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sábado, 18 de outubro de 2014

A luz que de noite resplandece





A declaração final de hoje do Sínodo Extraordinário dos Bispos mais parece um poema do que uma proclamação de dogmas ou teorias.

 Gostei, em particular, deste excerto:

«Existe, contudo, também a luz que de noite resplandece atrás das janelas nas casas das cidades, nas modestas residências de periferia ou nos povoados e até mesmos nas cabanas: ela brilha e aquece os corpos e almas.
Esta luz, na vida nupcial dos cônjuges, acende-se com o encontro: é um dom, uma graça que se exp...ressa – como diz o Livro do Génesis (2,18) – quando os dois vultos estão um diante o outro, numa “ajuda correspondente”, isto é, igual e recíproca.
O amor do homem e da mulher ensina-nos que cada um dos dois tem necessidade do outro para ser si mesmo, mesmo permanecendo diferente ao outro na sua identidade, que se abre e se revela no dom mútuo.
É isto que manifesta em modo sugestivo a mulher do Cântico dos Cânticos: “O meu amado é para mim e eu sou sua...eu sou do meu amado e meu amado é meu”, (Cnt 2,16; 6,3).»

domingo, 7 de setembro de 2014

Beatificação de D. Álvaro del Portillo


 
 
Já em Julho do ano passado eu falava sobre as atrocidades que estavam a ser cometidas na Síria pelos extremistas islâmicos e, agora, o mundo e a ONU assistem atónitos, mas impávidos e serenos, a novas aberrações que têm por base a violação grosseira do princípio da liberdade religiosa.

Mas, se pensarmos um pouco, vemos que já no século XX estas situações ocorreram não só na ex-Jugoslávia e nas 2 grandes guerrras mundiais, mas bem perto de nós, mesmo aqui ao lado em Espanha, com a sua guerra civil fratricida.

E foi nesse contexto que viveu o jovem Álvaro del Portillo, um estudante que, no meio de tanto ódio e da miséria humana e material que se vivia em Espanha nos anos 30 optou pelo apoio aos mais necessitados, sem deixar de lado o seu curso de Engenharia Civil, rodoviária e de caminhos.

No meio deste terror, Álvaro integrou-se nas Conferências de S.Vicente de Paulo, em conjunto com outros jovens, onde atendia famílias pobres que viviam em barracas nos subúrbios de Madrid, levando alimentos, remédios e dando catequese. Álvaro tinha essa sensibilidade social que nos nossos dias as pessoas parecem ter perdido em absoluto. Um dos seus companheiros vicentino recorda-o, levando ao colo pelas ruas de Madrid uma criança que encontrou e que tinha ficado abandonada devido à guerra. Não descansou enquanto não conseguiu entregar a criança ao cuidado de uma Casa de Religiosas que o acolheu.

Álvaro sabia também que, por vezes, mais gráve do que a pobreza material, é a falta de formação humana e, por isso, não temeu em dar catequese apesar do ambiente anti-clerical da época. Um dia, ele e outros catequistas sofreram uma emboscada por um grupo, tendo levado uma forte pancada na cabeça com uma chave inglesa de grandes dimensões. Por sorte, conseguiu fugir para uma carruagem que, por essa altura, passava e cuja porta se estava a fechar. Porém, o atendimento médico que lhe deram foi deficiente e a ferida na cabeça manteve-se infectada por algum tempo e, ao longo da vida, continuou a sentir fortes dores de cabeça devido a esse triste episódio.

Também devido às suas atividades sociais de cariz católico acabou por ser preso e o guarda, várias vezes, lhe apontava a arma à cabeça dizendo que, por ter óculos, devia certamente ser padre e, por isso, o iria matar já ali. Numa outra ocasião, devido a uma reação que desagradou um dos milicianos assistiu à execução sumária, à queima-roupa, de um dos seus companheiros de cárcere.

