será um deles.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
A demagogia da Democracia
May feelings III
Há um número insignificante de padres católicos pedófilos e há um número reduzido de maus padres, mas a maioria são pessoas que se entregam totalmente ao serviço dos outros.
Por isso, neste mês do desabrochar das flores e da chegada do cheiro a verão, é oportuno recordar a sua importância.
No meio de tanto desânimo e frustração, o mês de Maio anima-nos, pela mão de Maria, pelo lado feminino da Igreja, a ter ainda uma réstea de esperança em nós e nos outros.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Jardim da Estrela
Depois de uma fase muito decadente e murcha, o jardim foi alvo de requalificação, com arranjos e sobretudo pela modernização da zona de recreio infantil que faz a delícia dos mais novos.
Hoje, ir ao Jardim da Estrela, recorda-nos tempos idos e é como entrar numa máquina do tempo.
Destaco, em particular, a feira de artesanato que tem lugar em todos os 1ºs fins de semana do mês. Vale a pena, pelas peças que estão em exposição, muito originais.
Também a zona de cafés ganhou vida nova, reanimando uma animação que perdera.
É, de novo, um ponto de encontro e convívio, adocicado pelo suave badalar dos sinos da Basílica que, de tempos a tempos, nos fazem recordar as limitações do tempo.
Gostei e voltarei, até porque os meus filhos adoraram.
Lisboa pré-1755
Agora, via Pedro Picoito, soube deste projecto que mostra algumas das obras emblemáticas da Lisboa pré-terramoto, em particular, o Palácio das Alcáçovas que ficava onde hoje se situa o Terreiro do Paço e ainda o edifício da Ópera.
No mesmo site, há a notícia de uma séries de programas que irão para o ar em horas proibitivas, sobre a Lisboa subterrânea, suas fontes, água, etc...na Antena 2
terça-feira, 27 de abril de 2010
A justiça portuguesa está doente
A justiça portuguesa está doente. E não é apenas o problema da morosidade. A aplicação das leis tem-se distanciado da realidade social. Muitos magistrados, influenciados talvez pelo relativismo ético dominante, desistem de encontrar a verdade no caso concreto.
A sua principal preocupação é “despachar” o processo. Alguns tornaram-se meros burocratas da lei. Agarrando-se à letra, esquecem tantas vezes o seu espírito, a ratio legis, desculpem lá a latinada.
Os juízes não podem esquecer que exercem a Justiça em nome do Povo.
Não estão a resolver um exame de direito penal. Ou a preparar-se para a próxima inspecção. A tecnicidade da lei não pode fazer esquecer a sua eticidade: o dever ser social estruturante de uma sociedade melhor e mais justa.
Paulo Marcelo, professor universitário
Diário Económico
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Miserere, encenado por Luis Miguel Cintra
sábado, 24 de abril de 2010
Reflexões sobre o pensamento de Bento XVI

sexta-feira, 23 de abril de 2010
Paulo Otero e a nova corrente da jurisprudência constitucional
Trata-se de uma reacção já esperada, à semelhança do que tem vindo a acontecer em vários estados dos EUA que legalizaram o CPMS.
Neste caso, essa histeria aborda a questão pela negativa, isto é, trata-se de criticar a alegada "homofobia" de um professor de Direito Constitucional.
No futuro, a dita histeria abordará a questão pela positiva, isto é, pela imposição da ideologia pró-gay aos alunos de todas as escolas.
De facto, este teste do 1º ano da Faculdade de Direito de Lisboa da autoria do Prof. Paulo Otero tem vindo a causar grande polémica, tal como se pode constatar aqui e aqui.
Como alega o prof. Paulo Otero, para ele, o que está em causar é única e simplesmente testar a capacidade argumentativa do aluno.
Para mim, porém, as questões abordadas pelo Prof. Paulo Otero no seu teste parecem-me muito pertinentes e oportunas.
Se olharmos para a fundamentação dos 2 últimos acórdãos do Tribunal Constitucional em matérias fracturantes com a lei da IVG e o CPMS pode-se constatar que o mesmo consagra um clara subordinação do Direito aos interesses, ao pragmatismo e ao relativismo próprios de uma sociedade dita “pluralista”.
