Domingo, 17 de Março de 2013

Papa Francisco cumprimenta os paroquianos que foram à Missa


Esta, quando a li pela primeira vez, não me acreditei.
Quando li que o Papa no fim da Missa de Domingo numa paróquia de Roma foi a fugir para a porta da Igreja cumprimentar, 1 a 1, 1 a 1, é mesmo verdade todos os que íam saindo da Missa pensei que tinham sido só uns quantos. Mas este vídeo mostra que foi mesmo 1 a 1. Impressionante.
Aqui no Algarve o saudoso Padre Arsénio de Portimão também Jesuíta fazia exatamente a mesma coisa, na Paróquia de N. Sra do Amparo. Grande exemplo que o Papa dá para os párocos em geral que andam sempre tão atrapalhados com tantas coisas que quase nunca têm tempo para os seus paroquianos.
Como dizia o Cardeal Bertone na missa que anteceu o conclave precisamos de um Papa que dê a vida pelas suas ovelhas.
Ei-lo.
Vejam o vídeo:
 

Sábado, 16 de Fevereiro de 2013

Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2013

Renúncia do Papa Bento XVI


É com grande tristeza, pesar e até preocupação que vejo a renúncia do Papa Bento XVI ao cargo. Nas últimas semanas, passou a ser evidente aos olhos de todos a acelerada degradação da sua condição física.

O Papa João Paulo II optou por manter-se no cargo dando um exemplo magnifico do que é viver a velhice e a doença que fazem também parte da vida. Porém, os desafios que se aproximam, em particular, a viagem de Julho ao Brasil iria exigir algo que o Papa, neste momento, já se vê que não estará em condições de poder dar.

 Lá para Abril teremos um novo Papa e o meu preferido, tal como já aqui referi várias vezes, é o Cardeal de Nova York Timothy dolan pela sua ortodoxia, pelo seu sentido de humor, pela ligação que faz tão bem do Céu à terra e vice-versa e pela sua forte experiência pastoral

Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2013

Um Tratado Sobre os Nossos Actuais Descontentamentos

Há algo profundamente errado no modo como pensamos que devemos viver hoje em dia.
Durante 30 anos orgulhámo-nos do contrato social que definiu a vida da sociedade do pós-guerra na Europa e na América - a garantia de segurança, estabilidade e justiça. Tudo isto foi perdendo o seu real significado, revestindo agora em muitos aspectos apenas meras formalidades. Questões anteriormente pertinentes, em tempos até do foro do político, sobre a bondade ou a justiça das coisas, deixaram de ser colocadas.
Nesta obra "Um Tratado Sobre os Nossos Actuais Descontentamentos", Tony Judt, um dos principais historiadores e pensadores contemporâneos, mostra como chegámos a este momento confuso. Num texto contundente, descreve o que todos temos sentido e remete-nos em simultâneo para a forma de sairmos desta sensação de mal-estar colectivo

Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2013

Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2012

Calem-se e façam-se à vida


Sobre a prova racional da existência de Deus

Aqui, do meu amigo Bernardo Motta, brilhante, como sempre  !

Terça-feira, 25 de Dezembro de 2012

A crise do Direito e dos tribunais

Intervenção do Prof. José Eduardo Faria na conferência "Tribunais, Cidadania e Direitos, realizada pela ASJP na Assembleia da República no dia 06.12.2012


Prof. José Eduardo Faria (2012-12-06) por dm_50c3526409d78


Alguns pontos referidos por este professor universitário que me parecem mais de destacar:

a) “A existência de uma incompatibilidade entre a razão juridica e a razão económica”
 
b) "A existência da dolarização do conhecimento jurídico"
 
 c) "A existência de um conflito entre o poder existente e a ordem desejada"
 
d) "sem sindicatos fortes o capital (...) consegue (..) principalmente suprimir certas responsabilidades do judiciário na aplicação dos direitos sociais"
 
e) "As reformas legislativas de segunda geração fortemente pressionadas por uma lógica economicista estão a revogar direitos sociais adquiridos"

f) "na lógica dos mercados transnacionais, o direito social é visto unicamente como um custo económico"

No entanto, acho que a sua visão é um pouco estática.
Apesar da lógica capitalista estar a destruir muitos dos direitos sociais também é importante pensar e questionar o passado para reconstruir o presente e modificar o futuro.

Sábado, 15 de Dezembro de 2012

Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2012

A vida de Pi




 Aprendendo as primeiras leis da vida com os animais do zoo, Pi desde cedo se interroga sobre a sua identidade religiosa, retirando de cada uma das influências aquilo que lhe parece fazer sentido. À revelia de um pai agnóstico auto proclama-se cristão.

Quando a viabilidade do zoo é ameaçada e a família decide partir para o Canadá, o barco em que seguem sofre uma violenta tempestade. Em pleno Oceano Pacífico, Pi vive a mais temível e extraordinária experiência humana, entregue a Deus e ao seu discernimento, num bote onde couberam ainda uma zebra, uma hiena, um orangotango... e Richard Parker, portentoso tigre de Bengala...