Após a guerra civil, ordenou-se sacerdote e, em conjunto com S.José Maria Escrivá dedicou-se, até ao fim da vida, a promover a ideia nova do viver a vocação cristã no meio dos afazeres e minudências do quotidiano, ajudando a fundar vários centros de formação social, desportiva e educativa pelo mundo fora. Também contribuíu para o espírito novo do Concilio Vaticano II, tendo nele participado como consultor. Entusiasmado com o significado da palavra swahili “harambee” que significa o grito dos pescadores quando, todos juntos, puxam as redes para a praia, inspirou a criação da associação “Harambee” de apoio a projetos sociais e educativos em África.

Nos inícios dos anos 90 tive a sorte de o conhecer pessoalmente e chamou-me a atenção a sua bondade e mansidão (à semelhança do nosso saudoso Padre Júlio Tropa), o seu sorriso permanente e autêntico e também o facto de estar sempre a falar do “Amor de Deus”, algo cujo conhecimento e sentido nem sempre está ao nosso alcance.

No noite após o regresso de uma peregrinação à Terra Santa veio a falecer, tendo o próprio  Papa S.João Paulo II se deslocado pessoalmente para rezar ante os seus restos mortais. No próximo dia 27 de Setembro de 2014, será exaltado em Madrid como modelo de virtudes e santidade.

No meio deste horror que nos entra pela casa (Ébola, Ucrânia, Gaza, Síria e Iraque) aqui fica um exemplo do que a raça humana também é capaz de fazer de melhor.

 Artigo de Setembro do "Notícias de S.Brás"

Miguel Reis Cunha

 

 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Curso de Teologia em Faro

A não perder esta iniciativa da associação de defesa do património cultural e ambiental de Faro 1540. As sessões serão nos dias 25 (2ª feira) e 27 de Novembro (4ª feira) e 2 de Dezembro (2ª feira). Inscrições por e-mail

terça-feira, 25 de junho de 2013

domingo, 17 de março de 2013

Papa Francisco cumprimenta os paroquianos que foram à Missa


Esta, quando a li pela primeira vez, não me acreditei.
Quando li que o Papa no fim da Missa de Domingo numa paróquia de Roma foi a fugir para a porta da Igreja cumprimentar, 1 a 1, 1 a 1, é mesmo verdade todos os que íam saindo da Missa pensei que tinham sido só uns quantos. Mas este vídeo mostra que foi mesmo 1 a 1. Impressionante.
Aqui no Algarve o saudoso Padre Arsénio de Portimão também Jesuíta fazia exatamente a mesma coisa, na Paróquia de N. Sra do Amparo. Grande exemplo que o Papa dá para os párocos em geral que andam sempre tão atrapalhados com tantas coisas que quase nunca têm tempo para os seus paroquianos.
Como dizia o Cardeal Bertone na missa que anteceu o conclave precisamos de um Papa que dê a vida pelas suas ovelhas.
Ei-lo.
Vejam o vídeo:
 

sábado, 16 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Renúncia do Papa Bento XVI


É com grande tristeza, pesar e até preocupação que vejo a renúncia do Papa Bento XVI ao cargo. Nas últimas semanas, passou a ser evidente aos olhos de todos a acelerada degradação da sua condição física.

O Papa João Paulo II optou por manter-se no cargo dando um exemplo magnifico do que é viver a velhice e a doença que fazem também parte da vida. Porém, os desafios que se aproximam, em particular, a viagem de Julho ao Brasil iria exigir algo que o Papa, neste momento, já se vê que não estará em condições de poder dar.

 Lá para Abril teremos um novo Papa e o meu preferido, tal como já aqui referi várias vezes, é o Cardeal de Nova York Timothy dolan pela sua ortodoxia, pelo seu sentido de humor, pela ligação que faz tão bem do Céu à terra e vice-versa e pela sua forte experiência pastoral

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Sobre a prova racional da existência de Deus

Aqui, do meu amigo Bernardo Motta, brilhante, como sempre  !

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Paying attention to the sky

Bom blog sobre filosofia, teologia e ética cristã, aqui

domingo, 21 de outubro de 2012

Dia Mundial das Missões

No dia mundial das Missões, eis um vídeo que fala sobre homens e mulheres que deixam os seus familiares e amigos para, a muitos kilómetros de distância das suas casas, promoverem a inclusão social, a educação, a saúde e a propagação da fé em locais marcados pela guerra e a pobreza.


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A Igreja Católica está ultrapassada e caduca ?

