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domingo, 15 de abril de 2012

Deputado Cristovão Norte em S.Brás de Alportel


Estive ontem numa sessão de esclarecimento do deputado pelo PSD, Dr Cristovão Norte, na secção de S.Brás de Alportel.

Confesso que fiquei bem impressionado pelas ideias manifestadas pelo deputado e, em particular, no que diz respeito à necessidade de reforma do sistema de acesso aos lugares de dirigentes da administração pública de forma a assegurar que a sintonia política com o governo não acabe por prejudicar a qualidade técnica, nem tão pouco seja prejudicada pela falta de integridade dos escolhidos.

Se a prática fôr tão boa e coerente com a teoria, diria que temos aqui um bom deputado, com espírito aberto e atento aos desafios dos novos tempos.

Por pouco, ía-me convencendo a aderir à causa da regionalização, numa versão diferente que garanta e assegure a redução de custos e permita uma gestão mais integrada das políticas regionais.

domingo, 23 de outubro de 2011

O prémio de São Brás de Alportel


A reportagem radiofónica "A Vila Cosmopolita", da Antena 1, é uma autêntica obra-prima do jornalismo radiofónico; um excelente trabalho de reportagem e montagem da autoria dos jornalistas Cristina Pinto e Luis Rocha sobre a diversidade cultural e a integração social de estrangeiros residentes no concelho de S.Brás de Alportel.
A primeira vez que a ouvi, vinha a conduzir, de carro, entre S.Brás de Alportel e Faro e encantou-me logo pela sua qualidade e pela forma tão fidedigna como consegiui reproduzir aquilo que efectivamente se sente neste concelho: um espírito forte de solidariedade, inter-ajuda e comunidade.
Lembro-me de poucos dias depois ter comentado este facto com o presidente da comissão política concelhia do PSD e há poucos meses atrás fiquei a saber que esta reportagem foi objecto de um (mais do que merecido) prémio atribuído pelo Alto Comissariado para a Imigração e para o Diálogo Intercultural (ACIDI).
Nos dias que correm só o que tem, so ó que se vê, só o que está melhor equipado é que conta, tudo o que não é palpável não interessa nada. Quando olhamos para a valorização das cidades e dos municípios quase sempre aplica-se a mesma lógica: recursos, shoppings, hipermercados, infraestruturas é o que conta Por isso, um município sem um gigantesco shopping center, um hipermercado, um praia ou uma ligação de viá rápida à auto-estrada mais próxima é um município falhado e pobre.
Os shoppings, então, são já um “must”. Assim como antes cada vila ou povoação teria que ter uma Igreja, agora tem que ter necessariamente uma catedral dedicada ao deus consumo onde os consumidores lhe possam ir prestar culto e vassalagem. No Fórum Algarve, em Faro, inclusive, chega a haver sino e tudo, tal como nos locais de adoração e culto.
E S.Brás de Alportel ? Não será este concelho um dos mais menosprezados e esquecidos do Algarve a par de Alcoutim ? Aqui não há shoppings-centers, nem praias, nem hoteis de luxo, nem grandes hipermercados.
Mas se ouvirmos com atenção esta reportagem radiofónica e o nome que os seus autores lhe deram de “A vila cosmopolita” vemos que, afinal, São Brás de Alportel é uma vila riquíssima e ímpar porque a qualidade das suas gentes, o modo original e único como se relacionam, inter-agem, o modo como os estrangeiros e o portugueses não originários daqui se integram nas tradições locais e criam laços de afecto é absolutamente ímpar e extraordinário. Sem dúvida que a reportagem está tecnicamente muito bem feita, quer na forma como os depoimentos foram recolhidos, quer na forma como a montagem foi feita, mas o que verdadeiramente a enriquece é a sua matéria prima, é São Brás de Alportel.
O que a actual crise nos está a ensinar é que, afinal, não é o betão, nem o asfalto, nem o último modelo, nem as compras que nos levam ao sucesso. O que nos leva ao sucesso é a riqueza humana, é o acolhimento, é a capacidade de trocar, dar e receber. Que me desculpem Lisboa, Faro ou Olhão ou outros mas dificilmente, para não dizer nunca, poderão esses munícipios ser aquilo que São Brás é.
Há uma frase do actor Martin Sheen, numa entrevista que, a meu ver, encaixa que nem uma luva naquilo que é S.Brás de Alportel: “Só quando cooperamos uns com os outros é que conseguimos quebrar todas as barreiras de nacionalidade, cultura, raça e religião e é aí que alcançamos o centro da nossa humanidade comum e isso é que é a verdadeira espiritualidade”.Se possível, escolas, associações, instituições e município recolham a gravação desta reportagem premiada, promovam-na entre os mais jovens, meditem nela e façam nos pensar, depois, no que é que é verdadeiramente importante.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A Vila Cosmopolita

A reportagem radiofónica "A Vila Cosmopolita", da Antena 1, é uma autêntica obra-prima do jornalismo radiofónico; um excelente trabalho de reportagem e montagem da autoria dos jornalistas Cristina Pinto e Luis Rocha sobre a diversidade cultural e a integração social de estrangeiros residentes no concelho de S.Brás de Alportel.