Desde o anúncio de adaptação de “A Vida de Pí”, do escritor canadiano Yann Martel, ao cinema, sob direção do oscarizado Ang Lee (“O Segredo de Brokeback Mountain”, “O Tigre e o Dragão”), paira no ar a interrogação sobre a sua capacidade de transpor ou reinterpretar a maior riqueza da obra literária: as interrogações e reflexões de um rapaz na passagem à idade adulta sobre o sentido da vida e da existência. Reflexões que surgem de forma mais evidente ou subliminar na relação fabulosa de Pi com os animais e inevitavelmente nos momentos de maior tragédia e espanto, ante a experiência do desespero ou da solidão. Na ausência e na magnânima presença de Deus.

 

A opção de Ang Lee é claramente pela magnificência de efeitos visuais, permanentemente acompanhados por uma banda sonora digna de entusiasmante aventura. Adaptação bem protagonizada por um jovem e empenhado ator, Suraj Sharma, num contexto em que tudo parece bater certo, mas que evita a todo o custo a introspeção...

Margarida Ataíde

Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2012

Paying attention to the sky

Bom blog sobre filosofia, teologia e ética cristã, aqui

Segunda-feira, 12 de Novembro de 2012

Ajude-nos a divulgar o "Algarve pela vida"


Educação para os media nas escolas




Nuno Crato, o novo ministro da Educação, afirmava há uns meses atrás que um dos objectivos do sistema de ensino passava pela sua adaptação aos desafios da idade adulta e do mundo profissional que espera os jovens estudantes.
Neste âmbito, haveria que excluir ou reduzir as matérias que têm pouca aplicação prática e apostar nas que têm.
Uma das áreas mais importantes no sentido de atribuir competências aos jovens com vista a uma maior concentração e autonomia passa pela chamada "Educação para os Media".
A "Educação para os Media" tem uma dupla vertente.
Por um lado, munir os jovens dos instrumentos necessários a uma utilização inteligente dos media ao nível académico e profissional.
Por outro, investi-los das competências necessárias a uma interpretação dos media que permite a sua desmontagem e a obtenção de um consequente distanciamento que evite situações de manipulação e atracção maníaco-compulsiva.
Infelizmente, este área continua a ser descurada pelos programas de ensino.
Excepção a isto é a chamada "leitura de imagens e movimento" que é uma rubrica prevista em alguns programas de Português para certos anos de escolaridade.
Entre outros efeitos, o consumo massivo de multimedia aumenta quer a dificuldade de concentração, quer a hiperactividade com consequências negativas para o desenvolvimento psicossocial dos estudantes.
Há que rever os programas de ensino e torná-los mais atractivos, mais modernos, mais adaptados à preparação dos estudantes com vista à sua inclusão num mundo cada vez mais competitivo e, por vezes, cruel.

Quarta-feira, 31 de Outubro de 2012

Halloween

A exorcização dos nosso receios e demónios na noite de Halloween em véspera de dia de todos os Santos, mas, por vezes, temos mesmo que os enfrentar ora por mera superação ora tão simplesmente porque não temos outra alternativa.


Terça-feira, 30 de Outubro de 2012

Onde a esperança morre, antes de nascer

No próximo dia 3, sábado, à tarde, se Deus quiser, estarei a participar num dos turnos das Veladas pela Vida, em frente à Clínica dos Arcos.
Já visitei o campo de concentração de Auschwitz onde pessoas eram mortas por motivos de racismo.
Nesta Clínica pessoas são mortas não por serem judeus ou negros mas simplesmente porque foram concebidos no lugar errado, à hora errada por pessoas que não os querem.
São mortas apenas e tão somente por motivos económicos.
Motivos económicos que, nesta altura do campeonato, poderiam ser determinantes.
Mas o que pode ser determinante para acabar com uma vida?
O que é certo é que esta aberração não pode ser só imputada aos próprios que colaboram e praticam o aborto, mas a toda uma sociedade. Porque uma sociedade que permite que seres vivos concebidos não vejam a luz do dia por falta de apoio, por falta de carinho, por falta de condições familiares, económicas e sociais, por falta de alternativas é uma sociedade derrotada e que se deixa derrotar antes mesmo de lutar.
Nesta Clínica a esperança morre antes de nascer.
As almas saem amarguradas ou com uma enganadora sensação de alívio.
As marcas ficam sempre.
Não estamos à frente da Clinica dos Arcos para censurar ninguém ou muito menos para perseguir, estamos para falar com quem quiser falar, mostrar que há quem trabalhe por alternativas e que essas alternativas são reais e não apenas meras intenções.
Estamos à frente da Clínica para rezar pelos que são empurrados para o drama do aborto, os pais e os filhos.
Estamos para que saibam que estão no nosso pensamento, nas nossas orações e, por isso, merecem a nossa presença

Segunda-feira, 29 de Outubro de 2012

Enquanto uns apertam o cinto outros continuam a viver à grande e à francesa

Neste site, encontram-se coisas interessantes.
Tais como:

A entidade reguladora dos Serviços Energéticos gastou 54.108,00€ com a Reuters para ter acesso permanente a informação de índole economica

Com tanta gente no desemprego e tantos funcionários públicos na lista para serem "corridos" a Autoridade da Concorrência precisava mesmo de gastar 184.500,00€ na aquisição de serviços de segurança privada ?
O país de tanga mas as entidades públicas continuam a viver "à rica" e é para isto que vamos apertar o cinto.
Ou o governo tem a coragem de acabar com estas mordomias ou "suspenda-se a democracia por uns meses para pôr o país em ordem" (alguém já disse isto antes, não foi ?)