 O Arcebispo de Nova Iorque e Presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, Cardeal Timothy Dolan, respondeu com simplicidade e precisão, baseado na vida cotidiana, àqueles que afirmam que que a Igreja é "anacrônica" ou está "fora de moda".

Na mais recente publicação de seu blog pessoal no site da Arquidiocese de Nova Iorque, o Cardeal respondeu às críticas que dizem que a Igreja deve "colocar-se ao dia com as novas épocas ou vai perder fiéis!"

Com um claro tom de ironia, o Cardeal comenta que também uns dizem que o Papa Juan XXIII ia iniciar algumas mudanças com o Concílio Vaticano II para "colocar a Igreja em dia", mas que o "indeciso" Paulo VI e "o polonês de mente fechada" João Paulo II, e o "autoritativo Panzerkardinal" Joseph Ratzinger, agora Bento XVI, "arruinaram tudo com seu conservadorismo!"

A seguir o Cardeal explica que o Papa João XXIII reuniu o Concílio para debater a melhor forma de transmitir a fé "sem comprometer ou diluir sua integridade. E, de acordo aos ensinamentos do mesmo Concílio, é o Papa, unido aos Bispos da Igreja, que proporcionam a genuína interpretação do significado do Concílio".

O Cardeal explica logo que o que deve adequar-se aos tempos é a forma que a fé é apresentada e que a missão da Igreja e seus ensinamentos não devem ser alterados, mas devem estar conformes à Revelação de Deus na Bíblia, ao direito natural, aos ensinamentos de Jesus e ao Magistério da Igreja (os ensinamentos do Papa e dos bispos).

Para deixar ainda mais claro que os ensinamentos da Igreja não estão "fora de moda", o Cardeal põe três exemplos concretos.

O primeiro se refere à convivência antes do matrimônio e a vida sexual ativa, que segundo a Igreja pertence apenas ao âmbito do matrimônio. "Tal afirmação, como sabem, é qualificada de tola, imprática e repressiva".

Entretanto, prossegue o prelado, "não foi um jornal católico –a não ser justamente o contrário– o New York Timas (que no dia 15 de Abril de 2012) informou as sombrias estatísticas de como a convivência antes do matrimônio gera altos graus de infelicidade marital e divórcio!"

O segundo caso é o de uma mulher que procura o seu pároco para pedir consolo porque agora não pode ficar grávida porque, segundo o seu médico, durante 15 anos tomou a pílula anticoncepcional, um tema com o qual alguns se burlavam da Igreja. "A mulher mesmo conclui que o respeito da Igreja pela integridade natural do corpo não está para nada ‘ultrapassado’".

O terceiro caso é um homem que se aproxima do próprio Cardeal para contar-lhe o seu drama: está velho, sozinho e vai morrer. Deixou a sua esposa e filhos uma década atrás, procurou dinheiro, prestígio, propriedades e uma esposa mais bonita e mais jovem. Anos atrás ele se burlou do sacerdote que lhe advertiu sobre os perigos de "adorar o dinheiro e o prazer".

"E agora –diz o Cardeal Dolan– o homem está morrendo sozinho, recordando as palavras de Jesus: ‘De que serve ao homem ganhar o mundo inteiro se ao fazê-lo perde seu alma?’ O homem admite que, no final das contas, a Igreja tinha razão".

O Arcebispo assinala que "a Igreja ‘não está fora de foco’, mas ao contrário se encontra no meio de tudo e bastante mais adiante de nós porque tem os olhos na eternidade. É uma mãe amorosa e sábia, fundada sobre Aquele que é ‘o Caminho, a Verdade e a Vida’".

"Ela, a Igreja, não tem que mudar de perspectiva, mas nós temos que mudar de vida. Esqueçam-se de ‘adaptar-se aos novos tempos’ no que diz respeito à fé e à moral. Em vez disso ‘coloquem-se em dia com o eterno!’, conlcuiu"

Daqui

sábado, 15 de setembro de 2012

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

9 perguntas sobre o Ano da Fé

No próximo dia 11 de outubro começará o Ano da Fé, convocado por Bento XVI. Mas de que se trata? O que deseja o Santo Padre? O que se pode fazer? A dois meses do início, respostas às perguntas que surgem.