A primeira vez que a ouvi, vinha a conduzir, de carro, entre S.Brás de Alportel e Faro e encantou-me logo pela sua qualidade e pela forma tão fidedigna como consegiui reproduzir aquilo que efectivamente se sente neste concelho: um espírito forte de solidariedade e comunidade.

Lembro-me que poucos dias depois comentei este facto com o presidente da comissão política concelhia do PSD e agora fiquei a saber que esta reportagem foi objecto de um (mais do que merecido prémio).

Na impossibilidade de a reproduzir aqui na íntegra, deixo um pequeno excerto que encontrei no You Tube.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

domingo, 10 de outubro de 2010

PSD de S.Brás discute politicas de educação



No passado dia 8 de Outubro no bar “ZemArte” conjugou-se a envolvência cultural e artistica que caracteriza este belo espaço, com a discussão sobre temas bastante prementes no campo da educação, em mais uma tertulia promovida pela Comissão Política de Secção do PSD de São Brás de Alportel.
Nesta actividade sob o titulo de “Educação, presente e futuro” estiveram presentes cerca de três dezenas de pessoas, entre as quais professores e pais do concelho, que tiveram a oportunidade de conversar com os convidados/oradores presentes Professor Bacelar de Gouveia (Deputado e Professor Universitário) e Dr. Rogério Bacalhau (Vice-Presidente da Câmara Municipal de Faro e com o pelouro da Educação e Ex-Presidente do Concelho Executivo da Esc. Sec. Pinheiro e Rosa em Faro).
Numa noite bastante produtiva na troca de ideias e experiências sobre a área em discussão debateu-se sobre vantagens e desvantagens da criação dos “Mega” Agrupamentos Verticais, avaliação do programa Novas Oportunidades e do Ensino Recorrente, exigência/qualidade/avaliação do Sistema de Ensino e avaliação da autoridade dos professores nas salas de aula vs Estatuto do Aluno.
No final poderam-se depreender algumas ideias como:
- A criação dos Mega Agrupamentos Verticais não são mais do que um mecanismo de controlo financeiro ao cargo das autarquias, reduzindo gastos e recursos humanos no corpo docente, sendo que se torna complicado a sua gestão tendo em conta a especificidade e realidade de cada concelho protuguês. Pode-se tornar numa medida positiva na conjugação de forças e vontades na uniformização da qualidade de ensino e acompanhamento dos alunos nos doze escalões de ensino que estão abrangidos por esta forma de gestão.
- O programa Novas Oportunidades banalizou-se na sua génese ao não ser aplicado apenas ao público alvo a que inicialmente se destinava. Quando se prentendia fazer do ensino técnico e profissionalizante de nível secundário uma verdadeira opção aos jovens e elevar a formação de base dos activos através de um sistema de reconhecimento, validação e certificação de competências, verifica-se sim que muitos jovens ao não conseguirem completar o 12º ano e ingressar na universidade utilizam este mecanismo que está ao seu alcance, permitindo de uma forma fácil e bem menos exigente alcançar o seu objectivo.
- Existem bastantes falhas no sistema de ensino em Portugal e na forma de gestão das relações Professores/Alunos/Pais. Sendo São Brás de Alportel um pouco adverso às complicações existentes noutros concelhos do Algarve e do País, muito por responsabilidade da “gestão” profissional e humana desenvolvida pelos docentes e coordenadores escolares do concelho, existem no geral do país problemas como deficiência no número de psicólogos a trabalharem directamente nas escolas, demissão quase completa na participação na vida escolar e social do aluno por parte dos pais, ........
- A preocupação de um futuro ainda mais endividado com a actuação da empresa “Parque Escolar”. Quando se tem vindo a assistir e discutir ao longo destes ultimos anos o encerramento de vários estabelecimentos de ensino, verificamos que o Governo “esbanja” deliberadamente verbas exurbitantes em restruturações de edificios, em tempos tão dificieis como aqueles que se vivem actualmente. O programa Parque Escolar vive e sobrevive tal como as SCUT´s, fazendo e gastando agora e paga-se dentro de alguns anos. Casos concretos são os de Leiria em que se gastaram 26 Milhões de Euros em duas escolas e no Algarve vão ser intervencionadas sete escolas. De referir que só nas Escolas Secundarias João de Deus e Tomás Cabreira em Faro a previsão de gastos chegam aos 28 Milhões de Euros.
No final o PSD de São Brás de Alportel faz uma avaliação negativa do estado da educção em Portugal, sendo que o país está farto das marcas que os sucessivos detentores da pasta da educação fazem questão em deixar, preterindo por o estado e evolução da mesma. Só esperamos que esta ministra não se meta numa grande aventura...


