segunda-feira, 31 de maio de 2010

No próximo dia 2 de Junho, a associação Apatris 21- Associação de portadores de trissomia 21 do Algarve vai organizar no mercado de Faro, pelas 21.30, um desfile de moda cujo objectivo é a recolha de fundos.
A associação atravessa uma grave crise financeira motivada pelo corte de subsídios públicos e, por isso, merece todo o nosso apoio.
Aqui fica um vídeo dos ensaios do desfile no qual irão participar várias crianças e jovens com trissomia 21.
Não deixa de ser interessante ver a desfilar, lado a lado, os hérois da sociedade pós-moderna precisamente ao lado dos seus anti-heróis.

Os palácios do Beato

A zona do Beato é das mais ricas de Lisboa, em termos históricos, tal como se pode ler aqui e aqui.

domingo, 30 de maio de 2010

Site sobre Lisboa

Site sobre Lisboa- o seu passado e o seu presente, revelar LX

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Bookcrossing com Faro 1540


Texto enviado por e-mail pelo meu amigo Bruno Lage, presidente da Faro 1540:


Tal como já tinha sido referido, a associação “FARO 1540” está a dinamizar o bookcrossing no concelho da capital algarvia.
Recorde-se que Faro apesar de ser uma cidade universitária e capital de uma das principais regiões do país, não tinha este movimento bem enraizado apesar de Portugal ser dos países europeus onde este movimento tem maior expressão sobretudo nas cidades de Lisboa e Porto.
Esta realidade levou a “FARO 1540” a considerar mais oportuno que numa 1ª fase, fosse promovido a difusão deste conceito por intermédio de Crossing Zones ou Zonas Oficiais de Libertação (ZOL), onde todos os cidadãos poderão levantar e depositar os livros e publicações, em vez de serem libertados livros aleatoriamente em cafés, bancos de jardins e escolas como habitualmente acontece.
Assim, com o lançamento do projecto dinamizado pela “FARO 1540”, vão ser libertadas nos próximos dias perto de duzentas publicações pelas 12 entidades que se associaram a este projecto e que vão fazer de Faro, de acordo com as informações contidas no site Bookcrossing Portugal, a maior cidade do país em número de ZOL´s.
As Zonas Oficias de Libertação aderentes, todas elas identificadas pelo cartaz ZOL, nesta primeira fase foram: Associação de Solidariedade Social dos Professores (Delegação do Algarve), Biblioteca António Ramos Rosa, Bibliotecas da Universidade do Algarve (Gambelas e Penha), Centro Azul (Praia de Faro), Escola Secundária João de Deus, Espaço C, Espaço Internet (Sto António do Alto), Faro 1540, Hagabê Informática (Loja Faro), Nordik Bar e Sociedade Recreativa Artística Farense (“Os Artistas”).
Espera-se que este movimento seja “realimentado” a partir de hoje pelos diversos leitores (bookcrossers) e também pelas ZOL aderentes a este projecto, garantindo assim, que exista sempre disponível um conjunto razoável de publicações e livros que poderão circular entre diversos bookcrossers em vez de estarem parados e esquecidos em estantes.
A “FARO 1540” apela a todos os cidadãos que continuem a doar livros a esta associação, que depois de registar e etiquetar as referidas publicações no site bookcrossing.com serão posteriormente libertadas pelas ZOL farenses, passando a fazer parte integrante desta “biblioteca mundial” e a estar ao dispor de milhares de bookcrossers.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Propostas da CIP

Concordo em absoluto com as propostas recentemente divulgadas pela CIP, em especial:

• Extinção de serviços, institutos e empresas públicas, socialmente inúteis.
• Privatização de empresas em sectores concorrenciais em que não faz sentido a presença estatal.
• Extinção de empresas municipais e regionais que apenas servem para contornar as regras da Administração Pública.
• Redução do número de deputados, de municípios e de freguesias.
Por fim, e por uma questão de transparência e respeito para com o contribuinte: o aumento extraordinário da receita fiscal deve ser canalizado imediatamente para redução do défice e não para alimentar despesa.