1. O que é o Ano da Fé?O Ano da Fé "é um convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo" (Porta Fidei, 6).

2. Quando se inicia e quando termina?
Inicia-se a 11 de outubro de 2012 e terminará a 24 de novembro de 2013.

3. Porquê nessas datas?
Em 11 de outubro coincidem dois aniversários: o 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II e o 20º aniversário da promulgação do Catecismo da Igreja Católica. O encerramento, em 24 de novembro, será a solenidade de Cristo Rei.

4. Porque é que o Papa convocou este ano?"Enquanto que no passado era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes setores da sociedade, devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas". Por isso, o Papa convida para uma "autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo". O objetivo principal deste ano é que cada cristão "possa redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo
5. Que meios assinalou o Santo Padre?Como expos no Motu Proprio "Porta Fidei": Intensificar a celebração da fé na liturgia, especialmente na Eucaristia; dar testemunho da própria fé; e redescobrir os conteúdos da própria fé, expostos principalmente no Catecismo.

6. Onde terá lugar?Como disse Bento XVI, o alcance será universal. "Teremos oportunidade de confessar a fé no Senhor Ressuscitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famílias, para que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer melhor e de transmitir às gerações futuras a fé de sempre. Neste Ano, tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquiais e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, encontrarão forma de fazer publicamente profissão do Credo".

7. Onde encontrar indicações mais precisas?Numa nota publicada pela Congregação para a doutrina da fé.

Aí se propõe, por exemplo:

- Encorajar as peregrinações dos fiéis à Sede de Pedro;
- Organizar peregrinações, celebrações e reuniões nos principais Santuários.
- Realizar simpósios, congressos e reuniões que favoreçam o conhecimento dos conteúdos da doutrina da Igreja Católica e mantenham aberto o diálogo entre fé e razão.
- Ler o reler os principais documentos do Concílio Vaticano II.
- Acolher com maior atenção as homilias, catequeses, discursos e outras intervenções do Santo Padre.
- Promover transmissões televisivas ou radiofónicas, filmes e publicações, inclusive a nível popular, acessíveis a um público amplo, sobre o tema da fé.
- Dar a conhecer os santos de cada território, autênticos testemunhos de fé.
- Fomentar o apreço pelo património artístico religioso.
- Preparar e divulgar material de caráter apologético para ajudar os fiéis a resolver as suas dúvidas.
- Eventos catequéticos para jovens que transmitam a beleza da fé.
- Aproximar-se com maior fé e frequência do sacramento da Penitência.
- Usar nas escolas ou colégios o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica.
- Organizar grupos de leitura do Catecismo e promover a sua difusão e venda.

8. Que documentos posso ler por agora?- O motu proprio de Bento XVI "Porta Fidei"
- A nota com indicações pastorais para o Ano da Fé
- O Catecismo da Igreja Católica
- 40 resumos sobre a fé cristã


9. Onde posso obter mais informação?Visite o site www.annusfidei.va
Fonte: Daqui

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Um património universal

Durante muitos anos, as pessoas que frequentavam os meios de formação espiritual do Opus Dei eram vistas, por uma larga maioria dentro da Igreja Católica, como algo raro e até mesmo estranho. Parecia que nos viam de lado, achando estranho o que fazíamos e, parece que, temendo o que pudessemos fazer  e sempre de pé atrás, meio desconfiados.
Isto, em alguns sítios, infelizmente ainda acontece.
Porém, com a aprovação do enquadramento jurídico do Opus Dei, em 1982, como uma Prelatura Pessoal e com a Beatificação, em 1992, e posterior Canonização do seu fundador, em 2002, cada vez mais o resto da Igreja foi vendo José Maria Escrivá de Balaguer e o Opus Dei como algo que pertence à Igreja e que não pertence apenas a um grupo ou "gueto" no interior dessa mesma Igreja.
É por isso que vejo com grande alegria este vídeo, gravado no passado dia 26 de Junho, de uma Missa, celebrada por Franciscanos norte-americanos dedicada a S. José Maria Escrivá de Balaguer.
Na homilia (ver a partir do minuto 15.30), o franciscano que celebrou esta Eucarístia cita e invoca S.José Maria como um activo e um património de toda a Igreja e que, portanto, toda a Igreja pode invocar e usar como argumento para o que achar por conveniente.
Neste caso, concreto o Franciscano invoca S.José Maria como defensor da liberdade religiosa e aproveita para fazer a ligação ao que está, neste momento, a acontecer nos EUA através da chamada HHS Obama Care.


domingo, 24 de junho de 2012

Finalmente !