PSD de São Brás de Alportel

domingo, 16 de maio de 2010

O futuro de S.Brás de Alportel



Foi com grande tristeza e decepção que recebemos a notícia do encerramento da pousada, ainda para mais com o argumento da inviabilidade económica.
A mim pessoalmente entristece-me por ter sido onde passei a minha lua de mel, tendo também, em outras ocasiões, experimentado as iguarias da sua cozinha. Dessas passagens registei sempre a enorme simpatia e excelente acolhimento do seu pessoal e a vista magnífica sobre a vila e o mar.
Os argumentos do grupo Pestana, porém, salientam algumas das lacunas da nossa vila. Com todo o respeito pela rota da cortiça ou pelo museu do Trajo que, sem dúvida, têm interesse e valor turístico, verifica-se que falta algo mais, algo que atraía mais turistas de dentro e de fora. A procissão do Aleluia, a feira da Serra ou a Arte Viva são também eventos apelativos mas limitados no tempo.
Se olharmos para o concelho, verificamos que, para além da sua posição estratégica colocada no centro do triângulo Loulé-Faro-Olhão, destaca-se outra valia, o barrocal. A exploração turística do barrocal devia, a meu ver, ser a grande aposta do concelho e para isso não basta apenas oferecer unidades de alojamento de qualidade. É necessário propôr actividades e programas que se insiram no meio do barrocal sambrazense e que sejam atractivas para os nossos visitantes.
Locais como o Badoca Parque, em Vila Nova de Santo André; o Monte Selvagem em Lavre, Vendas Novas ou a Cova dos Mouros, em Martim Longo provam que não é necessário construir vias rápidas ou circunvalações para que surjam pólos de atracção turístico.
Já o renovado parque da Fonte Férrea, no Alportel, mostra-se saturado, atraído pelos europeus de leste que, sábios, aproveitam o que ele tem de bom. Por isso, faltam novos parques de “Fonte Férrea”, isto é, espaços naturais de lazer para miúdos e graúdos, situados no hall ou no meio do barrocal sambrazense. Faltam parques temáticos com actividades que nos reconciliem e aproximem mais da natureza profunda que nos envolve. E nos dias que correm, quanto não nos pode ela dizer e ensinar ?
Falta apostar num turismo de aventura, nomeadamente através de uma maior dinamização dos passeios pedrestes, tornando-os mais conhecidos e acessíveis a todos. Em suma, falta aumentar, melhorar e diversificar a oferta turística do concelho.
Na Madeira, por exemplo, a forte aposta na melhoria das estradas foi acompanhada pelo apoio e criação de pólos turísticos, tais como museus, jardins e parques.
O encerramento (esperemos que transitório) da pousada deve ser motivo de exame de consciência. Afinal, de que serve chegar mais depressa ou em melhores condições a um sítio que parece ter pouco para oferecer ?


Artigo públicado na edição de Maio do mensário "Notícias de S.Brás".

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Prof. Jorge Bacelar Gouveia em S.Brás de Alportel



O encontro com o cabeça de lista do PSD pelo Algarve, Prof. Jorge Bacelar Gouveia do passado dia 18, em S.Brás de Alportel, foi muito agradável e extremamente gratificante.
O candidato esteve muito interessado em obter mais informações acerca do nosso concelho e aproveitou também para falar um pouco de si e dos seus objectivos pessoais e políticos, nos quais deixou bem claro o seu compromisso na defesa e promoção dos interesses do Algarve.
A este propósito, focou o compromisso “Uma Ideia para o Algarve” onde os candidatos do PSD à AR, pelo Algarve, além de se apresentarem, obrigam-se à promoção de uma série de objectivos concretos em favor do nosso distrito.
No início da tertúlia política que se seguiu após o jantar que decorreu no restaurante “Irish Sea”, o candidato e constitucionalista da Universidade Nova de Lisboa, começou para chamar à atenção para o facto de não vivermos apenas uma crise económica, mas muitas crises. Ao nível da Justiça, da segurança, da agricultura, da saúde e da educação. Destacou o compromisso de verdade da Dra. Manuela Ferreira Leite que, no seu programa, procurou prometer apenas aquilo que pode cumprir e daí o mesmo ser mais pequeno, por exemplo, do que o do PS que tudo promete na ânsia de ganhar mais votos.
O candidato referiu o escândalo que é o facto da ligação entre Faro e Portimão demorar 1h20m e denunciou o facto do cabeça de lista do PS pelo Algarve, João Soares, nada ter feito, enquanto deputado pela regionalização; considerou ser importante reformar o sistema político de forma a recuperar a relação de confiança entre eleitores e eleitos e destacou, no futuro, a importância do voto electrónico como forma de combater a abstenção.
A propósito do facto de não viver, nem ter familiares no Algarve, pediu para não o condenarem à partida, referindo que estudou a fundo os dossiers regionais e que, assume plenamente a missão de, na AR, ser, em conjunto com os outros candidatos pelo PSD, uma voz a favor do Algarve.
Por fim, terminou, manifestando a sua disponibilidade para ouvir os algarvios e, como prova disso, indicou o seu correio electrónico e o seu número de telemóvel pessoal.
Já de saída, o Prof. Jorge Bacelar, confessou que o jantar, a tertúlia e a conversa com os sambrazenses terá sido um dos momentos mais agradáveis deste campanha.
Na próxima 4ª feira, pelas 16 horas, estará de volta, em conjunto com o Dr. Mendes Bota e os restantes candidatos numa visita à fábrica “Nova Cortiça”.