Segundo a recente jurisprudência do TC, a Constituição (ao contrário do que era defendido pelos Profs. Paulo Oteiro, Jorge Miranda e Freitas do Amaral) não consagra a priori conceitos, não impõe a imutabilidade de institutos jurídicos milenares, antes adapta-se ao desejo, à vontade e à liberdade subjectiva de cada um.
1) Qual o limite deste novo “Direito Soft”? Até onde é que a Constituição condicionada aos direitos subjectivos de cada indivíduo vai ? Permitirá a Constituição, entendida nesta perspectiva, o casamento entre um homem e um animal ? A resposta, como é óbvio, é negativa.
2) Já num nível próximo do limite, mas ainda dentro das novas possibilidades abertas por esta nova jurisprudência relativa do TC, encontra-se a questão do casamento poligâmico.
Aí, já parece que, nessa perspectiva subjectivista e de jurisprudência dos interesses, a constituição poderia eventualmente ser permissiva caso tal correspondesse a uma corrente social, cultural e religiosa, ainda que minoritária.
Se já nada é pré-concebido, se da Constituição, em matéria de costumes, já não se podem retirar definições, princípios ou até mesmo meras orientações, ainda que numa perspectiva de interpretação sistemática (isto é, entre os vários artigos da Constituição), logo, tudo se resumirá à maior ou menor capacidade argumentativa para defender e fazer consagrar os direitos decorrentes dos desejos individuais de cada cidadão.
"O mundo para nós tornou-se novamente infinito no sentido de que não podemos negar a possilidade de se prestar a uma infinidade de interpretações"
in Nietzsche «Nosso novo infinito-
A Gaia Ciência»
Afinal de contas, não era isto que queriam ?
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Os inconvenientes da Monarquia
Fórum sobre Lisboa
Marquês de Pombal
sábado, 17 de abril de 2010
Entrevista do sociólogo António Barreto ao "i"
terça-feira, 13 de abril de 2010
OUTRO DISPARATE DA IMPRENSA SOBRE PADRES PEDÓFILOS

Por Massimo Introvigne (Avvenire, 10 de Abril de 2010)
Durou vinte e quatro horas o novo disparate lançado pela Associated Press contra o Papa. Até os media mais hostis, acossados pelos especialistas em direito canonico, fizeram marcha atrás. Mas, de acordo com o preceito segundo o qual vale a pena caluniar que sempre fica qualquer coisa, na cabeça dos utentes mais distraidos terão ficado apenas os títulos, segundo os quais, em 1985, o actual Pontífice «protegeu um padre pedófilo».
Para se compreender o significado da carta escrita pelo Cardeal Ratzinger a Mons. John Stephen Cummins (e não «Cummings»), Bispo de Oakland (California), a 6 de Novembro de 1985, é preciso ter algumas noções, ainda que básicas, de direito canónico. A perda do estado clerical pode ocorrer (a) como pena imposta pelo direito canónico por delitos especialmente graves; ou (b) quando solicitada pelo próprio sacerdote. Assim, um sacerdote acusado ou condenado por pedofilia pode perder o estado clerical (a) como pena pelo delito cometido ou (b) a seu pedido, pedido esse que o padre pedófilo pode ter interesse em fazer por razões diversas, por exemplo, para escapar à vigilância da Igreja (a vigilância do Estado é mais branda, como fica demonstrado em diversos casos), ou porque pretende casar-se. No primeiro caso, está-se a castigar o padre pedófilo. No segundo caso, está-se a fazer-lhe um favor.
Até 2001, a pena pelo delito de pedofilia – o castigo – era imposta pelas dioceses; em 2001, essa competência passou para a Congregação para a Doutrina da Fé. Em contrapartida, a análise dos pedidos de dispensa do estado clerical – o favor – já em 1985 era da competência da Congregação para a Doutrina da Fé.
Em 1985, Stephen Miller Kiesle, sacerdote acusado de abusos de menores, foi objecto de dois processos distintos. O primeiro dizia respeito à averiguação canónica susceptível de levar à demissão do estado clerical deste sacerdote como pena pelos abssos praticados, averiguação que era da estrita competência da Diocese de Oakland, e em que a Congregação para a Doutrina da Fé de modo nenhum intervinha.
