segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A recordação do Regicídio


Devo dizer que tenho muita consideração pelo P. Portocarrero de Almada, pela sua erudição e pela originalidade de alguns dos seus escritos.


Porém, considero que o teor da sua homília do passado dia 1 de Fevereiro, na Missa por sufrágio das almas de El Rei D. Carlos I e do Princípe D. Luis Filipe, tem partes claramente exageradas.


O Rei D. Carlos I era certamente um pecador, com todos nós. Dizem as suas biografias que era homem pouco dado às coisas da Igreja e que preferia o leito da sua amante, um bom repasto e uma boa caçada.


Era também um exemplo do que é um gastador dos dinheiros público. Apesar de desenvolver notáveis qualidades como diplomata e até na área da ciência, ainda assim, estava longe de ser alguém que possa ser sequer equiparado a S. Maximiliano Kolbe, como o referido prelado parece querer comparar.


Sem dúvida que foram mártires da pátria e que merecem, como todos, o sufrágio das suas almas. Mas a apologia que foi feita na dita homilia é um claro exagero.

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