Site de divulgação dos candidatos PSD à AR pelo Algarve

sexta-feira, 29 de maio de 2009

João Moura e Juliana Madeira


Ontem tive a oportunidade de participar em mais uma reunião da comissão política do PSD/S.Brás de Alportel e, mais uma vez, pude constatar as qualidades do nosso candidato, Dr. João Mouta:

A sua seriedade; preocupação por ouvir os outros sobre os problemas e possíveis soluções para o concelho; a originalidade de algumas das suas ideias; a capacidade para identificar as lacunas e carências das populações sambrazenses; a sua competência e experiência técnicas, sobretudo na área do ordenamento do território demonstram que o PSD tem um excelente candidato e uma óptima alternativa.

Também a nossa candidata à Junta de Freguesia, Juliana Madeira, é uma óptima escolha e uma boa alternativa à Junta de Freguesia de S.Brás de Alportel.
Conheço bem a candidata e posso garantir que é uma excelente gestora, sobretudo na área administrativa: é uma pessoa muito dinâmica e activa e, sobretudo, é uma boa conhecedora do concelho e das suas gentes, garantindo uma boa relação de proximidade- tudo características que se encaixam na perfeição no perfil ideal que deve caracterizar um bom presidente de uma junta de freguesia.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

João Moura - O candidato certo para S.Brás de Alportel




O PSD de S. Brás de Alportel escolheu como seu candidato à Presidência da Câmara de S.Brás de Alportel, o Dr. João Aragão e Moura, um independente, residente no Sítio de S.Romão, jurista na área do ambiente e ordenamento do território, com larga experiência nesta área, tendo trabalhado em vários organismos do distrito do Algarve relacionados com a gestão ambiental e territorial.
Só pelo seu curriculum, o Dr. João Moura, já seria um óptimo candidato, mas o candidato do PSD é muito mais do que o seu curriculum. Já por várias vezes tive oportunidade de constatar as suas qualidades pessoais e humanas, as suas firmes convicções e o seu forte espírito e desejo de serviço a favor do concelho e das gentes de S.Brás de Alportel. Além do seu enorme entusiasmo e empenho, anima-o a ele e à comissão política do PSD de S.Brás de Alportel a ideia de que, na Câmara de S.Brás de Alportel, se pode fazer mais e melhor, de que é necessário denunciar decisões menos correctas e soluções menos felizes e que, em contrapartida, é necessário potenciar recursos e oportunidades com vista a tornar S.Brás de Alportel um concelho onde todos vivam com a melhor qualidade possível.
Destaco o seu texto, publicado no último número do Noticias de S.Brás, sobre a importância do papel da mulher que, também no nosso concelho, sofre de graves situações de subalternidade, quando não mesmo violência doméstica. E também no seu discurso de lançamento da sua candidatura, sob o lema “Unidos por S.Brás” destaca-se uma vertente positiva, com ideias e propostas para o futuro, tais como a correcção das assimetrias entre a Serra e a Vila, o reforço da participação dos munícipes, o aumento da construção de bairros sociais, uma maior promoção e apoio às actividades agrícolas do concelho, em geral, e da cortiça, em particular; o reforço do turismo, e em particular, do turismo rural; o aumento da oferta de actividades lúdicas para as crianças e os mais jovens, entre muitas outras iniciativas.
Por outro lado, não se poderá igualmente deixar de destacar o facto da actual câmara municipal apostar mais nas despesas correntes em detrimento da realização de novos investimentos, numa perspectiva excessivamente tímida para um dos concelhos que mais cresce no distrito do Algarve. Parece que é tudo feito em dimensão pequena, com modéstia e falta de ambição ou de perspectivas para o futuro, um campo de futebol em miniatura, uma biblioteca em miniatura, uma piscina coberta em miniatura, parques infantis em miniatura, um comércio local com muitas dificuldades e sem nenhum apoio. Infelizmente começam a ser muitas as pessoas que após terem vindo para S.Brás, agora, desistem e pretendem sair porque o concelho não lhes dá escolhas, nem lhes oferece o que dele mais precisam.
É importante que os sambrazenses tomem consciência que não basta a circular ou a piscina interior para abrir perspectivas de futuro para os idosos, as crianças e os jovens e o Dr. João Moura, pelas suas ideias inovadoras, pelo seu entusiasmo, pela sua visão de futuro, e pela sua competência técnica demonstra ser a pessoa certa para liderar as mudanças que o nosso concelho bem precisa.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