O documento completo pode ser consultado aqui

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O fim da linha

Sem dúvida que a actual crise é uma crise cultural, mas é também uma crise estrutural na medida em que há séculos que se sabe que Portugal (Continental) tem pouca viabilidade económica.
A solução para este problema passa por um downsizing do Estado e do sector público e uma redução e estabilização do déficit acompanhada por uma maior optimização dos nossos recursos.
Para que esta realidade nos entre na cabeça, de vez, há que adaptar a Constituição a um novo modelo democrático já que este modelo pós-25 de Abril está esgotado e provou já, em muitas áreas, não ser definitivamente eficaz.
Essa adaptação da Constituição não pode ser de pormenor, mas tem de ser, em muitos casos, radical.Como não há coragem política, teremos que bater (ainda) mais no fundo para que o povo e os partidos se dêem conta disso.

terça-feira, 18 de maio de 2010

A consciência

Foi com acerto que Pedro Picoito, neste seu post, recordou a figura de Thomas More que colocou os seus princípios à frente dos "interesses de Estado".
Recordo Manuela Ferreira Leite que recusou assumir uma verdade enganosa para assumir uma verdade incómoda e impopular mas que, agora, em matéria de déficit e forma de o combater, está-se a revelar profética e plenamente acertada.
Não foi eleita Primeira-Ministra, não ganhou as eleições, mas certamente que agiu de acordo com o que pensava e, agora, está satisfeita consigo própria.
Como dizia no outro dia o Dr. Bagão Félix, um dos grandes desafios a nível pessoal é o da indivisibilidade de carácter. Ou seja, não actuarmos de forma diferente, de acordo com as circunstâncias e conveniências.
Este é um desafio que nos interpela a todos e nos põe à prova.
Uma coisa é certa:
Que bom é podermos dormir à noite mais pobres ou menos ricos ou com menos honras ou lugares, mas tranquilos por termos actuado de acordo com a nossa consciência.


domingo, 16 de maio de 2010

O homem-pudim

A escritora Margarida Rebelo Pinto escreve no seu blogue do Sol sobre o "Homem-pudim".

Lembrando o título deste blogue, confesso que me revi em algumas das característica do tal pudim..

O futuro de S.Brás de Alportel



Foi com grande tristeza e decepção que recebemos a notícia do encerramento da pousada, ainda para mais com o argumento da inviabilidade económica.
A mim pessoalmente entristece-me por ter sido onde passei a minha lua de mel, tendo também, em outras ocasiões, experimentado as iguarias da sua cozinha. Dessas passagens registei sempre a enorme simpatia e excelente acolhimento do seu pessoal e a vista magnífica sobre a vila e o mar.
Os argumentos do grupo Pestana, porém, salientam algumas das lacunas da nossa vila. Com todo o respeito pela rota da cortiça ou pelo museu do Trajo que, sem dúvida, têm interesse e valor turístico, verifica-se que falta algo mais, algo que atraía mais turistas de dentro e de fora. A procissão do Aleluia, a feira da Serra ou a Arte Viva são também eventos apelativos mas limitados no tempo.
Se olharmos para o concelho, verificamos que, para além da sua posição estratégica colocada no centro do triângulo Loulé-Faro-Olhão, destaca-se outra valia, o barrocal. A exploração turística do barrocal devia, a meu ver, ser a grande aposta do concelho e para isso não basta apenas oferecer unidades de alojamento de qualidade. É necessário propôr actividades e programas que se insiram no meio do barrocal sambrazense e que sejam atractivas para os nossos visitantes.
Locais como o Badoca Parque, em Vila Nova de Santo André; o Monte Selvagem em Lavre, Vendas Novas ou a Cova dos Mouros, em Martim Longo provam que não é necessário construir vias rápidas ou circunvalações para que surjam pólos de atracção turístico.
Já o renovado parque da Fonte Férrea, no Alportel, mostra-se saturado, atraído pelos europeus de leste que, sábios, aproveitam o que ele tem de bom. Por isso, faltam novos parques de “Fonte Férrea”, isto é, espaços naturais de lazer para miúdos e graúdos, situados no hall ou no meio do barrocal sambrazense. Faltam parques temáticos com actividades que nos reconciliem e aproximem mais da natureza profunda que nos envolve. E nos dias que correm, quanto não nos pode ela dizer e ensinar ?
Falta apostar num turismo de aventura, nomeadamente através de uma maior dinamização dos passeios pedrestes, tornando-os mais conhecidos e acessíveis a todos. Em suma, falta aumentar, melhorar e diversificar a oferta turística do concelho.
Na Madeira, por exemplo, a forte aposta na melhoria das estradas foi acompanhada pelo apoio e criação de pólos turísticos, tais como museus, jardins e parques.
O encerramento (esperemos que transitório) da pousada deve ser motivo de exame de consciência. Afinal, de que serve chegar mais depressa ou em melhores condições a um sítio que parece ter pouco para oferecer ?