O segundo processo dizia respeito à solicitação, feita pelo mesmo Padre Kiesle, de dispensa do estado clerical, solicitação que chegou à secretária da Congregação para a Doutrina da Fé, a qual – por uma praxe que adquiriu valor de regulamento – não concede a referida dispensa a um sacerdote que não tenha completado os quarenta anos.
Se a Congregação tivesse acolhido o pedido de Kiesle, não teria «castigado» o sacerdote; pelo contrário, ter-lhe-ia feito um favor. Na verdade, Kiesle pretendia abandonar o sacerdócio porque tinha a intenção de se casar.
É muito importante distinguir o acolhimento de um pedido de dispensa do estado clerical, que constitui um benefício concedido ao sacerdote e que é da competência da Congregação para a Doutrina da Fé, da demissão do estado clerical como punição, que era, até 2001, da competência das dioceses, e não de Roma.
Enquanto Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o Cardeal Ratzinger responde exprimindo a sua compreensão pela delicada posição em que o bispo se encontra – ou seja, agora em termos menos curiais, diz-lhe que compreende que o bispo preferisse que fosse Roma a tirar as castanhas do lume –, mas salienta que, para bem da Igreja, se devem respeitar rigorosamente as praxes, e que a idade do solicitante não permite dar-lhe a dispensa do estado clerical. «Considerando o bem universal da Igreja» – o que não significa, evidentemente, «para evitar escândalos» (aliás, o caso dos abusos sexuais atribuídos a Kiesle já tinha sido amplamente comentado na Califórnia, e o escândalo já se tinha verificado), mas sim «para não criar um precedente que abriria a porta a muitas outras solicitações de dispensa de sacerdotes com menos de quarenta anos» –, o Cardeal Ratzinger explica ao bispo que será necessário ter a prudência de esperar, como sempre acontece em casos de pedidos de sacerdotes que ainda não fizeram quarenta anos.
Entretanto, a Diocese de Oakland poderá, naturalmente, dar andamento à outra averiguação penal, susceptível de conduzir à demissão de Kiesle do estado clerical, não a seu pedido, mas como pena pelos abusos cometidos. Em 1987, enquanto a Diocese de Oakland prossegue as suas averiguações sobre Kiesle – depois de o ter proibido de exercer a actividade ministerial –, o sacerdote faz quarenta anos. Nesta altura, e como é da praxe, a Congregação acolhe o seu pedido de redução ao estado clerical. Kiesle abandona o exercício do ministério sacerdotal e casa-se, continuando a ser conhecido pela polícia como personalidade perturbada e suspeito de abuso de menores.
Os actos cometidos por Kiesle depois de 1987 não são, evidentemente, da responsabilidade da Igreja, mas apenas dos tribunais civis e da polícia. Se praticou outros abusos, a culpa não é da Igreja – que Kiesle abandonou e que deixou de ter quaisquer razões para o vigiar –, mas das autoridades civis.
Como é que ter recusado um pedido que um padre suspeito de pedofilia – que tencionava casar-se – apresentava como pedido de um favor, no seu próprio interesse, equivale a «proteger um padre pedófilo» é coisa que terá de ser a Associated Press a explicar.
terça-feira, 6 de abril de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
O escafandro e a borboleta
Vi, nesta Páscoa, o filme "O escafandro e a borboleta" baseado numa história verídica.Para quem não gosta de filmes "parados" ou com pouca ou nenhuma acção, então este será um filme a evitar.
Mas o seu conteúdo é muito interessante:
Impressionante que se tenha de chegar, por vezes, a situações extremas para tentar perceber e aproveitar os momentos da vida.
Impressionante pelo carinho demonstrado pelos médicos e terapeutas que tentam apoiá-lo e acreditam na sua recuperação.
Impressionante pela mensagem que o protagonista deixa aos filhos:
A vida é um dilema entre a prisão do escafandro que representam os vícios, maus hábitos e a prisão dos nossos egoísmos e as "borboletas" que nos libertam e nos fazem sair de nós próprios.
Que procurem sempre ser as borboletas, termina.
Estado de Guerra
Confesso que foi uma enorme desilusão. O filme está muito bem filmado mas não passa de um filme meramente descritivo do que é a guerra.
Não acrescenta nada de novo.