S.Brás


Vivendo eu em S.Brás de Alportel, encontrei aqui este quadro sobre a flagelação de S.Brás cujo autor é Diogo Teixeira (óleo sobre madeira), em exposição no Museu Municipal de Óbidos

domingo, 14 de dezembro de 2008

Piscinas Municipais




A recente inauguração das piscinas municipais de S.Brás de Alportel vieram preencher uma lacuna e responder a uma necessidade premente do nosso concelho. Já há uns tempos atrás tive oportunidade de escrever nesta coluna que, na nossa vila, o elemento “água” encontrava-se pura e simplesmente ausente.
Agora, gostaria de dar um pequeno contributo através do testemunho que tem sido para mim a experiência de utente e de pai de um utente das piscinas municipais de Faro. Espero, desta forma, poder alertar os responsáveis para certas situações, de forma a atenuar ou prevenir certos males e potenciar as virtualidades do uso de uma pisicina municipal.Para isso, para além do necessário apoio administrativo na gestão das listas de espera, pagamento de mensalidades, etc..destaco 4 items que considero muito importantes: manutenção, segurança, higiene e qualidade de ensino.
Uma pisicina municipal que é utilizada por dezenas de pessoas diariamente, exige necessariamente uma manutenção que se deve pautar pelo cuidado, rapidez e eficiência. E isto não só no que diz respeito à manutenção da piscina em si, mas também de tudo o que lhe está subjacente, nomeadamente ao nível dos balneários, qualidade do piso, funcionamento dos secadores de cabelo, das torneiras e dos ralos de escoamento de água, da canalização em geral, da parte eléctrica e esgotos, dos aquecedores de ambiente, das fechaduras dos cacifos, etc...
Também a higiene numa piscina é algo de fundamental. Em Faro, por exemplo, os balneários e respectivas casas de banho são limpos e desinfectados várias vezes ao dia, com muito curto intervalo entre si, incluindo lavagem de chão e azulejos. Com muita frequência, quando se entram nos balneários, sente-se o cheiro a limpo. A questão é relevante se levarmos em consideração que uma má limpeza, por exemplo, do piso do chuveiro poderá implicar a transmissão de doenças do foro dermatológico. Em concreto, quanto à piscina há que ser rigoroso e exigente. Qualquer situação de defecação que, por exemplo, pode suceder no caso de bébés incontinentes ou de vómitos causados, por exemplo, por qualquer paragem na digestão, deve levar ao imediato encerramento das piscinas e anulação das aulas de natação, com vista ao respectivo esvaziamento, limpeza e reenchimento da piscina.
Uma das outras grandes virtudes das piscinas de Faro reside na enorme sensação de segurança que se inspira motivada pela permanente presença de 2 ou mesmo 3 nadadores-salvadores que, de forma muita atenta e diligente, acompanham todos os passos dos nadadores, com especial destaque para as crianças.
Por outro lado, as câmaras de video, nos locais onde legalmente tal é possível e os avisos escritos com informações relativas a segurança e higiene devem ser outra das formas de apoio e sensibilização dos utentes.
Por fim, é importante destacar a excelência no ensino. As piscinas municipais de Faro são conhecidas pela qualidade dos professores de natação e do respectivo ensino. Hoje em dia, ser professor implica, mais do que uma relação de mero exercício de autoridade e transmissão de conhecimentos, a criação de uma relação de afectividade. Este ponto é particularmente importante no caso das crianças que estão a iniciar as suas aulas pela primeira vez,. A integração no grupo, o pôr o aluno à vontade, a habituação ao professor encontrar-se-ão facilitadas se este, para além da qualidade do que ensina, promover uma cumplicidade com os alunos, ao ponto desse tempo de aula poder ser para, para todos, uma ocasião de prazer e divertimento.
As piscinas municipais de Faro têm ainda uma comissão de utentes particularmente activa e reivindicativa que tem como objectivo estudar e promover, de forma construtiva, uma cada vez maior qualidade dos serviços prestados.
Espero e faço sinceros votos para que a referência de Faro e de outras piscinas municipais possa servir de inspiração para que, no futuro, as de S.Brás sejam as nº1 em tudo que em cima referi.
Artigo publicado na edição de Dezembro do "Notícias de S.Brás"