Quarta-feira, 24 de Outubro de 2012

Esquecer o mundo



"Bem sabeis que não tenho por hábito dormir muito, mas apenas um pouco para esquecer o mundo" Thomas More

O sono e o dormir, entre outras vantagens de natureza biológica, oferece-nos também a possibilidade de todos os dias, por umas quantas horas, podermos esquecer o mundo...

Domingo, 21 de Outubro de 2012

Dia Mundial das Missões

No dia mundial das Missões, eis um vídeo que fala sobre homens e mulheres que deixam os seus familiares e amigos para, a muitos kilómetros de distância das suas casas, promoverem a inclusão social, a educação, a saúde e a propagação da fé em locais marcados pela guerra e a pobreza.


Terça-feira, 16 de Outubro de 2012

Osvaldo Silva

Estou profundamente chocado com a noticia do falecimento súbito do meu colega e conhecido Osvaldo Silva, ilustre advogado de Faro, com a mesma idade que eu, 40 anos, fruto de um acidente de viação em Espanha. À semelhança do Dr Pedro Nicolau de Sousa que faleceu há uns atrás num acidente de mota, ambos os colegas tinham a paixão pelos veículos motorizados de alta cilindrada, ambos tinham adquirido recentemente veículos novos e de grande potência e ambos eram viciados em trabalho.
O Dr Osvaldo Silva era um advogado muito profissional e dedicado às suas causas e aos seus clientes.
Tive oportunidade de me enfrentar com ele em audiência e posso confirmar a sua diligência e preparação.
Sempre que nos cruzávamos, ele parava sempre para trocarmos um dedo de conversa que, muitas vezes, prolongava-se por muitos minutos.
Apesar de adversários em tribunal, tínhamos um relacionamento muito cordial.
Da última vez, em Agosto, confidenciou-me algumas coisas da sua vida, o que, sem dúvida, implicou um reforço da nossa relação.
Nessa altura, estive a falar com ele sobre a nossa vida de advogado, cheia de stress e trabalho e ele dizia-me que, em pleno mês de Agosto, não iria tirar férias.
O trabalho, às vezes, é como uns grilhões que não liberta e nos impede de viver.
Quando a morte chega, sem avisar, deixa-nos lições de vida a tirar.
Os meus pensamentos e orações vão para a mulher e o filho de 3 anos.
Tanto frenesim, tanto trabalho para tudo se gastar e desaparecer num ápice.
Paz à sua alma.

Sexta-feira, 5 de Outubro de 2012

Demagogia



            Na sua obra “A República”, Aristóteles dizia que a forma de degenerescência da Democracia é a demagogia.
           Sabemos também que, no dizer de Churchill “A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas". Por outras palavras, a Democracia será a melhor das piores formas de governo.

            Na génese da crise económica europeia está também subjacente uma crise da própria classe política e do sistema democrático. Em particular, na Grécia, em Espanha e em Portugal isso é muito evidente, em grande parte motivada pela insensatez, desgoverno e incompetência dos partidos socialistas locais que estiveram no governo desses país.

            Mas a culpa não é só dos partidos e dos governos, é também dos eleitores.

            Senão vejamos.

            Nas eleições legislativas de 2009, Manuela Ferreira Leite, na campanha eleitoral, defendeu a necessidade de recorrer a medidas de austeridade e contenção como forma de estabilizar as finanças públicas e o déficit do Estado.

            Enquanto isso, Sócrates dizia que o discurso de Manuela Ferreira Leite era pessimista e que, com ele, os salários e as pensões não seriam afetados (inclusive até foram aumentados precisamente na véspera das eleições) e que, com ele, o país lançar-se-ía numa onda de grandes investimentos públicos que iriam relançar a economia.

            À exceção dos economistas pró-Socrates, todos os outros especialistas consideravam que a estratégia de Sócrates era um suicídio para o país. Porém, como Sócrates utilizou um discurso enganador, falso e aparentemente mais positivo, acabou por ganhar as eleições, lançando depois o país na ruina, com despesas galopantes em cima de mais despesas e endividamento atrás de endividamento.