No fim, não se consegue retirar qualquer conclusão senão a do mais puro nihilismo e ausência de sentido.
Fez-me lembrar o também premiado "The Departed" e os comentários que, a propósito deste filme, também escrevi aqui.
Mas, afinal, o que esperar de uma academia que mais não é do que o reflexo da sociedade de que faz parte ?
O Papa Bento XVI e a pedofilia
Daqui resulta que os últimos ataques do maçónico New York Times são manifestamente injustas.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Deputados representam país
quarta-feira, 31 de março de 2010
Sebastião da Gama
A meu ver, ainda insuficientemente estudado e apreciado.
Aqui fica um estudo sobre a sua vida e obra para compensar este déficit.
Dele muito se pode aprender.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Do panorama político actual

in A Nova Tirania
domingo, 28 de março de 2010
sábado, 27 de março de 2010
Pedro Passos Coelho eleito
Como disse no post anterior, as divisões internas têm de terminar.
Não é o líder que eu escolheria, mas, se foi essa a decisão da maioria dos militantes, agora há que cerrar fileiras (mantendo o espírito crítico mas não necessariamente fracturante) em torno do novo líder e do seu programa para o partido e o país.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Paulo Rangel

Júlio Machado Vaz, a pedofilia e o celibato sacerdotal
domingo, 21 de março de 2010
Lutar: Para quê ?
A minha mulher acha também que votar ou ter algum tipo de activismo social ou político é uma total perda de tempo, em particular, quando se está, como é o meu caso, sempre do lado dos derrotados.
Dos derrotados no aborto, dos derrotados na política local e nacional, dos derrotados quanto ao casamento gay, etc..
No outro dia, ouvi este anúncio, e penso que ele espelha na íntegra o que eu penso acerca do meu activismo.
E se valerá a pena ou não, lutar e tentar.
sábado, 20 de março de 2010
Jorge Bacelar Gouveia coerente

quinta-feira, 18 de março de 2010
Justiça miserável
terça-feira, 16 de março de 2010
A paixão do Deus menino
Esta música é muito curiosa. A letra é de um santo martirizado no Séc. XVI, em Inglaterra. Baseia-se num poema místico que aborda a paixão própria da Páscoa, de uma forma original, ao cruzá-la com o Natal.
O Deus menino aparece-lhe numa noite de inverno a arder pelo fogo dos pecados dos homens. A letra diz que a única forma de apagar esse fogo e amar o menino é limpá-lo, se necessário, com o sangue do devoto. E só assim haverá Natal.
A adaptação musical foi feita por um músico dos nossos tempos ligado à música tradicional inglesa, Chris Woods.
O facto de ser uma música alegre a acompanhar uma letra mais dramática pode ser visto como um convite à esperança e à alegria, "apesar dos pesares".
Há quem não goste do estilo, mas eu acho-a muito original.
sábado, 13 de março de 2010
Um abraço ao João Noronha
Ao meu colega de blogue no Algarve pela Vida, o João Noronha que, de forma muito compreensível, tem andado afastado destas lides pelo acompanhamento à pequena Madalena, aqui vai um forte abraço.
Pedro Passos Coelho apoia casamento gay
quinta-feira, 11 de março de 2010
Actas das assembleias legislativas portuguesas
Uma autêntica preciosidade histórica !
quarta-feira, 10 de março de 2010
Cristiano R

Os formalismos da Justiça
O Diabo está nos detalhes
terça-feira, 9 de março de 2010
Ruben Micael fora
Falta-lhe ainda a experiência internacional e o calo necessários para enfrentar as grandes pressões.
Para o campeonato do mundo não podemos correr riscos. Pelo que, se fosse por mim, ficaria de fora.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Somos pó e em pó nos tornaremos
terça-feira, 2 de março de 2010
Apoio Paulo Rangel
No entanto, dos 4, aprecio bastante o discurso de ruptura de Paulo Rangel.
No estado a que o país chegou sobretudo nas áreas da justiça, da educação, da organização político-administrativa e da segurança só mesmo um discurso de ruptura.
Por isso, apoio Paulo Rangel.
Remeto para 2 sites de qualidade sobre o seu discurso e programa
http://libertarofuturo.blogspot.com/
http://www.paulorangel2010.com/