sábado, 8 de novembro de 2008

Fátima em S.Brás



Entre os próximos dias de 22 a 29 de Novembro estará, entre nós, aqui em S.Brás de Alportel, a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima.
Para além da imagem que permanentemente se encontra na capelinha das aparições em Fátima, esta imagem percorre várias localidades, fazendo com que “Fátima” e o seu ideário venham até nós.
A devoção católica à Mãe de Jesus é contestada por várias religiões cristãs, com particular incidência, nas de raiz evangélica. Entendem esses credos que Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e os homens e que só Deus deve ser adorado. Por outro lado, acrescentam que a adoração de imagens é uma idolatria violadora de vários preceitos consagrados no antigo e novo testamento.
Sucede que a Igreja Católica não promove propriamente uma adoração à Mãe de Jesus, nem a considera a fonte da salvação, mas antes um instrumento utilizado para a salvação.
Por outro lado, a devoção a Maria não é idêntica à adoração que é feita ao próprio Deus. Entende a Igreja Católica que, assim como a desgraça entrou no mundo através de uma mulher, Eva, a salvação foi possível igualmente através de uma outra mulher que é a nova Eva, Maria, Mãe de Jesus, que a tradição católica interpreta como sendo aquela cujo calcanhar mata a cabeça da serpente maldosa.
Maria é um exemplo de humildade, determinação e fortaleza. Sem o seu “sim”, o Verbo não se teria feito carne e habitado entre nós. A nossa devoção é, pois, uma forma de manifestarmos a nossa admiração, respeito e louvor por esta mãe que quis acompanhar o seu filho sempre e de forma fiel “usque ad mortem, mortem autem crucis” (Cfr. Carta aos Filipenses 2,8 ).
Quanto à questão da alegada adoração de imagens ela, salvo o devido respeito, também não é certa porquanto as imagens são apenas usadas como forma de recordatório e para tornar a nossa devoção mais presente do ponto de vista sensitivo. À semelhança, aliás, do que se passa com as fotos de familiares que levamos na carteira nas quais não adoramos o papel de que são feitas mas apenas recordamos, através das respectivas imagens, as pessoas que aí estão representadas.
A este propósito, há um ponto no catecismo da Igreja Católica que, a meu ver, resume de forma muito eficaz e bela as considerações que fiz acerca do exacto papel de Maria na economia da salvação e qual a razão da sua devoção, em particular, através do recurso a imagens.
Diz o ponto 2674 que “Jesus, o único Mediador, é o Caminho de nossa oração; Maria, sua Mãe e nossa Mãe, é pura transparência dele. Maria "mostra o Caminho" ("Hodoghitria"), é seu "sinal” conforme a iconografia tradicional no Oriente e no Ocidente”.
A proposta de vida feita pelas religiões em geral, e pela Igreja Católica, em particular, por regra, não são muito fáceis de levar à prática. Os nossos maus hábitos, aliados a uma atmosfera circundante adversa e aos defeitos endógenos da nossa própria personalidade tornam a tarefa difícil e ardúa.
Nesse sentido, para alguns cristãos, Maria apresenta-se como uma ajuda que torna mais acessível Deus em nós. Assim, como Ela gerou fisicamente Cristo, recorrer à sua intercessão seria uma forma de “gerar” Cristo no meio das nossas próprias contingências e limitações.
Do programa da visita destaco as procissões dos dias 22 e 29 e as celebrações nocturnas diárias na Igreja Matriz.


(Artigo publicado no jornal regional "Notícias de S.Brás" -Edição de Novembro)

domingo, 19 de outubro de 2008

Dia Mundial das Missões


Hoje, na missa, tive a sorte de encontrar o bom Pe. Campos cheio de genica a ler um longo discurso bem preparado, documentado e lido num tom coloquial de fácil audição.


O bom Pe. Campos, que pertence à ordem missionária dos Espiritanos falou-nos de África, de dados estatísticos, de previsões de milhões de mortes nos próximos anos por motivo da fome, malária e sida.


Falou-nos também da realidade espiritual de S.Brás de Alportel: 92% de não praticantes, 8% de praticantes, dos quais 6% mulheres e crianças e apenas 2% de homens.

Arrepiante.