            Quando Portugal acabou por pedir um resgate à Troika, os salários e pensões de reforma corriam o risco de não serem pagos. Mas, já era tarde de mais . Os eleitores escolheram votar em quem os tinha enganado e recusaram votar em quem lhes dizia a verdade e usava como lema e bandeira eleitoral“Uma política de verdade”. Os eleitores, pelo contrário, preferiram a mentira, preferiram quem lhes vendia uma “banha da cobra” mais atrativa.

            Em 2011, quando Passos Coelho se apresentou às legislativas, afirmou que iria tentar não aumentar os impostos e nada disse quanto ao corte de subsídios de Natal e de férias. As pessoas foram, de novo enganadas.

            Mas se Passos Coelho seguisse o exemplo de Manuela Ferreira Leite e anunciasse, em plena campanha eleitoral quais as medidas duras e de austeridade que iria levar a cabo, será que os eleitores teriam votado à mesma no PSD ?

Ou será que o seu fim, seria o mesmo de Manuela Ferreira Leite que foi penalizada por dizer a verdade e não a esconder ?

            Esta comparação leva-nos a uma conclusão:

Para ganhar umas eleições, o povo precisa de ser enganado porque o povo procura sempre o mais fácil, segue sempre quem lhe promete mais, melhor e de forma mais rápida. Depois, quando se vê enganado, aí é que o povo se lembra que as promessas não foram cumpridas e vai para as ruas, reclamar e manifestar-se contra a classe política. Mas, cada um tem o que merece e se só é possível ganhar umas eleições através da mentira e das falsas promessas, quem é que pode censurar os políticos de a isso recorrerem, se essa é a única forma que têm de aceder ao poder ?

            É necessário apostar numa maior maturidade e formação política dos eleitores de forma a que este não reajam de forma meramente intuitiva e pavloviana. Há que dizer a verdade, não escondê-la e demonstrar que não há alternativas, além do caos e da rutura.

            Fazer o contrário, é pura demagogia.

O meu artigo de Outubro no mensário "Notícias de S.Brás"

Segunda-feira, 24 de Setembro de 2012

Sócrates aumentou a dívida em 93%

De acordo com o que aqui se diz, Sócrates aumentou a dívida de cada português em 93%...

Em 2009, foi o zé povinho que votou nele porque não gostavam do aspeto da Manuela, não foi ?

Quinta-feira, 20 de Setembro de 2012

A Igreja Católica está ultrapassada e caduca ?

 O Arcebispo de Nova Iorque e Presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, Cardeal Timothy Dolan, respondeu com simplicidade e precisão, baseado na vida cotidiana, àqueles que afirmam que que a Igreja é "anacrônica" ou está "fora de moda".

Na mais recente publicação de seu blog pessoal no site da Arquidiocese de Nova Iorque, o Cardeal respondeu às críticas que dizem que a Igreja deve "colocar-se ao dia com as novas épocas ou vai perder fiéis!"

Com um claro tom de ironia, o Cardeal comenta que também uns dizem que o Papa Juan XXIII ia iniciar algumas mudanças com o Concílio Vaticano II para "colocar a Igreja em dia", mas que o "indeciso" Paulo VI e "o polonês de mente fechada" João Paulo II, e o "autoritativo Panzerkardinal" Joseph Ratzinger, agora Bento XVI, "arruinaram tudo com seu conservadorismo!"

A seguir o Cardeal explica que o Papa João XXIII reuniu o Concílio para debater a melhor forma de transmitir a fé "sem comprometer ou diluir sua integridade. E, de acordo aos ensinamentos do mesmo Concílio, é o Papa, unido aos Bispos da Igreja, que proporcionam a genuína interpretação do significado do Concílio".

O Cardeal explica logo que o que deve adequar-se aos tempos é a forma que a fé é apresentada e que a missão da Igreja e seus ensinamentos não devem ser alterados, mas devem estar conformes à Revelação de Deus na Bíblia, ao direito natural, aos ensinamentos de Jesus e ao Magistério da Igreja (os ensinamentos do Papa e dos bispos).

Para deixar ainda mais claro que os ensinamentos da Igreja não estão "fora de moda", o Cardeal põe três exemplos concretos.

O primeiro se refere à convivência antes do matrimônio e a vida sexual ativa, que segundo a Igreja pertence apenas ao âmbito do matrimônio. "Tal afirmação, como sabem, é qualificada de tola, imprática e repressiva".

Entretanto, prossegue o prelado, "não foi um jornal católico –a não ser justamente o contrário– o New York Timas (que no dia 15 de Abril de 2012) informou as sombrias estatísticas de como a convivência antes do matrimônio gera altos graus de infelicidade marital e divórcio!"

O segundo caso é o de uma mulher que procura o seu pároco para pedir consolo porque agora não pode ficar grávida porque, segundo o seu médico, durante 15 anos tomou a pílula anticoncepcional, um tema com o qual alguns se burlavam da Igreja. "A mulher mesmo conclui que o respeito da Igreja pela integridade natural do corpo não está para nada ‘ultrapassado’".