Artigo públicado na edição de Maio do mensário "Notícias de S.Brás".

Uma nova era

Enquanto a ICAR sofre ataques e pressões na Ásia, mais concretamente no Nepal e no Vietnam, muitos dizem que a visita de BXVI a Portugal abriu uma nova era no seu Papado.

No need to say goodbye

A alegria e o júbilo que pude ainda hoje, via sms, comungar com outros amigos pelo pedaço de Céu que esteve connosco estes últimos dias, levam-me a esta música cuja melodia vai muito na linha do que ainda nos vai na alma...

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Balanço da Viagem de Bento XVI



No fim destes 4 dias de visita do Santo Padre, urge fazer um balanço com alguns comentários à mistura.

1- ENXURRADA

A vinda de um Papa a um país significa sempre a chegada de uma autêntica enxurrada de graças ou, para os mais laicos, forças positivas.
Isso mesmo verificou-se com as anteriores vindas do Papa João Paulo II.
Basta lembrar que o Cón. José Manuel Ferreira que recebeu o Papa no Mosteiro dos Jerónimos abraçou o sacerdócio precisamente na sequência da magistral homília do Papa João Paulo II, no Parque Eduardo VII. Neste sentido, até se pode dizer que o Papa Bento XVII beneficiou das anteriores vindas do Papa João Paulo II.
O que é certo é que o Papa elevou muito o nível, trouxe-nos energias positivas e serviu, serve e servirá, sem dúvida, para um recarregar de bateriais, para uns, um abanão, para outros e um despertar para outros ainda.
Agora, há que aproveitar esta dinâmica e este impulso, esta onda para explorar ao máximo todos os seus discursos e toda sua mensagem de co-responsabilização que passou a todos nós.

2- DISCURSOS

Dos vários discursos, gostei particularmente da homilia de Fátima e do discurso aos Bispos onde o Santo Padre concretizou alguns dos reparos que já tinha feito, em 2007, na visita ad limina.
O Santo Padre fez aquilo a que se chama uma “correcção fraterna” aos Bispos que infelizmente vivem ainda num ambiente de excessivo clericalismo onde se exalta o protótipo do “rato de sacristia”.
A Igreja Portuguesa considera que o bom cristão é o que está metido dentro das actividades eclesiásticas diocesanas quando, pelo contrário, o espírito do Concílio Vaticano II diz precisamente o oposto: O bom cristão deve ser antes o que, preparado pela Igreja, lança-se sem medo para o meio do mundo.
Neste sentido, o discurso do Papa aos Senhores Bispos chamou para a importância dos leigos e da sua formação, criticou os discursos genéricos que, por vezes, alguns pastores podem fazer que, sendo necessários, exigem uma maior concretização; criticou algum medo dos Bispos em assumirem as suas posições contra a corrente dominante e falou da importância dos movimentos e outras instituições não diocesanas que devem ser usadas em concertação com os objectivos episcopais, sem capelinhas, nem mesquinhez.
Por sua vez, achei o discurso às pessoas da cultura um pouco mais fraco em comparação, por exemplo, com o discurso aos universitários de La Sapienza que acabou por não ser lido devido ao boicote dos anti-clericais, mas que tinha grande nível e profundidade intelectual.