Entretanto, dentro de poucos dias, dia 22 de Novembro, a Imagem Peregrina de Fátima, estará aqui em S.Brás de Alportel.


Talvez nos deixe algum milagre..

sábado, 12 de julho de 2008

PSD


Fui hoje eleito para a Comissão Política do PSD de S.Brás de Alportel e membro da assembleia distrital do Algarve do PSD.


Apesar da minha pouca disponibilidade, por motivos familiares e profissionais, aceitei o desafio também como uma forma de expressar o meu agradecimento e retribuir tudo o que esta vila, S.Brás de Alportel e as suas gentes me deram desde que aqui cheguei.


Estar na política deve ser servir a res publica, em benefício dos interesses dos cidadãos que deve estar acima, em caso de conflito, dos interesses do próprio partido.


Isto é muito bonito de se dizer mas depois, na prática e no concreto, é que se prova se se faz o que se diz.

Será sempre um desafio que gostaria de aceitar.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

OS PECADILHOS DE S.BRÁS

Todos nós sabemos o quanto S.Brás se desenvolveu nos últimos anos. A pacata vida de outrora onde todos se conheciam foi substituída por uma vila em franco crescimento urbanístico, industrial, comercial e cultural. Novas e permanentes construções, em geral, de boa qualidade, mais supermercados, mais bancos, etc...

Com a explosão da construção civil na última década, vieram também para S.Brás novos habitantes, quase sempre, casais jovens, muitas vezes, ainda sem filhos e a trabalhar fora da vila .

Diga-se, aliás, que a excelente localização geográfica de S.Brás de Alportel a poucos minutos da via do Infante e dos grandes centros urbanos envolventes, Loulé, Olhão, Tavira e Faro favorece a vinda desses novos habitantes.
S.Brás passa, pois, a ser uma vila dormitório onde as pessoas vêm essencialmente dormir, embora também já se constate um certo fluxo contrário de pessoas que vêm de Faro, Loulé, etc.. para vir trabalhar a S.Brás.
E as coisas até correm bem enquanto os filhos não nascem. O pior é o que vem a seguir. Até aos 3 anos só a Santa Casa da Misericórdia é que oferece vagas. Porém, a procura excede em muito a oferta disponibilizada por esta nobre instituição e, por isso, são muitas as crianças que ficam de fora. Como, por enquanto, ainda não existem alternativas, a solução acaba por ser sair de novo para Faro, Loulé, Olhão ou Tavira em busca das vagas inexistentes em S.Brás.
Esta situação leva a que esses casais se limitem mesmo a dormir só em S.Brás já que S.Brás nada mais lhes oferece nem em termos de trabalho, nem em termos de apoio aos seus filhos. Trata-se de um problema que não é exclusivo daqui. Infelizmente vivemos num país onde se promove e financia o aborto livre mas depois não se aposta no apoio à infância, através da criação de uma rede pública de ATL’s, creches, jardins de infância, etc..
É sabido que a Câmara Municipal tem um projecto que está já a ser implementado mas que, para além de tardio, é ainda, a meu ver, insuficiente. Seria necessário incentivar e apoiar a iniciativa privada neste campo, onde infelizmente a lei e a Segurança Social também não ajudam tal o número de requisitos e condições necessárias à abertura de um infantário privado.
Por outro lado, em termos de ocupação dos tempos livres, como já ouvi várias pessoas dizerem, S.Brás de Alportel é uma autêntica “pasmaceira”. Embora já existam actividades culturais e desportivas promovidas por várias associações e pela própria Câmara, inexiste ainda uma grande parque infantil para realização de jogos e brincadeiras semelhante ao complexo existente no parque da Alameda em Faro, os programas de cinema infantil, por exemplo, são descontínuos, ao contrário do que sucede com a Câmara Municipal de Loulé onde são permanentes; por sua vez, nas férias a capacidade das piscinas é também insuficiente para a procura, etc., etc.
Estamos perante uma crise de crescimento, onde muito já se vai fazendo, mas onde também muito mais se vai ter que fazer. Caso contrário, muitas das pessoas que antes vieram para cá, perante as fortes carências nesta área (sobretudo na área do apoio à pré-infância, onde 1 ou mesmo, no futuro, 2 instituições de apoio são ainda manifestamente insuficientes em face da procura crescente), ir-se-ão embora.
É pena que tal assim seja e infelizmente já se vai vendo alguns prédios novos com andares por vender e outros com placas a dizer “vende-se”. Faço votos sinceros para que se possa reagir a tempo antes que seja tarde demais.
Artigo de opinião publicado na edição de Novembro do jornal regional "Notícias de S.Brás".
P.S.- Depois da publicação do artigo e porque S.Brás é um meio onde todos se dão e se relacionam como de um família se tratasse, já me cruzei 2 vezes com o Sr. Presidente da Câmara com quem tive oportunidade de falar sobre o tema do meu artigo.
Numa conversa muito cordial, referiu nada poder fazer relativamente à falta de iniciativa privada na criação de creches e infantários privados e deu-me a conhecer algumas facetas e virtualidades das iniciativas camarárias já no terreno ou ainda em curso.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Lisboa 0 S.Brás 1