Em Março e Abril de 2009 eu já aqui tinha chamado à atenção para a trapalhada que era o departamento de comunicação do Vaticano com o padre Lombardi à cabeça.

Não é só a imagem do Padre Lombardi que não ajuda muito, com um ar envelhecido e pouco atractivo, por melhor pessoa que possa ser que acredito verdadeiramente que seja.

É que não me parece ter o mínimo jeito para lidar com a imprensa, onde há que ser esperto como as raposas.

Acredito que os Jesuítas teriam certamente alguém muito melhor para indicar, além do Padre Lombardi SJ.

Agora, depois de quase 5 anos de calinadas, disparates, erros e incompetências o Vaticano optou por render-se a um profissional com créditos firmados, Greg Burk, correspondente da Fox News em Roma e ex-correspondente da revista TIME.

É altura de entregar certas tarefas a quem, de facto, sabe delas.
Acabam por não "despedir" o Padre Lombardi porque isso daria mau aspecto, mas contrataram um consultor que irá servir de elo de ligação entre os vários departamentos do Vaticano directa ou indirectamente ligados à comunicação.

Infelizmente esta abertura ao mundo de quem sabe trabalhar ainda encontra muitos obstáculos quer da parte de muitas dioceses, quer da parte de alguns sectores do Vaticano.

O pároco de Almancil faleceu

Acabei de saber do falecimento do Cónego Gilberto, pároco de Almancil onde faço a minha vida profissional e, confesso, que fiquei chocado com a notícia. pelo facto de ainda ser tão novo e com tanto para dar.
Há 4 anos atrás, por esta mesma altura, foi ele que presidiu ao funeral e enterro do meu colega Pedro Nicolau de Sousa no cemitério de Almancil. Agora, é ele que parte.
Para morrer, basta estar vivo e é bem verdade que estamos todos "a prazo".
Sobre o Cónego Gilberto, várias vezes nos cruzámos, por diferentes motivos, e recordo a sua disponibilidade para me atender e a cortesia com que o fazia.
Sempre me atendia o telemóvel.
Há poucas semanas atrás falei com ele por telemóvel, queixando-me de uma situação e tivemos um pequena divergência de perspectivas em relação a um determinado assunto. Mas, no final, despedimo-nos com um abraço e, da parte dele, terminou com um paciente sorriso.
Registo também mais um falecimento de um sacerdote (desta vez tão novo ainda) em tão pouco tempo a somar ao dos vários outros ocorridos, nos últimos meses, na diocese do Algarve.
Quem substituirá estes sacerdotes falecidos ?
Quem surgirá, disponível, com corpo e vida para dar, neste encargo de ser outro Cristo na vida concreta de uma determinada comunidade ?
Vivemos no distrito do país, Algarve, que menos católicos tem, e que menos católicos praticantes tem.Isto obviamente não facilita o nascimento de novas vocações sacerdotais.
 Penso que quem acredita e reza, deverá pedir ao dono da messe mais sacerdotes que sejam santos, operativos e obedientes ao seu Bispo.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Palestra do prof. Peter Colosi sobre SEXO, na UCP

Finalmente alguém católico a falar publicamente sobre sexo:

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O Padre Arsénio faleceu


O padre Arsénio faleceu.

Cerca de 4 meses depois da ida para o Céu do Padre Júlio Tropa, o Algarve perde mais um grande sacerdote que deixa obra feita.

Lembro-me do padre Arsénio quando há cerca de 30 anos chegou a Portimão com a incumbência de fundar uma segunda paróquia para a cidade de Portimão.

E ele como bom Jesuíta que era, fê-lo com autêntico espírito de missão.