3- CERIMÓNIAS E ORGANIZAÇÃO

Espectacular a organização quer por parte da Igreja, quer por parte das autoridades. Portugal demonstrou, à semelhança do que já tinha acontecido com o Euro2004 que é capaz de organizar bem eventos e iniciativas de grande dimensão como esta.
Quanto às cerimónias foi impressionante ver a Missa do Terreiro do Paço (ver vídeo supra). As suas colunas que há 1 século atrás assistiram ao regícidio assistiram, agora, naquele dia 11 de Maio, a palavras de paz e concórdia, perante um Tejo pacificado num óptimo final de tarde.
No Porto, foi fantástico ver o carinho e acolhimento tipicamente nortenhos e, em particular, o grande cuidado litúrgico e a beleza dos cântigos, sem dúvida, os melhores de toda a viagem.
Para finalizar, achei curioso o comentário do Padre Borga que, a propósito das câmaras de televisão estarem a fitar, embevecidas, o avião da TAP que subia em direcção aos céus, recordou aquela passagem dos Actos dos Apóstolos, na ascensão aos céus, em que os discípulos ficaram paralisados a olhar para o céu, então um anjo lhes disse "Homens da Galileia, porque estais a olhar para o céu?". Vamos ao trabalho !

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Pessoas especiais ou predestinadas ?

O que faz com que estas pessoas tenham sido escolhidas de forma tão singularmente única ?

O efeito dos media e da publicidade nas nossas crianças

O oportunismo de Sócrates

Já aqui tenho falado, várias vezes, do oportunismo de Sócrates.
Por motivos eleitoralistas e de preocupação com a sua popularidade promete coisas que, depois, não cumpre.
A questão é grave porque há fortes indícios de que, quando promete algo, sabe efectivamente que não o irá cumprir ou que, pelo menos, poderá não o cumprir.
É aquilo a que se chama, no Direito Penal, o dolo eventual.
Fê-lo, a propósito da legislação da ivg, prometendo uma regulamentação equilibrada.
Fê-lo, negando a suspensão das grandes obras públicas.
Agora, em nova manifestação de oportunismo político, aproveita a diversão que é a vinda do Santo Padre para anunciar medidas contraditórias e impopulares.
Mas, como diz Vasco Graça Moura, o povo português gosta de ser enganado.
Maquiavel, se fosse vivo, não faria melhor...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A missão portuguesa

Ontem e hoje o Papa Bento XVI fez várias referências à experiência missionária dos portugueses e ao facto de a Portugal se dever a evangelização de continentes como a América do Sul, África e Ásia.

Brasil, Angola, Moçambique, Congo, Cabo Verde, India, Japão, Indonésia, Timor, Guiné-Bissau são apenas alguns exemplos.

Este zelo apostólico, a mim, sempre me soou a hipocrisia e cinismo. Aos portugueses convinha a conversão dos indígenas porque ao aumentar a área de influência do Papa estariam indirectamente a permitir que o Papa reconhecesse e legitimasse as descobertas dos portugueses além-mar. Além disso, essas conversões funcionariam também como uma forma de subjugação e dominação cultural dos europeus sobre os autóctones dessas zonas.
Porém, ao ler recentemente uma biografia do Rei D.João II fiquei surpreendido porque (não obstante o que escrevi no parágrafo anterior) efectivamente notava-se no rei uma vontade e um desejo de fazer chegar a mais gente a boa nova.
E tanto assim é que, por mais de uma vez, o próprio rei procurou a conversão de certos reis e princípes de África, através de um apostolado pessoal mas sempre respeitador da liberdade pessoal.
Por isso, misturado com algum interesse político e até económico, concluo que inequivocamente esse zelo apostólico existiu e era, em grande parte, autêntico e genuíno.

A beleza como lugar

Fazei coisas belas, mas sobretudo tornai as vossas vidas lugares de beleza.

Bento XVI
Alocução aos representantes da cultura portuguesa
12-V-2010

terça-feira, 11 de maio de 2010

“If you look for truth, you may find comfort in the end; if you look for comfort you will not get either comfort or truth only soft soap and wishful thinking to begin, and in the end, despair.” – C. S. Lewis (daqui)


Um desafio: Manter a aparente rotina do cumprimento diário dos deveres familiares e profissionais de forma pontual e ordeira

Ou

Desbundar como protagonista do American Beauty até se tornar num saco vazio que flutua ao sabor do vento que sopra errático
Ou
cumprir os deveres do dia a dia, temperando-o com um pequeno travo de loucura
E o que é a loucura?