Depois de quase 30 anos a viver em Lisboa, mudei-me para S.Brás de Alportel.
Quando cá cheguei, senti imenso a falta do stress da capital, do trânsito, das filas e dos atalhos que só eu conhecia, etc...
Hoje, quando chego a Lisboa, fico cheio de vontade mas é de me ir embora a fugir aos gritos.
Está bem que o Carmo, o miradouro da Senhora do Monte da Graça, o Castelo, a Alfama e a Mouraria tudo isso é mágico mas muito barulhento e poluído.
Bendita S.Brás de Alportel, a terra do Algarve com melhor qualidade de ar puro; onde todos nos tratamos pelo nome; onde todos, dentro do possível, tentamos nos ajudar mutuamente; onde se come magnificamente bem; onde podemos fazer jogging e cycling em locais próprios; onde se pode ir de um lado ao outro da vila por fora e sem passar pela maior confusão do centro; onde se podem ir comer bolos regionais e crepes de chocolate; onde sentimos o cheiro da serra; onde a janela abre-nos a porta para uma natureza linda.
Que calmaria, que paz!
Bendita São Brás

domingo, 24 de junho de 2007

Escolas Privadas


Sabemos que as pessoas e os governos de tendência mais socializante têm um certo pudor em fomentar a criação e o apoio às escolas privadas. A ideia é dizer que todos têm direito a uma educação igualitária e que é ao Estado que compete a educação dos seus filhos.
Pessoalmente não concordo nada com esta ideologia mais de esquerda, porquanto, quer queiramos, quer não, todos nós somos e seremos sempre pessoas diferentes, não só do ponto de vista económico, mas também em termos de personalidade, de aptidões e vocações. Não me choca que uma determinada pessoa nasça com um determinado ponto de partida mais modesto e outro com um ponto de partida mais abastado, desde que o Estado cumpra a sua função redistribuidora e de solidariedade social, dando condições a qualquer criança, adolescente, adulto ou idoso para ter acesso básico à saúde, educação, cultura e desporto.
Em concreto, a vantagem das escolas privadas são várias: é a possibilidade dos pais poderem colocar os filhos numa escola com a qual se identificam mais, em termos de valores ou até religião; é a possibilidade de garantirem aos filhos actividades extra-curriculares que porventura não existam nas escolas públicas; é a possibilidade de garantirem que os filhos permanecerão mais tempo na escola, com um horário alargado, o que nos tempos que correm com a menor disponibilidade dos pais acaba por ser um bem precioso; é a possibilidade de garantirem que os filhos não faltarão à escola por motivo de greve do sector público; é a possibilidade de escolherem uma escola, onde quer os alunos, quer os educadores são pessoas culturalmente mais selectas e onde uma auxiliar de educação não diz a uma criança para “ir mijar” ou os miúdos não tenham que beber água todos do mesmo copo ou estarem em salas pequenas cheias de colegas ou em que a alimentação seja de modesta qualidade.
É claro que há que dizer que há muitas escolas públicas de qualidade, por exemplo, aqui em S.Brás de Alportel e também que o ideal seria que todos os menos favorecidos que quisessem, pudessem igualmente recorrer às escolas privadas, com o apoio do Estado.
No caso de S.Brás de Alportel, porém, à excepção da Misericórdia e dos ATL’s, não existem quaisquer infantários ou creches privadas o que diminuí o poder de escolha dos pais, num espaço em que a oferta também já é reduzida. Esta pecha faz com que esse seja um senão aqui no concelho que faz com que muitos (incluindo eu próprio) tenhamos que ponderar a hipótese de mudança de residência para outros concelhos onde a oferta, neste campo, seja mais ampla e diversificada.
Termino, fazendo minhas as palavras do director do “Público”, do passado dia 22 de Maio, José Manuel Fernandes , segundo “o qual se as escolas escolhessem os professores, se os alunos escolhessem as escolas, se o Estado se limitasse a dar orientações gerais, em vez de dirigir, e desse um cheque-ensino aos alunos menos abonados que quisessem ir para uma escola mais exigente, ou melhor, privada e paga, ganharia a qualidade de ensino e o ministro das Finanças agradeceria. Só os interesses instalados se revoltariam.” Para uma consulta do artigo, veja-se aqui

Artigo publicado na Edição de Junho/2007 do "Noticias de S.Brás"