O terceiro caso é um homem que se aproxima do próprio Cardeal para contar-lhe o seu drama: está velho, sozinho e vai morrer. Deixou a sua esposa e filhos uma década atrás, procurou dinheiro, prestígio, propriedades e uma esposa mais bonita e mais jovem. Anos atrás ele se burlou do sacerdote que lhe advertiu sobre os perigos de "adorar o dinheiro e o prazer".

"E agora –diz o Cardeal Dolan– o homem está morrendo sozinho, recordando as palavras de Jesus: ‘De que serve ao homem ganhar o mundo inteiro se ao fazê-lo perde seu alma?’ O homem admite que, no final das contas, a Igreja tinha razão".

O Arcebispo assinala que "a Igreja ‘não está fora de foco’, mas ao contrário se encontra no meio de tudo e bastante mais adiante de nós porque tem os olhos na eternidade. É uma mãe amorosa e sábia, fundada sobre Aquele que é ‘o Caminho, a Verdade e a Vida’".

"Ela, a Igreja, não tem que mudar de perspectiva, mas nós temos que mudar de vida. Esqueçam-se de ‘adaptar-se aos novos tempos’ no que diz respeito à fé e à moral. Em vez disso ‘coloquem-se em dia com o eterno!’, conlcuiu"

Daqui

Segunda-feira, 17 de Setembro de 2012

Não temos capacidade mental para estar no Euro


"Estar no Euro implica não gastar mais do que se tem e apostar na produtividade.
No primeiro caso para evitar que o Estado se endivide para além do sustentável.
No segundo porque só o aumento da produtividade garante aumentos contínuos de salários.
O problema é que o país não está preparado para isso. Nem quer aprender.
Veja-se quanta gente, nos três partidos do Poder, continua a pedir mais tempo para cumprir o défice. Esquecendo que mais tempo significa mais dívida.
E veja-se quanta gente defende aumentos salariais sem crescimentos de produtividade, que só geram défices comerciais brutais e desemprego elevado.

Portugal não tem nem políticos nem cidadãos preparados para estar no Euro"


Camilo Lourenço
Jornal de Negócios

Domingo, 16 de Setembro de 2012

Sistema caduco



Voltámos à política dos pequeninos.
Afinal, por detrás de um Passos Coelho e de um Paulo Portas, lá no fundo, lá no fundo há sempre um...Sócrates.

Passos Coelho não hesitou em anunciar medidas como se fosse o Rei Sol, eu quero, posso e mando. Esqueceu-se que o povo está em carne viva, esqueceu-se que o povo está mal habituado e ainda vive dormente e em ressaca pela febre consumista do último decénio, esqueceu-se que o povo é sensível, esqueceu-se que há gente, neste momento, a passar muito mal.
As medidas até poderiam ser as mesmas mas teriam que estar amparadas num diálogo social que foi cortado logo à cabeça, ainda que, no final, a decisão fosse a inicialmente adoptada.

Paulos Portas faz o seu joguinho e o joguinho do seu partido, com um pé dentro e outra fora. Um pé dentro porque lhe sabe bem ter os seus "boys" alimentados e nos vários cargos de assessores e demais tachos.  Com um pé fora porque se a coisa correr mal, sempre pode saltar e dizer que até nem concordava nada com as politicas do governo de que fazia parte.

A política no seu mais baixo nível. A "porca" de que falava Ramalho Ortigão. A "garotada" como lhe chama Medina Carreira. A podridão das moscas que mudam para que o resto fique todo na mesma.

Na Europa passa-se o mesmo, cada um a fazer pela sua vidinha.

Este sistema está caduco. Esta Constituição deixou de servir. Estes protagonistas não servem.


Portugal tem que ser reinventado e tem que encontrar um novo caminho

Sábado, 15 de Setembro de 2012

Quarta-feira, 12 de Setembro de 2012

O fim da esperança ?

"Poucos políticos têm posto os interesses do país à frente dos seus. Desde 2008 que tem sido uma demência. Teixeira dos Santos aumentou então os funcionários públicos para ganhar as eleições em 2009. Cavaco Silva devia ter obrigado a um Governo de coligação depois dessas eleições. José Sócrates jamais deveria ter negociado o PEC IV sem incluir o PSD. O PSD não devia ter tombado o Governo. E assim se sucedem os erros em que sacrificam o país para não perderem a face, as eleições ou a briga de ocasião. O que vai agora o PS fazer? E Paulo Portas? E o Presidente da República, vai continuar a furtar-se ao papel para que foi eleito?
(....)
Esta guerra não é para perder. Assim ela será perdida. Não há mais sangue para derramar. E onde havia soldados já só estão as espadas".


Pedro Santos Guerreiro

Jornal de Negócios

Domingo, 9 de Setembro de 2012

Os perigos da Ryan Air

Ainda bem que há umas semanas atrás, quando voei com a Ryan Air, não sabia ainda desta notícia

Embora já desconfiasse, diga-se...

Um novo paradigma


            Nos últimos 25 anos assistimos à queda de dois muros, o de Berlim, simbolo do comunismo e o da Lehman Brothers, simbolo do delírio bancário e financeiro que caracterizou a época áurea do capitalismo exacerbado.