Veja este filme até ao fim

Comentários à selecção escolhida por Queirós

Sobre a selecção de Queirós e após ter adiantado há 5 meses atrás a minha (na altura) possível convocatória, faço os seguintes comentários:

DE POSITIVO:

- A chamada do guarda-redes Beto que demonstrou estar em boa forma, além de ser um exímio defensor de grandes penalidades, o que num Mundial é sempre útil.

- A chamada de Danny que pode ser uma alternativa, a meio do jogo, pela sua irreverência e rapidez.

- A chamada de Pepe que merece a convocatória pelo esforço que tem feito na sua recuperação e pelo elevado carácter.

- A não chamada de Ruben Amorim e de Carlos Martins que, apesar da época do Benfica, demonstraram não terem ainda o nível suficiente par representar Portugal.

DE NEGATIVO:

- Compreende-se a chamada de 2 defesas centrais a mais, Zé Castro e Ricardo Costa, caso Pepe demonstre não estar capaz. Porém, penso que Zé Castro foi uma má escolha, devendo antes ter sido ponderada a chamada de Ricardo Rocha do Portsmouth ou Nunes do Palma de Maiorca que têm maior experiência e fizeram épocas boas, mas que inexplicavelmente nem sequer constam da pré-convocatória de 50 jogadores.

- A não chamada de João Moutinho, sobretudo porque como nº10 de raíz, só temos o Deco e, em caso de lesão ou castigo, ficamos apenas com Raúl Meireles, Tiago, Miguel Veloso ou Pedro Mendes que têm uma componente mais defensiva. Recordo, aliás, que no Europeu Deco e João Moutinho chegaram a fazer uma boa dupla com bons resultados.

Portimonense na 1ª divisão

Fico muito satisfeito por ver o Portimonense na 1ª divisão a fazer companhia ao Olhanense.

Faz lembrar tempos idos e é uma excelente notícia que o Algarve veja a sua posição reforçada na I Liga, contrariando a hegemonia dos clubes do norte.

O meu avô materno foi dos primeiros sócios do Portimão. Oxalá se aguente, para o próximo ano, na I Divisão.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Palácio dos Duques de Aveiro, em Azeitão


A casa dos Duques de Aveiro tem origem numa linha bastarda criada pelo nascimento do filho ilegítimo de D.João II, D.Jorge de Lencastre a cujo filho deste, D.João de Lencastre, por sua vez, D.João III atribuí o título de Duque de Aveiro.


Na sequência do atentado ao rei D.José I, os Duques de Aveiro são mortos e os seus bens confiscados ou destruídos. Sobra, porém, o seu Palácio original, com formato em "U" e um pátio no meio, construído por D.João de Lencastre no 1º quartel do Séc.XVI e que hoje se encontra nas mãos de privados, embora em mau estado de conservação.


Apesar da chacina instigada pelo Marquês de Pombal, sobrevivem actual desta casa, o actual 8º Marquês do Lavradio, D.Jaime de Almeida que, por sua vez, tem origem no 8º e último duque de Aveiro, por via da sua irmã, D.Francisca das Chagas Mascarenhas.




O ramo Lencastre associado actualmente ao 8º Marquês do Lavradio tem um site de família muito curioso que se pode encontrar aqui.

O brasão tem as armas de Portugal com um risco diagonal que significa a origem bastarda da sua casa.


P.S.1- Engraçado que das várias vezes em que realizei expedições a pé a caminho da Serra da Arrábida, passei por este Palácio sem me dar conta da sua importância.


P.S.2- Em Abiúl, os Duques de Aveiro eram proprietários de um Palácio onde passavam as férias e onde apreciavam touradas. Depois dos bens do Duque de Aveiro terem sido confiscados ou destruídos, o Palácio ficou parcialmente destruído, foi comprado pelos fidalgos Aboins ou Alvins e sobre as suas ruinas um casal de burgueses edificaram uma casa que passou, por herança, para umas senhoras viúvas que, por sua vez, a venderam à minha bisavó que era natural de Abiúl. Actualmente o meu pai tem a dita casa à venda, mantendo-se, no seu interior, ainda visíveis traços das antigas salas e no, seu exterior, paredes do antigo palácio. Num terreno contíguo que não nos pertence, é visível ainda ruinas da antiga capela dos Távoras.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Miguel Castro Caldas Cabral

video

No próximo fim-de-semana um antigo amigo meu com quem já não estou há muitos anos, vai-se ordenar sacerdote.