Lembro-me a este propósito do início do filme “A Missão” em que um Jesuíta, com uma enorme paciência, sobe uma enorme escarpa rochosa para ir ao encontro da evangelização das tribos da Amazónia.




O padre Arsénio chegou a Portimão com uma mão à frente e outra atrás.

Começou por chocar algumas pessoas ao aceitar misturar-se com os pescadores no caís a carregar caixas de peixe para poder suprir ao seu sustento.

Alguns chamavam-no “o cigano” pela tez mais escura da sua pele. Mas ele não se importava e lançou-se à vida e à evangelização com uma força e uma dinâmica que ninguém o fazia parar.

Lembro-me das primeiras Missas, num armazém junto ao bairro dos pescadores. Lembro-me do fervor das suas homilias e da rapidez com que fugia no final da Missa para a porta da rua para poder cumprimentar, um a um, todas os presentes.

Lembro-me da forma como atraía os jovens e se misturava com eles, criando grupos activos e muito unidos. Tinha uma predilecção pelos jovens e movimentava-se no meio deles como se fosse mais um, rapidamente ganhando a sua confiança, estima e amizade.

Ninguém o parava e, assim, foi criando obra atrás de obra. Cada vez mais e cada vez maiores.

A Igreja de N. Sra do Amparo, o Centro Paroquial, a rádio Costa D’Oiro.

Foi ele que enterrou a minha avó materna com palavras muito gentis, apesar da pouca simpatia do meu avô pelo “cigano”.

Depois reencontrei-o novamente a propósito do referendo sobre a legalização do aborto. Fiquei espantado por o ver como mero jornalista no dia do lançamento do “Grupo Cívico Algarve pela Vida” e eu e outras pessoas criticaram-no porque, em plena campanha, dava voz a pessoas do sim ao aborto e a pessoas do não, em vez de tomar partido contra o aborto. De facto, ele tomou partido contra o aborto mas entendia que a rádio, apesar de pertencer à Diocese, deveria respeitar a liberdade de opinião e de expressão e que tinha de ouvir sempre a parte contrária ainda que tomasse partido por um dos lados.

Depois do referendo e da campanha quando muitos que fizeram campanha com o “Algarve pela Vida” pelo “não” parece que se esqueceram do tema da defesa da vida, ele, ao invés, convidou-me 1º para uma entrevista e depois para um programa de rádio que, desde há quase 3 anos, está no ar, todos os dias da semana.

Quando lhe perguntei se tinha alguma coisa a dizer sobre o conteúdo da nossa rubrica dizia “deixo-vos um cheque em branco”.

Em Fevereiro de 2011, convidámos o Padre Arsénio para agradecer a rúbrica diária que nos ofereceu na rádio “Costa D’Oiro” e ele lá apareceu, com o seu colarinho, sinal da sua doença. Mostrou-nos as instalações do Centro Social , cheio de entusiasmo e ideias para o futuro, parecia uma criança “aqui faz-se isto, mas ainda se vai fazer aquilo”. A sua cabeça estava cheia de projectos e iniciativas.

Nesse dia contou-nos que há uns tempos atrás num encontro de jovens, perguntou o que é que eles achavam ser mais importante e que um deles respondeu “defender a vida” e que ele tinha ficado impressionado com essa resposta e nós também.

Entre o padre Arsénio, falecido hoje e o padre Tropa, falecido em Janeiro passado há um denominador comum:

Estavam na vida e no meio da vida mas com os olhos no Céu para onde, com muita alegria certamente, terão ido e sido recebidos em grande festa.


"Milagre do Sol" em 2011 e 2012




Uma auréola em volta do sol emocionou os peregrinos que este domingo estiveram no santuário de Fátima.

O fenómeno repetiu-se, ainda que com menor intensidade. No ano passado milhares de fiéis contemplaram uma auréola à volta do sol, num fenómeno que encontra explicação na ciência.

Este domingo a auréola voltou a brilhar em volta do sol, emocionando muitos dos presentes, que entendem o acontecimento como um sinal divino.

Segundo a ciência o facto é provocado pela luz refletida nos cristais de gelo da atmosfera, a grande altitude.

In A Bola