            De facto, os bancos e as financeiras apelaram a um consumismo desenfreado das pessoas, na ânsia do ter mais coisas, uma casa mais confortável e com mais comodidades, um carro de maior cilindrada e de marca mais vistosa, etc. Já sabemos no que deu este delírio. Agora com os bancos a necessitarem de ajuda, que os países e os consumidores endividados acordaram da ilusão em que viveram, cabe-nos a todos pagar a factura da crise, apertando o cinto cada vez mais. O que é certo é que toda esta nova conjuntura está a criar um novo paradigma social, económico, e financeiro.

            Ao nível social, verificamos que uma das consequências da crise actual reside no agravamento da (já anteriormente existente) crise demográfica, com a redução do número de nascimentos, com consequências graves ao nível quer da sustentabilidade do sistema de contribuições para a Segurança Social, quer da colocação de professores em virtude da diminuição drástica da população escolar. Outra das consequências, ao nível social, reside no recurso a novas formas de solidariedade, com particular destaque para as trocas directas, entre pessoas e famílias de bens, serviços ou alojamentos. Livros, roupas, brinquedos, material informático, móveis, electrodomésticos, etc. incluem-se nesta nova forma de transferência de bens, utilidades e serviços que, ainda assim, tem de ser mais aperfeiçoada, apesar do muito que já se avançou nesta área na internet e através das IPSS’s. O reforço dos laços familiares é curiosamente outra das consequências a que estamos a assistir como consequência da crise verificando-se, por um lado, a diminuição do nº de divórcios e, por outro, a manutenção (ou regresso) dos idosos às suas casas de família. O recurso ao crédito agilizava o divórcio, permitindo a aquisição de novas casas, acompanhada pela troca de parceiro. Agora, mesmo os casais que vivem com problemas conjugais entre si, tentam ultrapassá-los, havendo uma maior tolerância e compreensão de forma a manterem a solidez económica da família. O “El Dorado do céu na terra” oferecido por financeiras e bancos ajudava a incutir nas pessoas a ideia de que também no seu relacionamento afectivo seria possível encontrar um parceiro melhor, com menos defeitos e mais qualidades, tal como acontece com os carros, telemóveis e pc’s, e se fosse necessário refazer a vida, lá estaria o banco para oferecer mais um crédito.

            Ao nível económico, verificamos quer o encerramento de muitas empresas, quer a sua reconversão apostando em outros nichos de mercado e reduzindo pessoal. A ideia de produzir bens, casas, eletrodomésticos, carros, entre outros em catadupa promovendo o desperdício e o endividamento, era claramente um exagero, aliás, chocante se pensarmos que em outras partes do mundo mais desfavorecidas, em particular no hemisfério sul, muitos morriam com a falta do que outros,em países do hemisfério norte, esbanjavam.

            Esta nova conjuntura, para uns, convida ao desemprego ou ao trabalho em part-time ou com horário reduzido, uma vez que as exigências de produção não serão tão grandes enquanto que, para outros, implicará trabalhar mais horas e mais intensamente. Com menos trabalho ou mais trabalho por menos preço, também o Estado sofre porque recolhe menos impostos e caímos num circulo vicioso.
            O mais chocante é que quer os bancos, quer uma minoria de milionários continuam a abusar da sua sorte, tentando obter mais rentabilidade, ainda que à custa da miséria dos outros. Por isso, sobre estes há que ter a coragem de também adoptar medidas.

Segunda-feira, 3 de Setembro de 2012

A entrega da casa ao banco para saldar dívidas



"A entrega da casa ao banco e a sua aceitação deve saldar o créditos (...)
Estas decisões dão um relevo importante à justiça, que não pode ser cega e que tem a obrigação ética de corrigir os factores de distorção provocados pela crise de que os bancos são os principais responsáveis.
Esta orientação jurisprudencial está certa e vai ter um forte impacto ao nível económico e social, expondo, como é de justiça, também as instituições bancárias às desvalorizações do mercado imobiliário."

In Correio da Manhã, 26 de Abril de 2012

Juiz Desembargador Rui Rangel

Em Espanha, a jurisprudência superior acabou por anular as decisões dos tribunais de 1ª instância que decidiram neste sentido.
Em Portugal, já há alguns tribunais de 1ª instância a defender esta posição, resta saber como é que o Supremo Tribunal de Justiça irá decidir quando lhe chegar às mãos os recursos dos bancos a este novo entendimento.

Sábado, 18 de Agosto de 2012

Lindo


Quarta-feira, 15 de Agosto de 2012

9 perguntas sobre o Ano da Fé

No próximo dia 11 de outubro começará o Ano da Fé, convocado por Bento XVI. Mas de que se trata? O que deseja o Santo Padre? O que se pode fazer? A dois meses do início, respostas às perguntas que surgem.