Temos a mesma idade, mas ele seguiu a carreira da medicina e, em particular, a difícil área da oncologia.

Neste vídeo, ele fala de si e da sua experiência pessoal e profissional como médico oncologista.

Com a falta de médicos, diríamos que é um desperdício a sua ordenação, mas também há falta de bons sacerdotes e ele certamente será um deles.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A demagogia da Democracia

Falta-nos uma sociedade civil que forneça as ideias e que estabeleça o patamar de exigência a que os partidos tenham de responder. Os partidos têm de ganhar votos e isso percebe-se. Como também se percebe que tendam a oferecer aos eleitores um discurso que é mais facilmente vendável e que muitas vezes é o demagógico. Por outro lado, a disputa eleitoral para ganhar votos custa muito dinheiro. Aquela ideia de que era tudo militância acabou. Os partidos hoje têm de obter dinheiro e o que é que têm para vender? Influência.
Vitor Bento, economista
Fonte: Público
A democracia faz com que, pelo menos, 1 ano antes de eleições, certas decisões não sejam tomadas e certas despesas sejam efectuadas. Se pensarmos que, hoje em dia, a maioria dos partidos estão em campanha eleitoral permanente, já se vê no que dá.
Das duas uma:
- Ou educamos os eleitores para que ganhem maturidade política.
- Ou reformulamos a democracia, por exemplo, aumentando o nº de anos de cada legislatura, reforçando, em compensação, a autonomia e independência dos mecanismos democráticos de fiscalização.

May feelings III

Depois dos vídeos de 2008 e 2009, o movimento espanhol "May Feelings" lançou a sua 3ª edição, desta vez dedicada aos sacerdotes.

Há um número insignificante de padres católicos pedófilos e há um número reduzido de maus padres, mas a maioria são pessoas que se entregam totalmente ao serviço dos outros.

Por isso, neste mês do desabrochar das flores e da chegada do cheiro a verão, é oportuno recordar a sua importância.

No meio de tanto desânimo e frustração, o mês de Maio anima-nos, pela mão de Maria, pelo lado feminino da Igreja, a ter ainda uma réstea de esperança em nós e nos outros.


terça-feira, 4 de maio de 2010

Jardim da Estrela

Em recente passagem por Lisboa redescobri o Jardim da Estrela.

Depois de uma fase muito decadente e murcha, o jardim foi alvo de requalificação, com arranjos e sobretudo pela modernização da zona de recreio infantil que faz a delícia dos mais novos.

Hoje, ir ao Jardim da Estrela, recorda-nos tempos idos e é como entrar numa máquina do tempo.

Destaco, em particular, a feira de artesanato que tem lugar em todos os 1ºs fins de semana do mês. Vale a pena, pelas peças que estão em exposição, muito originais.

Também a zona de cafés ganhou vida nova, reanimando uma animação que perdera.

É, de novo, um ponto de encontro e convívio, adocicado pelo suave badalar dos sinos da Basílica que, de tempos a tempos, nos fazem recordar as limitações do tempo.

Gostei e voltarei, até porque os meus filhos adoraram.

Lisboa pré-1755

O Museu da Cidade de Lisboa já tem uma maqueta de Lisboa pré-terramoto de 1755 e tem actualmente um projecto de 3D Lisboa 1755.

Agora, via Pedro Picoito, soube deste projecto que mostra algumas das obras emblemáticas da Lisboa pré-terramoto, em particular, o Palácio das Alcáçovas que ficava onde hoje se situa o Terreiro do Paço e ainda o edifício da Ópera.

No mesmo site, há a notícia de uma séries de programas que irão para o ar em horas proibitivas, sobre a Lisboa subterrânea, suas fontes, água, etc...na Antena 2