1. O que é o Ano da Fé?O Ano da Fé "é um convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo" (Porta Fidei, 6).

2. Quando se inicia e quando termina?
Inicia-se a 11 de outubro de 2012 e terminará a 24 de novembro de 2013.

3. Porquê nessas datas?
Em 11 de outubro coincidem dois aniversários: o 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II e o 20º aniversário da promulgação do Catecismo da Igreja Católica. O encerramento, em 24 de novembro, será a solenidade de Cristo Rei.

4. Porque é que o Papa convocou este ano?"Enquanto que no passado era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes setores da sociedade, devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas". Por isso, o Papa convida para uma "autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo". O objetivo principal deste ano é que cada cristão "possa redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo
5. Que meios assinalou o Santo Padre?Como expos no Motu Proprio "Porta Fidei": Intensificar a celebração da fé na liturgia, especialmente na Eucaristia; dar testemunho da própria fé; e redescobrir os conteúdos da própria fé, expostos principalmente no Catecismo.

6. Onde terá lugar?Como disse Bento XVI, o alcance será universal. "Teremos oportunidade de confessar a fé no Senhor Ressuscitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famílias, para que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer melhor e de transmitir às gerações futuras a fé de sempre. Neste Ano, tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquiais e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, encontrarão forma de fazer publicamente profissão do Credo".

7. Onde encontrar indicações mais precisas?Numa nota publicada pela Congregação para a doutrina da fé.

Aí se propõe, por exemplo:

- Encorajar as peregrinações dos fiéis à Sede de Pedro;
- Organizar peregrinações, celebrações e reuniões nos principais Santuários.
- Realizar simpósios, congressos e reuniões que favoreçam o conhecimento dos conteúdos da doutrina da Igreja Católica e mantenham aberto o diálogo entre fé e razão.
- Ler o reler os principais documentos do Concílio Vaticano II.
- Acolher com maior atenção as homilias, catequeses, discursos e outras intervenções do Santo Padre.
- Promover transmissões televisivas ou radiofónicas, filmes e publicações, inclusive a nível popular, acessíveis a um público amplo, sobre o tema da fé.
- Dar a conhecer os santos de cada território, autênticos testemunhos de fé.
- Fomentar o apreço pelo património artístico religioso.
- Preparar e divulgar material de caráter apologético para ajudar os fiéis a resolver as suas dúvidas.
- Eventos catequéticos para jovens que transmitam a beleza da fé.
- Aproximar-se com maior fé e frequência do sacramento da Penitência.
- Usar nas escolas ou colégios o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica.
- Organizar grupos de leitura do Catecismo e promover a sua difusão e venda.

8. Que documentos posso ler por agora?- O motu proprio de Bento XVI "Porta Fidei"
- A nota com indicações pastorais para o Ano da Fé
- O Catecismo da Igreja Católica
- 40 resumos sobre a fé cristã


9. Onde posso obter mais informação?Visite o site www.annusfidei.va
Fonte: Daqui

Quarta-feira, 1 de Agosto de 2012

William Wallace versus Nuno Álvares Pereira



Alguns biografos de Nuno Álvares Pereira chamam à atenção para as parecenças com o herói escocês William Wallace.

De facto, William Wallace (cuja personagem ficou gravada no cinema através do filme Braveheart) apresenta algumas semelhanças com Nuno Álvares Pereira e inclusive é provável que este soubesse, através dos seus amigos ingleses, das artimanhas e estratégias usadas por Wallace nas batalhas com o Rei inglês Eduardo I e que até se tivesse nelas inspirado sobretudo na forma como as suas vanguardas enfrentaram as investidas da cavalaria espanhola, em batalhas como Aljubarrota ou Atoleiros.

1º) Ambos lutavam conta Reinos mais poderosos em favor da independência, no caso de W.Wallace, pela aquisição da independência e no caso de D. Nuno pela manutenção da independência.

2º) Ambos tinham nas suas fileiras um grupo pouco organizado e composto por milícias populares, nem sempre bem armadas e apetrechadas.

3º) Ambos viveram no século XIV e tiveram de lidar com a nobreza cínica e calculista dos seus próprios reinos (no caso de William Wallace com a nobreza escocesa).

4º) Ambos tiveram uma educação baseada na formação religiosa e militar, associada a conventos ou ordens militares religiosas.

5º) Ambos venceram batalhas, utilizando estratégias inteligentes onde a desvantagem do menor número das suas tropas acabou por ser anulada pela maior  perspicácia e sagacidade destes heróis medievais.

No entanto, algo separa William Wallace de D.Nuno Álvares Pereira. Este foi declarado Santo cerca de 600 anos após a sua morte, enquanto o 1º não tem fama de santidade.

No entanto, este site veio recentemente exaltar as qualidades religiosas de William Wallace . Porém, não me parece que essas qualidades se possam equiparar às de D. Nuno Álvares Pereira.

Se verificarmos, as qualidades religiosas que são associadas a D. Nuno Álvares Pereira traduzem-se numa prática religiosa diária  e que se manteve ao longo de toda a sua vida praticamente sem qualquer interrupção.

Pelo contrário, no caso de William Wallace, o site em causa destaca a sua formação religiosa, durante a sua infância e adolescência, também as peregrinações que fez então e ainda a forma como, no fim da vida, encarou a morte.
No entanto, se formos a ver, em geral, ao longo de toda a idade média, é raro o militar ou o nobre que não se converta ou passe a viver de forma mais fervorosamente religiosa quando confrontado com a sua morte. Vejam-se, por exemplo, o caso dos Reis D. Afonso V, D. Fernando I ou dos Reis D. Sancho I e II que, inclusive, revogaram decretos contrários aos interesses da Igreja, como forma de anularem excomunhões contra si.
Também o hábito das peregrinações era comum e estava generalizado como algo que qualquer cristão habitualmente realizava, mais cedo ou mais tarde, na sua vida.
Assim, o comportamento religioso de William Wallace enquadra-se naquilo que é expectável para um cristão médio que viveu na Idade Média.

Por fim, refira-se que o próprio texto em causa refere que William Wallace, após o assassinato da sua mulher, Marian, afastou-se da Igreja, da prática religiosa e inclusive sabe-se que, em algumas das suas batalhas, actuou de forma particularmente violenta e cruel para com os seus adversários- facto que nunca aconteceu em D. Nuno Álvares Pereira.

Por isso, semelhanças existem, com diferenças à parte.

Terça-feira, 24 de Julho de 2012

Educar para a gestão


            Num dos seus artigos no semanário “Expresso”, um dos gestores mais brilhantes de Portugal, António Carrapatoso, defendia a introdução obrigatória de aulas de gestão no ensino. Dizia ele que, através do recurso ao método do “caso” e pela transmissão de alguns princípios elementares de gestão, os estudantes estariam a adquirir competências na área da gestão que lhes seriam muito úteis para o futuro.

            O problema desta sugestão é que ela  lançaria à escola e aos professores mais um desafio e mais um encargo a somar a todos os outros. Educar para os media, educar para o desporto, educação sexual, educar para a arte, educar para a defesa do ambiente, etc, etc. No entanto, a meu ver, uma boa integração e organização curricular permitiram perfeitamente ultrapassar este problema.

            Gerir a economia pessoal e doméstica, gerir a sua carreira, gerir o seu tempo, gerir a sua empresa, gerir as suas relações humanas, etc.etc. tudo isto implica saber gerir e saber gerir bem está inevitavelmente associado às virtudes da prudência e do elementar bom senso.

            Saber gerir o risco, não arriscando demasiado sem uma garantia de reserva, no caso da aposta sair gorada; saber gerir as poupanças; saber gerir os investimentos, apostando nos estudos e avaliação dos mercados potenciais; saber gerir os recursos humanos e materiais, aligeirando os custos para poder oferecer um produto mais atractivo e competitivo; não estar demasiado depentende de um determinado cliente ou de um determinado nicho de mercado; ter planos alternativos de redução de custos ou de apostas em outras áreas de investimento alternativas potencialmente mais promissoras; saber adaptar-se às constantes e permanentes alterações e necessidades do mercado, mas também saber escolher o local das férias, tendo em conta os encargos mensais de todo o ano, saber escolher a escola dos filhos e a forma destes ocuparem os tempos livres; saber gerir a relação com o parceiro, exigindo de umas vezes e cedendo em outras etc.etc.etc.

            Não deixa de ser interessante que o próprio Jesus Cristo em muitas das suas parábolas evangélicas se refira a actos e princípios de gestão micro-economicos: a forma como as virgens prudentes e imprudentes geriam o óleo das lamparinas do casamento, a forma como os trabalhadores geriam as moedas que o seu patrão lhes deu antes de partir de viagem: a forma como o pastor gere a perda de uma ovelha, a forma como o latifundiário gere a indisciplina dos seus trabalhadores agrícolas, etc.etc.

            Se olharmos para a génese de muitas falências verificamos que muitas são causadas por erros de gestão, por apostas mal medidas, por iniciativas pouco prudentes, precipitadas e adoptadas com excesso de confiança. Vemos também a menor sensibilidade que muitos gestores têm em relação ao cumprimento das suas obrigações fiscais e perante a segurança social, o que, mais tarde, lhes traz inúmeros dissabores em mais um sinal de imprudência.

            Há que começar a explicar às crianças e jovens o que é gerir e como gerir e gerir bem. Como se deve, com um capital inicial, apostar, desde logo, na contenção de despesas, pagando 1º o que é de lei pagar (IVAs e Segurança Social), depois agir de forma a salvaguardar os postos de trabalho e, em simultâneo, motivar a força laboral da empresa; pensar como melhorar cada vez mais a oferta, tornando-a mais atractiva, ensiná-los a poupar e a não desperdiçar recursos de forma inútil; ensiná-los a tentar acertar nas apostas que fazem e a saber levantar-se quando alguma coisa corre mal.

Talvez a reconstrução do país, comece mesmo por aí.